sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Muçulmano joga ácido no rosto de pastor protestante durante o culto de Natal

30.12.2011 - O pastor Umar Mulinde, da Igreja Evangelho de Vida, em Kampala, Uganda, foi atacado como forma de protesto à sua conversão do islamismo para o cristianismo. O pai de Mulinde era um Imã, líder muçulmano, e sua família sempre foi rigorosa. O pastor foi um xeque antes de abraçar o cristianismo, uma decisão que gerou polêmica em sua comunidade.
O ataque ocorreu por volta das 9h da manhã na véspera do Natal. Um homem entrou na igreja e jogou ácido sobre ele. O pastor foi rapidamente levado para o Hospital Internacional Kampala por membros da igreja. A condição do pastor agora é estável. Com a esposa do seu lado, ele concedeu uma entrevista onde conta os detalhes:
“Eu fui atacado por um homem que dizia ser cristão. Ele me chamou, gritando: “pastor, pastor! Quando me virei para ver quem era, ele derramou ácido no meu rosto”, disse Mulinde. “Quando me virei para fugir, outro homem derramou mais ácido nas minhas costas e saiu correndo e gritando Allah Akbar [Deus é grande]”.
O pastor revela que tinha recebido ameaças há algum tempo, mas não as levou a sério. Como resultado do ácido, ele perdeu o olho direito e teve seu rosto seriamente desfigurado.
Os líderes da Convenção Nacional de Igrejas Pentecostais de Uganda, pediu que o governo identifique os responsáveis ​​pelo ataque e faça justiça. Os pastores já disseram que estão dispostos a contratar a Scotland Yard para rastrear os criminosos.
O bispo David Kiganda, classificou o incidente como “um ato de terrorismo”, e disse que mais pessoas podem estar correndo perigo se o governo não agir rapidamente para prevenir  ataques futuros. Ele também explicou que uma grande vigília de oração está marcada para 31 de dezembro em Nakivubo, onde os fiéis vão orar principalmente pelo pastor Milinde e pelo fim dos atos terroristas em Uganda.
Kiganda disse ainda: “Nós temos liberdade de culto em Uganda, e não há sentido em condenar alguém que decide trocar de religião. Não acredito que podemos matar nosso próprio povo. Deus não é tão fraco que precise de alguém para matar em seu nome. Se Deus estava insatisfeito com os atos Mulinde, faria alguma coisa, não precisaria de outra pessoa”.
O bispo deixou claro, no entanto, que esses ataques não vão desencadear pânico entre a comunidade cristã. Ele classifica as perseguições como naturais. “Jesus também foi perseguido e aterrorizado. Não devemos temer a perseguição. Até mesmo o apóstolo Paulo foi tratado assim, embora não saibamos quem entre nosso rebanho continuará seguindo Jesus”, explicou.

Fonte: Gospel Prime, via Christian Post e http://www.comshalom.org/blog/carmadelio
http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/11373/Muculmano-joga-acido-no-rosto-de-pastor-protestante-durante-o-culto-de-Natal

Padre é preso no DF suspeito de abusar sexualmente de seis crianças

Indiciado negou crimes à polícia e calou-se diante da imprensa.
Polícia diz que tem provas irrefutáveis; pena pode chegar a 93 anos.

Do G1 DF

Segundo diretor da Polícia Civil, Onofre de Moraes, arma calibre 36 era usada como forma de ameaça (Foto: Felipe Néri / G1) 
Segundo diretor da Polícia Civil, Onofre de Moraes,
arma calibre 36 era usada como forma de ameaça
(Foto: Felipe Néri / G1)
Um padre da Igreja São Francisco de Assis foi preso preventivamente nesta sexta-feira (30) suspeito de abusar sexualmente de seis crianças da comunidade rural do Tororó, no Jardim Botânico, Distrito Federal. As vítimas seriam quatro meninas e um menino da mesma família, além de mais uma menina vizinha a esses irmãos.
Imagem: Ed Alves/Esp. CB/D.A Press
 O padre negou à polícia que tenha cometido os crimes e calou-se diante dos questionamentos da imprensa. A assessoria de imprensa da Arquidiocese de Brasília informou que não vai se pronunciar, mas que os advogados da entidade estão acompanhando o caso.
De acordo com a polícia, o padre tem relação próxima com a família das vítimas. Os crimes teriam sido cometidos na igreja, na casa do padre e na casa das vítimas ao longo do último ano. Uma arma calibre 36 foi encontrado na casa do indiciado. Segundo a polícia, a arma seria usada para ameaçar as vítimas.

As investigações policiais começaram há três semanas, após a denúncia feita pela mãe dos irmãos abusados. "Temos provas irrefutáveis de que ele praticou o abuso", declarou o diretor-geral da Polícia Civil, Onofre de Moraes. Se for condenado, o suspeito pode cumprir pena de 15 anos pelo abuso contra cada criança mais três anos pelo porte de armas, resultando em 93 anos de pena máxima.

O padre está preso no Departamento de Polícia Especializada (DPE) e deve ser enviado ao complexo penitenciário da Papuda na próxima semana, onde permanecerá até o seu julgamento.
Segundo a polícia, no momento da prisão, o suspeito dormia com a secretária de uma igreja onde ele havia atuado antes. Natural do Ceará, ele foi ordenado padre em 1993. Antes da Igreja São Francisco de Assis, onde o indiciado esteve por dez anos, foi pároco da Igreja São Camilo, na 303 Sul.

De acordo com a delegada-chefe da Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente, Valéria Martirena, os pais devem conversar com seus filhos sobre os cuidados para evitar o abuso sexual. “Muitas vezes a criança não têm noção nem ideia de que aquilo que está sofrendo se trata de crime sexual”, disse a delegada.
Os telefones para denúncia de abuso sexual contra criança são 197 e (61) 3361-1048, além do Disque 100.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tempo gasto na igreja está relacionado a queda da pressão arterial

Ana Carolina Prado 28 de dezembro de 2011
Um estudo norueguês de larga escala conduzido no condado de Nord-Trøndelag, na Noruega, e liderado por pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), descobriu uma relação clara entre o tempo gasto na igreja e a queda da pressão arterial em homens e mulheres. Em outras palavras, aqueles que eram religiosamente ativos eram mais saudáveis do que quem não era.
“Descobrimos que, quanto maior a frequência das pessoas à igreja, menor era sua pressão arterial, mesmo quando mantínhamos sob controle uma série de outros possíveis fatores explicativos”, disse ao MedicalXpress Torgeir Sørensen, doutorando da Faculdade de Teologia e do Centro de Psicologia da Religião na Sykehuset Innlandet (Inland Hospital).
É a primeira vez que um estudo do tipo é feito na Escandinávia. Sørensen explicou que pesquisas anteriores realizadas nos Estados Unidos já haviam mostrado essa relação, mas as muitas diferenças religiosas e culturais entre o país e a Noruega tornavam difícil transferir os resultados para a população escandinava.Cerca de 90% da população do condado de Nord-Trøndelag são membros da igreja estatal norueguesa, enquanto os americanos apresentam uma variedade muito maior em suas preferências religiosas e éticas. A frequência à igreja também difere bastante. Cerca de 40% dos americanos vai a cultos religiosos semanalmente, contra apenas 4% em Nord-Trøndelag County.
“Por esse motivo, não esperávamos encontrar qualquer correlação entre a religiosidade e a pressão arterial na Noruega. No entanto, nossos achados são quase idênticos aos anteriormente relatados nos Estados Unidos. Ficamos realmente surpresos “, disse Sørensen.
Causa e efeito
Apesar de trazer informações interessantes, o estudo revelou dados sobre um grupo de pessoas em um determinado momento, mas não disse nada sobre as causas. O professor Jostein Holmen, um dos autores do estudo, explicou que ainda é cedo para afirmar se a religiosidade afetou a saúde das pessoas ou se a saúde é que afetou a religiosidade. “A fim de determinar o que causa isso, precisamos de novos estudos que observem as mesmas pessoas em momentos diferentes”, disse. “Mas o fato de os fiéis terem a pressão arterial mais baixa nos encoraja a continuar a estudar esta questão.”

http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/tempo-gasto-na-igreja-esta-relacionado-a-queda-da-pressao-arterial/

Pesquisa americana diz que orar traz benefícios ao cérebro e a saúde

28.12.2011 - Médicos notaram que a prática de orar todos os dias evita uma série de doenças e melhora o sistema imunológico
 Uma equipe de profissionais da NewsMax Health pesquisou os efeitos que a oração provoca no cérebro e resultou que há vários benefícios quando a pessoa ora. Sem promover nenhuma religião os pesquisadores estudaram como a oração afeta o cérebro e o que a prática pode oferecer para a saúde física, mental e emocional das pessoas.
O resultado dessa pesquisa foi transformado em um vídeo para que um maior número de pessoas possa entender que a oração faz bem para a saúde. A comunidade médica que participou da pesquisa percebeu que a prática muda as quatro áreas do cérebro humano: Lobo Frontal, o córtex cerebral, o Lobo temporais e o sistema límbico.
Os pesquisadores descobriram que orar todos os dias durante um mesmo período pode ajudar a prevenir doenças como a perda de memória, a demência e o Mal de Alzheimer. Fora esses os médicos conseguiram perceber 47 benefícios que foram comprovados cientificamente.
Os mais destacados são que a oração pode diminuir a dor, diminuir o risco de morte por ataque cardíaco, o derrame cerebral, a ansiedade e a depressão. Fora isso ficou provado que orar melhora o sistema imunológico e outros sistemas.
O editor da Newsmax Health, Travis Davis, disse que a pesquisa não promove nenhuma religião e nem prática espiritual, apenas analisa sob uma luz prática o que acontece com três de cada quatro americanos que oram regularmente. “A maioria das pessoas tem consciência das crescentes pesquisas da neurologia que te estudado cientificamente a relação entre o cérebro e os fenômenos espirituais”, diz ele.

Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Cristianos
http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/11360/Pesquisa-americana-diz-que-orar-traz-beneficios-ao-cerebro-e-a-saude

Libéria: Feiticeiro que matou mais de 20.000 pessoas converte-se a Cristo

28.12.2011 - Ex-general genocida disse que fazia sacrifícios humanos mensalmente e falava com Satanás
 Joshua Milton Blahyi já foi considerado um dos homens mais temidos na guerra na Libéria. Ele confessou ter matado cerca de 20.000 pessoas durante 14 anos de guerra civil naquele país.
Mas hoje Joshua Blahyi afirma ser uma nova pessoa. É um cristão evangélico que está arrependido de seus pecados e desde que confessou Jesus como seu Salvador tem se dedicado a evangelizar sua nação e pediu perdão às pessoas que machucou.
Em uma entrevista ao jornal Daily Mail, em 2010, Blahyi disse: “Acredito firmemente que a Bíblia diz que Deus já me perdoou”, Mesmo assim, está disposto a ser julgado em Haia e possivelmente enforcado por seus crimes de guerra.
Recentemente, o pastor Blahyi foi selecionado pela revista The Economist e o canal de TV  PBS para contar sua história em um documentário intitulado “The Redemption of General Butt Naked” [A Redenção do General Pelado].
Os cineastas Eric Strauss e Daniele Anastasion passaram quase cinco anos com Blahyi, seguindo de perto sua busca pelo perdão de seus ex-soldados e parentes de suas vítimas.
Strauss tornou-se interessado na biografia de Blahyi depois de ler sobre ele em um livro: “Era  uma pequena história sobre um líder famoso que matou milhares e agora andava pelas ruas pregando a verdade e a reconciliação. Eu me perguntava se uma pessoa assim realmente existia.  Seria possível esse “Extreme Makeover? “, explicou o cineasta ao Los Angeles Times.
Oferecendo uma resposta às suas próprias perguntas através desse documentário, o filme enfatiza a fé e o perdão.
“Somente o cristianismo pode ajudar esta nação, porque o cristianismo é a única crença verdadeira. A única fé que lhe diz para amar os seus inimigos, aceitar e perdoar aqueles que te machucam”, explica Blahyi em um trecho do filme. “Quem vocês estão vendo aqui foi um rebelde conhecido. Só quem pode desarmar é o amor. Só Deus pode mudar sua vida”.
Antes de sua conversão, Blahyi, praticava magia negra e o foi conselheiro espiritual do falecido presidente da Libéria, Samuel K. Doe.
Aos 11 anos, foi iniciado como feiticeiro tribal e participou de seu primeiro sacrifício humano, que realizou mensalmente até os 25. Mais tarde ele foi nomeado o bruxo de sua aldeia onde afirma que reunia-se regularmente com Satanás.
Ele recebeu o apelido de “General Pelado” porque sempre ia para as batalhas usando apenas sapatos e empunhando uma arma. Ele acreditava que sua nudez impediria as balas de matá-lo.
O General afirma ter matado muitas crianças que ofereceu para Satanás. Ele tomou o sangue e comia o coração de suas vítimas antes de ir para uma batalha. Por isso todos em seu país ainda o temem, apesar de sua conversão.
Blahyi explica que em 1996 teve um encontro dramático com Jesus, durante uma das batalhas mais brutais na história da guerra na Libéria. Para muitos, seu relato é semelhante à conversão do apóstolo Paulo na estrada de Damasco.
O pastor conta que Jesus apareceu diante dele como uma luz ofuscante e disse que ele iria morrer se não se arrependerem de seus pecados. “A tradição fez-me acreditar que ao me tornar guerreiro tinha que fazer sacrifícios antes de ir para a batalha. Mas Deus me apareceu quando eu estava nu, no meio da batalha, e disse que eu estava a fazer o trabalho de Satanás”.
Depois disso, aceitou a Cristo e pediu perdão pelos seus pecados. Abandonou o exército e passou a defender a paz e combater a violência. Desde então, muitos creram no seu arrependimento e transformação, mas outros acreditam que ele está mentindo.
Ele é presidente e fundador do Ministério Evangelístico Trem do Fim dos Tempos, no país vizinho de Gana. É casado com a pastora Josie e têm três filhos: Michaela, Joshua Jr e Janice.  Fundado em 1999, seu ministério atua em áreas remotas da África, incluindo Togo, Benin, Nigéria, Chade, Guiné e Libéria, sua terra natal.
O filme sobre sua vida vai ao ar dia 22 de janeiro de 2012 no Documentary Channel. A Comissão para Verdade e Reconciliação foi estabelecida no seu país natal para definir quem deveria ser julgado por crimes de guerra.  O pastor Blahyi foi indiciado e disse que está disposto a ser julgado por crimes de guerra por um tribunal em Haia.
Depois de admitir à Comissão que seu grupo foi responsável pela morte de 20 mil pessoas, Blahyi disse esperar que sua confissão ajude a curar as feridas de seu país. Afirmou ainda que está preparado para qualquer decisão da Comissão. “Se for condenado, posso ser eletrocutado ou enforcado, mas acredito que o perdão e a reconciliação sejam os melhores caminhos a seguir.”

Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Notícia Cristiana
http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/11352/Liberia-Feiticeiro-que-matou-mais-de-20000-pessoas-converte-se-a-Cristo

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Veja: Amigos ateus estão voltando para a igreja após esse milagre

26.12.2011 - Jovem dado como Morto acorda do coma e surpreende médicos e a família
Publicado originalmente no Extra
“Um milagre”, é assim que Sam Schmid, universitário do Arizona, nos Estados Unidos, descreve a sua recuperação. Após um grave acidente de carro em outubro, Sam estava em coma no hospital e os médicos já conversavam com sua família sobre a doação dos órgãos do estudante de 21 anos, conforme noticiou o site ABC News As lesões no cérebro do jovem eram tão graves que ele teve que ser transferido de helicóptero para um hospital especializado em neurologia, onde foram realizadas cirurgias para a retirada de um aneurisma que ameaçava sua vida.
Foi então que, contrariando todas as expectativas, Sam começou a responder a estímulos, primeiro apertando os dedos de médicos que testavam suas reações. O jovem, que para os médicos já estava com morte cerebral e ia ser retirado dos aparelhos que o mantinham vivo, hoje anda com a ajuda de muletas, conversa normalmente e deve ter uma recuperação total. Um milagre que surpreendeu a todos, inclusive o próprio Sam.
“É um milagre. Vendo como eu estava antes e agora, vejo que progredi bastante”, comemora o jovem, ainda com a fala vagarosa, o que deve melhorar com o tempo.
A mãe de Sam, Susan Reagan, agradeceu o presente de Natal: “Ninguém poderia me dar um presente de Natal melhor do que esse. Nunca, nunca nunca. Eu tenho amigos ateus que me ligaram e disseram que estão voltando para a igreja após esse milagre”.
O médico de Sam, o renomado neurocirurgião Robert Spetzler concorda que a recuperação de seu paciente foi espantos: “Tinha tudo para dar errado. Ele tinha hemorragia, um aneurisma e teve um derrame. Eu fiquei realmente surpreso com sua melhora em tão pouco tempo”.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/11348/Veja-Amigos-ateus-estao-voltando-para-a-igreja-apos-esse-milagre

O Sudário de Turim é autêntico dizem cientistas italianos

26.12.2011 - Exames comprovariam que as marcas não poderiam ter sido forjadas com a tecnologia disponível na época medieval
O jornal The Telegraph, um dos mais conceituados da Inglaterra, publicou uma extensa matéria sobre o Santo Sudário. Recentemente, cientistas italianos fizeram uma série de experimentos avançados nas marcas do tecido, presumivelmente deixadas pelo corpo de Cristo.
 Esses exames comprovariam que as marcas não poderiam ter sido forjadas com a tecnologia disponível na época medieval. Logo, não há como negar sua autenticidade.
Ao longo dos anos, os céticos têm sustentado que o sudário é uma falsificação medieval, e testes de radiocarbono realizadas por laboratórios em Oxford, Zurique e Arizona, em 1988, apontam para a teoria de datação entre 1260 e 1390.
Contudo, os especialistas da Agência Nacional para Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Sustentável dizem que, para conseguir a nuance, a textura e a profundidade exatas da imagem no pano, seria necessário um laser ultravioleta, algo que obviamente os medievais não conheciam.
 Bruno Barberis
Massimo Bocaletti
Conforme os escritores Bruno Barberis e Massimo Bocaletti, especialistas no assunto, existem três níveis de “autenticidade” do Sudário. No primeiro nível, admite-se que a imagem foi realmente produzida por um cadáver humano e por meios naturais. No segundo nível, admite-se que o lençol seja efetivamente uma mortalha do século I que envolveu um cadáver, mas não necessariamente o de Jesus Cristo.
No terceiro nível de autenticidade, admite-se que o Sudário é realmente a mortalha mencionada nos Evangelhos e que envolveu o corpo de Cristo após sua morte na cruz. A ciência não tem como atestar o terceiro nível de autenticidade; no máximo, consegue chegar até o segundo nível.
As conclusões mais famosas são do Projeto de Pesquisa do Sudário de Torino (Sturp), que reuniu dezenas de pesquisadores de várias áreas. A conclusão do Projeto é que a imagem não foi feita com pigmentos, nem teria sido obra de um artista. Na verdade, a imagem não tem  explicação científica. Mais de 30 anos depois do encerramento das pesquisas do Sturp, o mistério continua.
 O jornalista Tom Chivers, do Telegraph afirma que a “datação por carbono 14 atestou a origem medieval do Sudário”. Um pesquisador do laboratório de Oxford que fez os testes nos anos 1980, defende os resultados da datação e explica por que as hipóteses que desqualificam o teste estariam erradas.
Ao comentar a possibilidade de a amostra ser de um dos vários remendos feitos no Sudário, Christopher Ramsey afirma que “a maioria de nós concorda que isso não é plausível”.
O caso está longe de ser encerrado. É preciso um novo Sturp? A tecnologia avançou muito nos últimos anos, mas o acesso ao Sudário é restrito  e controlado pela Igreja Católica, que não precisa de comprovações científicas para crer. O presidente do Centro Sindonológico do Brasil, José Humberto Resende, não concorda com novas rodadas de testes.
“Todas as vezes que o Sudário foi submetido a exames, alguém, por ato criminoso, tentou destruí-lo, como aconteceu no incêndio de 1997. Acho que só se deveríamos submetê-lo a novo exame quando tivéssemos um teste que fosse 100% infalível. Do contrário, é melhor esperar a vontade de Deus”, argumenta.
Como essa tecnologia ainda não existe, parece que epígrafe do livro de Barberis e Boccaletti continua atual: “o Sudário não teme o exame; teme apenas não ser examinado”.

Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Notícia Cristiana
http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/11344/O-Sudario-e-Turim-e-autentico-dizem-cientistas-italianos

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Cânon de Jâmnia

Alessandro Lima
o tempo do Imperador Romano Nero, desencadeou-se a primeira
revolta aberta dos judeus da Palestina contra Roma (66-70). N
Tito, na primavera de 70, sitiou Jerusalém, a cidade inteira foi
saqueada, arrasada e o Templo foi destruído no dia 10 do mês de
agosto do mesmo ano. Os fariseus de Jerusalém16 se transferiram
para a cidade de Jâmnia, onde formaram próspera escola rabínica.
Aproximadamente no ano 90, este grupo de rabinos define
uma lista dos livros que deveriam ser considerados sagrados pelos
Judeus. O Cânon de Jâmnia (como ficou conhecida esta lista) deu
origem à atual Bíblia Hebraica. O Cânon de Jâmnia excluiu os sete
livros deuterocanônicos [do AT] e os acréscimos de Daniel e Ester.
No tempo do Imperador Romano Nero, desencadeou-se a primeira revolta aberta dos judeus da Palestina contra Roma (66-70). Tito, na primavera de 70, sitiou Jerusalém, a cidade inteira foi saqueada, arrasada e o Templo foi destruído no dia 10 do mês de agosto do mesmo ano. Os fariseus de Jerusalém (16) se transferiram para a cidade de Jâmnia, onde formaram próspera escola rabínica. Aproximadamente no ano 90, este grupo de rabinos define uma lista dos livros que deveriam ser considerados sagrados pelos Judeus. O Cânon de Jâmnia (como ficou conhecida esta lista) deu origem à atual Bíblia Hebraica. O Cânon de Jâmnia excluiu os sete livros deuterocanônicos [do AT] e os acréscimos de Daniel e Ester.
Um cânon sagrado pré-existente?
Alguns afirmam que o Cânon de Jâmnia foi a confirmação de um Cânon Sagrado anterior e definido pela autêntica Tradição judaica.
Segundo esta tese, o fato de Jesus e os Apóstolos se referirem às Escrituras Sagradas disponíveis em seu tempo de forma geral (“Escrituras”), mostra que eles tinham em mente uma quantidade precisa de livros que estavam incluídos sob aqueles títulos gerais.
Apresenta-se como prova o registro do Evangelista Lucas ao diálogo entre Jesus e os discípulos na estrada de Emaús: ‘E começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.”(Lc 24,27). A expressão “todas as Escrituras” demonstraria que já no tempo de Cristo, uma lista de livros canônicos já estava fixada.
Cita-se ainda João 5,39, quando Jesus manda os Fariseus, que eram os legítimos intérpretes da Lei (cf. Mt 23,1), verificarem que Nele se cumpriram todas as profecias messiânicas. Jesus ao utilizar a expressão “Escrituras” estaria se referindo a um conjunto de livros bem conhecido, tanto por Ele quanto pelos Fariseus.
Chama-se ainda a atenção à expressão “Moisés e os Profetas” (cf. Lc 24,27). “Moisés e os Profetas” ou “A Lei e os Profetas” seria a estrutura de como este cânon judeu estaria organizado, sendo que na seção “Lei”, estariam contidos também os Salmos (cf. João 10,34). Assim, se quer defender a existência de um cânon bíblico, organizado em uma tríplice estrutura: a Lei, os Profetas e os Salmos. Também se costuma fazer referência a Lc 24,44, onde Jesus ao aparecer aos apóstolos e discípulos lhes disse: “(...) era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”.
Estes argumentos são bastante frágeis, pois em todas as referências apresentadas, Jesus está tentando demonstrar que Nele se cumprem todas as profecias messiânicas. E onde estão estas profecias? Estão justamente nos livros de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Desta forma, dentro do contexto em questão, é bem mais certo que Jesus esteja referenciando esta triplica estrutura, porque nela se encontram as profecias messiânicas, do que Ele esteja fazendo referência a um cânon sagrado existente em seu tempo.
Há também quem apresente como prova do suposto cânon, então confirmado pelo Cânon de Jâmnia, os testemunhos históricos de Flávio Josefo e Áquila (o qual criou uma nova versão grega das Escrituras hebraicas, que leva o seu nome).
O testemunho de Áquila é reconhecidamente posterior ao Cânon de Jâmnia, e por isso, também não pode ser aceito como prova; muito pelo contrário...
Por outro lado, reproduziremos abaixo o texto de Josefo, conforme consta em sua obra “Contra Apion”:
38. É, pois natural, ou melhor dizendo, necessário, que não exista entre nós uma multiplicidade de livros em contradição entre si, senão somente vinte e dois (17) que contém os registros de toda história e que com toda justiça são dignos de confiança. 39. Deles, existem cinco de Moisés, os quais contêm as leis e a tradição desde a criação do homem até a morte de Moisés. Compreende, mais ou menos, um período de três mil anos. 40. Desde a morte de Moisés até Artaxerxes (18), sucessor de Xerxes (19) como rei dos persas, aos profetas posteriores a Moisés foram deixados os feitos do seu tempo em treze livros, os quatro restantes contém hinos a Deus e conselhos morais aos homens. 41. Também desde Artaxerxes [tempo do Profeta Esdras] até nossos dias cada acontecimento tem sido registrado; embora estes não sejam dignos da mesma confiança dos anteriores, porque não havia uma sucessão rigorosa de profetas. 42. Os feitos provam com claridade como nós nos acercamos das nossas próprias escrituras: havendo já transcorrido tanto tempo, ninguém se atreveu a adicionar, tirar ou trocar nada nelas “ (JOSEFO, 2006, p. 21-22).
Não é possível precisar se o testemunho de Josefo é anterior ou posterior ao Cânon de Jâmnia, devido à incerteza entre as datas do Cânon e seu testemunho.
Costuma-se dizer que “Contra Apion” foi terminada pelo ano 94; e o Cânon de Jâmnia, normalmente é referido pelos especialistas como sendo do ano 90. Entretanto, nenhuma destas datas é conclusiva; sabemos apenas que ambos são os últimos anos do séc I d.C.
Com efeito, não é possível precisar se o testemunho de Josefo é anterior ou não ao Cânon de Jâmnia, devido à incerteza entre as datas do Cânon e seu testemunho. Esta incerteza compromete por completo o testemunho de Josefo, pois não se sabe com certeza se o mesmo foi influenciado ou não pelo Cânon de Jâmnia. Porém, há indícios que sim.
Josefo era fariseu e os rabinos de Jâmnia também, assim possivelmente ele esteja simplesmente defendendo a posição de sua facção religiosa.
O prólogo da tradução Grega do Eclesiástico (ou Sabedoria de Sirac), livro escrito por volta de 130 a.C., portanto anterior ao testemunho de Josefo, parece contradizê-lo. Nele lemos:
Pela Lei, pelos Profetas e por outros escritores que os sucederam, recebemos inúmeros ensinamentos importantes (...) Foi assim que após entregar-se particularmente ao estudo atento da Lei, dos Profetas e dos outros Escritos, transmitidos por nossos antepassados [...]”.
Enquanto o testemunho de Josefo procura restringir o Cânon Sagrado ao tempo de Esdras, “porque [depois de Esdras] não houve uma sucessão precisa de profetas”, o Eclesiástico parece ser mais amplo e fiel à História ao afirmar que “por outros escritores que os sucederam [os profetas], recebemos inúmeros ensinamentos importantes”.
O testemunho do Eclesiástico refere-se a livros posteriores ao tempo dos Profetas.
Veja o que estudioso protestante Leonard Rost tem a dizer sobre isso: 
Vê-se, pelo prólogo de Sirac [Eclesiástico ou Sabedoria de Sirac], que, além dos escritos assumidos no Cânon hebraico, traduziram-se também outros que parecem ter gozado de bastente estima como obras religiosas de edificação, em círculos mais ou menos amplos, até o final do século I d.C” (ROST, 1980, p.19).
Há ainda em Josefo um trecho bem polêmico, vejamos:
havendo já transcorrido tanto tempo, ninguém se atreveu a adicionar, tirar ou trocar nada nelas [nas Escrituras]”.
Alguns entendem que neste trecho Josefo confirma que os livros escritos depois do tempo de Esdras não estavam dispostos num mesmo volume com os livros que foram escritos antes deste mesmo período (protocanônicos), pois isto configuraria um acréscimo nos primeiros.
Ora, ele está dizendo que nada foi alterado nos textos presentes nestes livros, nenhuma sílaba a mais, nenhuma a menos. Josefo não está se referindo à adição ou retirada de livros a um conjunto pré-estabelecido de outros livros.
A tese do Cânon pré-existente apresenta sérios problemas. Primeiro, se este suposto cânon correspondia ao Cânon de Jâmnia, por que era comumente usada a Septuaginta com um catálogo bem maior, conforme é comprovado pelo testemunho do NT e as descobertas do Mar Morto e Massada?
Segundo, se este suposto cânon correspondesse aos livros da Septuaginta, logo não seria permitida a definição de qualquer outro cânon bíblico; então por que foi estabelecido o Cânon de Jâmnia?
Terceiro, os judeus alexandrinos e etíopes recusaram o Cânon de Jâmnia e até hoje guardam como sagrados os livros da Septuaginta. Se realmente este suposto cânon bíblico existisse, não haveria disputas entre os judeus sobre este tema; todos adotariam o mesmo conjunto de livros sagrados definidos pela Tradição Judaica.
Fílon de Alexandria, historiador e filósofo judeu, viveu entre os anos de 20 a 50 d.C. Em sua obra “Exposições sobre a Lei”, onde faz comentários sobre a doutrina da Torah (20), as referências ao Pentateuco são todas da Septuaginta, que possuía os livros deuterocanônicos e as partes deuterocanônicas de Daniel e Ester, não aceitas posteriormente pelos Judeus de Jâmnia.
Um dos especialistas sobre a vida de Fílon de Alexandria, o Prof. Ritter, quanto ao uso da Septuaginta pelo filósofo escreve:
A princípio o texto que ele [Fílon] comenta é o da tradução grega dos Setenta; algumas diferenças que se assinalou com razão entre seu texto e aquele que possuímos atualmente dos Setenta se explicam de uma maneira satisfatória não pela leitura do texto hebraico, mas pelo fato de que nossa recensão é de origem posterior à da que ele usava” (RITTER, 1979).
Antes que alguém objete afirmando que a Tradição dos judeus palestinenses era diferente da Tradição dos judeus alexandrinos, devo lembrá-los que ambos os grupos manuseavam a versão grega da Septuaginta, portanto, possuíam a mesma Tradição Judaica.
A correspondência entre a Tradição Judaica Alexandrina e a Palestina é atestada pelo estudioso Wolfson:
O judaísmo alexandrino, no tempo de Fílon, era do mesmo tronco do judaísmo farisaico, que então prosperava na Palestina, ambos tendo brotado daquele judaísmo macabeu [c. 165 a.C.] que fora moldado pelas atividades dos escribas” (WOLFSON, 1982).
Ainda segundo o estudioso Werner Jaeger:
O grego era falado nas synagogai (21) por todo o Mediterrâneo, como se torna evidente pelo exemplo de Fílon de Alexandria, que não escreveu o seu grego literário para um público de gentios, mas para os seus compatriotas judeus altamente educados” (JAEGER, 1991).
Fílon de Alexandria, falava grego como era costume em seu tempo e utilizava as escrituras hebraicas através da Septuaginta. Isto era muito comum até entre os judeus da Palestina. Josefo defende os judeus de Alexandria de diversas calúnias, mostrando haver identidade entre eles e os judeus da palestina (JOSEFO, 2006, p. 96-102).
Se o cânon das Escrituras Hebraicas já estivesse fechado no tempo de Jesus, todos os judeus hoje (palestinos ou alexandrinos) observariam o mesmo conjunto de livros sagrados, e os fariseus de Jâmnia não precisariam se preocupar com isto no final do séc. I d.C.
Interessante é a constatação do estudioso Fedeli Pasquero:
Na realidade, seguramente os judeus alexandrino no séc. I d.C. reconheciam como sagrados os livros deuterocanônicos [do AT]; não obstante a isso, eles estavam em plena comunhão de fé com os judeus da Palestina, coisa que não teria sido possível se houvesse divergências em relação aos livros sagrados. Com efeito, os doutores hebreus faziam uso de pelo menos alguns dos livros deuterocanônicos [do AT]; de modo especial, encontramos frequentemente citados Baruc, o Sirácida [Sabedoria de Siarc ou Eclesiástico], Tobias” (PASQUERO, 1986).
Sobre a possibilidade de um cânon de Escrituras hebraicas pré-definido, assim se manifesta Rost:
[...] não havia um cânon oficial, ou, como diz a Mixná Yaddyim IV 6, não havia Ktby qds’, Escrituras sagradas, como grupo fechado. Mesmo na época em que se fixou a Mixná, por volta de 100 d.C., reinava ampla discussão entre os eruditos a respeito de saber se o Cântico dos Cântico ou o Eclesiastes de Salomão (Qohelet) faziam ou não parte do grupo, discussão esta que foi aplainada por uma sentença arbitral em favor da inclusão destes livros entre os escritos sagrados (Mixná Yadvim III 5 cd). As descobertas dos manuscritos do Mar Morto, provenientes do período que vai de 150 antes de Cristo até 70 da era cristã, em particular os que foram encontrados nas cavernas de Qumran, mostram-nos claramente que naquela época ainda não havia uma distinção rigorosa entre Escritura sagrada e menos sagrada [...] Mas o fato de um fragmento bastante extenso do Sirac hebraico, copiado em escrita esticométrica, vale dizer, executado com capricho e dispêndio de tempo, constituir um dos poucos restos de manuscritos descobertos em Masada, é prova da estiva que este escrito desfrutava no círculo dos zelotes, no correr do século I d.C” (ROST, 1980, p.13-14).
Durante a formação do Cânon Hebreu, alguns rabinos se opuseram também à inclusão do livro de Ester, conforme atesta o Prof. Samuel Sandmel (22):
O livro de Ester, segundo os antigos rabinos, é o livro mais novo da Escritura. Houve, entre estes rabinos, quem não quisesse que ele fosse incluído na Escritura” (BIBLIA, 1974, Introduções Aos Livros Históricos, verb. Ester, xxiii).
Ainda conforme o Prof. Sandmel, a tradição rabínica quase excluiu do Cânon das Escritura Hebraicas, o livro do Profeta Ezequiel:
O livro de Ezequiel foi julgado desapropriado para o cânon porque regulações dos capítulos 40 – 48 parecem contradizer regulações similares do Pentateuco. Como o sábio rabínico Hananias ben Ezequias foi capaz de resolver estas contradições com uma apurada interpretação, o livro salvou-se de ser abandonado juntamente com outros livros que não podiam circular publicamente” (Ibid.; Introduções Aos Livros Proféticos, xliii).
Além destes, também foram inicialmente contestados pelos rabinos, Jó (Ibid., xvii), Provérbios, Cântico dos Cânticos e Eclesiastes (Ibid., xxxi), concordando assim com o parecer de Rost.
Tudo isto mostra que realmente houve em Jâmnia um acordo entre os fariseus sobre os livros que deveriam ser considerados canônicos pelos judeus. Note o leitor que alguns livros do AT considerados canônicos por todos os cristãos, quase ficaram fora do Cânon Hebreu; livros estes que foram amplamente usados pelos antigos judeus. E se tivessem sido excluídos do Cânon Hebreu, isto significaria que jamais foram considerados canônicos antes? E os livros que os fariseus rejeitaram [os deuterocanônicos], será mesmo que não eram canônicos?

Notas
(16) Alguns autores identificam a Escola Rabínica em Jâmnia como o antigo Sinédrio (BERARDINO, 2002, verb. Jerusalém, p. 750). Entretanto há controvérsias entre os especialistas, já que o Sinédrio era predominantemente formado por Saduceus, que neste tempo foram desimados.
(17) Os judeus organizavam suas Escrituras conforme o número de letras de seu alfabeto.
(18) Na tradução original está Artajerjes (“j” no lugar do “x”), o que difere do uso comum em outras traduções. Por motivo de unidade textual mantive conforme o uso comum.
(19) Mesma razão da nota anterior.
(20) É como os Judeus chamam a Lei de Moisés.
(21) Sinagogas, onde os judeus se reuniam para o estudo das Sagradas Escrituras.
(22) Prof. de Bíblia e Literatura Helenística na Hebrew Union College, Cincinnati, Ohio - EUA.
Bibliografia

JOSEFO, Flávio. Antiguidades dos Judeus - Contra Apion. 1ª. Ed. Tradução de A. C Godoy. Curitiba: Juruá, 2006.

ROST, Leonard. Introdução aos Livros Apócrifos e Pseudo-Epígrafos do Antigo Testamento. São Paulo: Paulinas, 1980.

RITTER, B. Philo und die Halacha, eine vergleichende Studie unter steter Berücksichtigung des Joseph, Leipzig, 1879.

PASQUERO, Fedele. O Mundo da Bíblia, Autores Vários. São Paulo: Paulinas, 1986.

BIBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo. Edição Ecumênica, 1974.
Este artigo é fragmento da obra "O Cânon Bíblico - A Origem da Lista dos Livros Sagrados" de autoria de Alessandro Lima*, Ed. ComDeus, 2007. São Paulo. Pgs 27-34.
* O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.

http://www.veritatis.com.br/apologetica/106-biblia-tradicao-magisterio/1307-o-canon-de-jamnia

O Purgatório e a Oração pelos Mortos

Jaime Francisco de Moura
Os protestantes dizem que não adianta orar pelos mortos, pois a oração deve ser somente por aqueles que estão em vida. Para entender melhor vamos fazer um resumo do que acontece com os que morrem. Vejamos bem: Os que morrem na graça de Deus se salvam. Vão diretamente ao Céu. Os que rejeitam a Deus como Criador e a Jesus como Salvador durante esta vida e morrem em pecado mortal se condenam. Esta resposta é clara entre  Católicos e protestantes.
Mas o que acontece com os que morrem em pecado venial ou que não satisfizeram plenamente por seus pecados? Aí está a diferença entre Católicos e protestantes. Os Católicos acreditam no Purgatório que é um estado por meio do qual, em atenção aos méritos de Cristo, se purificam as almas dos que morreram na graça de Deus, mas que ainda não satisfizeram plenamente por seus pecados.
O Purgatório não é um estado definitivo mas temporário. E ficam neste estado aqueles que ao morrer não estão plenamente purificados das impurezas do pecado, já que no Céu não pode entrar nada que seja impuro (Ap 21, 27). No Purgatório, Deus em sua misericórdia infinita, purificará suas almas. Um exemplo bem claro desta purificação está em(Malaquias 3, 1- 4) onde diz: "Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem - diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora". Se isso não é o Purgatório, o que é então?
Um outro texto Bíblico é o de (1 Pedro 3, 19 ? 20) onde diz: "É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água". Eis aí o Purgatório novamente!
Mais outro texto é o de (1 Cor 3, 11 ? 15) onde diz: "Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo". "Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo".
Quanto à duração do Purgatório podemos dizer que depois que Jesus vier pela segunda vez e se puser fim à história da humanidade, o Purgatório deixará de existir e só haverá Céu e Inferno.
Para os Católicos pode-se oferecer orações, sacrifícios e Missas pelos mortos, para que suas almas sejam purificadas de seus pecados e possam entrar quanto antes na glória e gozar da presença Divina. Um outro exemplo que está na Bíblia é o de (2 Macabeus 12, 43-46) onde se diz: "Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas".
Mesmo mostrando dentro da Bíblia que existe o purgatório, os protestantes insistem em que esta palavra é uma invenção da Igreja Católica. Nós argumentamos que tampouco está na Bíblia a palavra "ENCARNAÇÃO" e, no entanto, todos cremos nela. Tampouco está a palavra "TRINDADE" e todos, Católicos e Protestantes, crêem neste Mistério. Portanto a argumentação dos protestantes que não existe a palavra "Purgatório" está equivocada.
Em definitivo, o porque desta diferença é muito simples. Eles só admitem a Bíblia, em compensação para os Católicos, a Bíblia não é a única fonte de revelação. Os Católicos tem a Bíblia e a Tradição, isto é, se uma verdade foi acreditada de modo sustentado e ininterrupto desde Jesus Cristo até nossos dias é que é dogma de fé e porque o povo de Deus em sua totalidade não pode equivocar-se em matéria de fé, porque o Senhor se comprometeu com sua assistência. Uma prova disso, é que, podemos mostrar que a partir dos primeiros Cristãos do Século I em diante, eles já oravam por seus mortos. É só verificar nas catacumbas ou cemitérios dos primeiros Cristãos os escritos esculpidos com muitas orações pelos  falecidos.
Caríssimos irmãos! Podemos e devemos fazer orações e sacrifícios pelos mortos. Devemos rezar por todas as almas , porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impretatório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizemos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos.

http://www.veritatis.com.br/apologetica/123-imagens-santos/1293-o-purgatorio-e-a-oracao-pelos-mortos

domingo, 18 de dezembro de 2011

Uma Breve Análise Sobre os Deuterocanônicos do AT

uitos protestantes através de livros, folhetos e sítios na
Internet, procuram defender sua posição contra os livros deu- M
terocanônicos do AT, afirmando que estes livros contêm heresias.
Segundo eles, estes livros (que eles chamam de apócrifos) não são
livros canônicos porque ensinam as seguintes heresias:
Muitos protestantes através de livros, folhetos e sítios na Internet, procuram defender sua posição contra os livros deuterocanônicos do AT, afirmando que estes livros contêm heresias. Segundo eles, (que eles chamam de apócrifos) não são livros canônicos porque ensinam as seguintes heresias:
1. perdão do pecado mediante esmolas: Dizem que Tobias 12,9; 4,10; Eclesiástico 3,33 e 2 Macabeus 43-47 ensinam que as esmolas apagam os pecados, negando então a redenção do sacrifício de Cristo e por isso não podem ser considerados canônicos. Primeiro estas referências são do AT, portanto não podem ter qualquer relação com o sacrifício de Cristo. Segundo, elas estão em plena conformidade com o AT, que ensina que o bem feito ao próximo será considerado em nosso julgamento. Este é o princípio das esmolas. E esta mesma doutrina se encontra em Prov 10, 12, por exemplo. Será que o Livro dos Provérbios não é canônico também? Em terceiro lugar, esta mesma doutrina é confirmada no NT, basta verificar Mc 9,41; Lc 11,41. Jesus confirma até mesmo o valor da esmola juntamente com outras formas de piedade (cf. Mt 6,2-18), veja também 1 Pd 4,8; At 10,3-4; 10,31.
2. a vingança e a prática do ódio contra os inimigos: Dizem que isto está em Eclo 12,6 e Judite 9,4 e contradiz ferozmente Mt 5,44-48. Mais uma vez Eclo diz respeito ao AT, onde valia a lei do retalião. Se o Livro do Eclesiástico não é canônico por esta razão, também não são Êxodo, Deuteronômio e Levítico, veja Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,19-21.
3. prática do suicídio: Dizem que o ensino sobre a prática do suicido está em 2 Macabeus 14,41-42. Entretanto em Jz 16,28.30 Sansão se suicida e sua morte é tida como grandiosa pelo autor do Livro de Juízes. A Bíblia possui diversos casos de suicídio - principalmente entre guerreiros -basta ver: Jz 9,54; 16,28-29; 1Sm 31,4-5; 2Sm 17,23; 1Rs 16,18.
4. ensino de artes mágicas: Dizem que Tobias 6,8-9 favorece a prática de artes mágicas. Ora, em Tobias 8,3 vemos que não é Tobias quem expulsa o demônio, mas sim o Anjo Rafael. O interesse era ocultar a ação do Anjo para Tobias. Em Jo 9,6 vemos que Jesus reconstituiu os olhos de um cego com saliva e logo em Tg 5,14 há instruções para usar óleo na cura de enfermos; será que por isso estes livros também deixaram de ser canônicos?
5. prática da mentira: Dizem que Judite 11,13-17 e Tob 5,15-19 favorecem a prática de mentiras. Abrão disse ao rei Abimelec que Sara era sua irmã, e na verdade era sua esposa (Gn 20,2). Jacó, auxiliado pela mãe, mente ao pai cego, dizendo que era o filho mais velho e no entanto era o mais novo (cf. Gn 27,19), além de também enganar o sogro (cf. Gn 31,20). Será que o livro de Gênesis também não é canônico?
6. erros históricos e cronológicos: Dizem ainda que os livros de Baruc e Judite são cheios de contradições em relação aos protocanônicos do AT. Devemos nos lembrar que a Sagrada Escritura não é um livro histórico ou geográfico, nela Deus através das limitações humanas comunicou seus desígnios. Veja que II Reis 8,26 se contradiz com II Cro 22,2; II Reis 23,8 também se contradiz com I Cro 11,11. Isto também faz deles livros não canônicos?
Há citações dos deuterocanônicos do AT no NT?
Um grande motivo de disputa entre católicos e protestantes em relação ao Cânon Bíblico diz respeito a um conjunto de sete livros disponíveis na Septuaginta, além de acréscimos nos Livros de Daniel e Ester; e que se encontram no AT católico e ortodoxo e não no protestante. Estes livros são considerados apócrifos pelas confissões protestantes e deuterocanônicos pelas confissões católica e ortodoxa. São eles: Judite, Baruc, Sabedoria de Sirac, Eclesiástico, 1o. Macabeus, 2o. Macabeus e Tobias.
As confissões protestantes acreditam que este conjunto de livros apresenta erros doutrinários e até mesmo heresias; por isso seriam contrários à Fé Cristã. Porém, o fato do NT possuir tantas referências à versão da Septuaginta, que continha esses livros, pode ser um indício de que nem os judeus de Alexandria, nem os da Palestina, nem Jesus e nem os Apóstolos, tiveram qualquer restrição a esses livros, ou então por que usariam uma versão bíblica que continham livros heréticos?
Há ainda objeções que afirmam que nem Jesus e os Apóstolos citaram os deuterocanônicos. Ora, se este fosse um critério verdadeiro para determinar a conformidade de um livro com a Fé Cristã, estariam em não conformidade pelo menos os livros Juizes, Crônicas, Ester, Cântico dos Cânticos, que também não são citados por eles. Entretanto, não é verdade que falta no NT referências aos deuterocanônicos do AT.
Por exemplo, em Hebreus 11, somos animados a imitar os heróis do AT, “as mulheres [que] receberam a seus mortos pela ressurreição. Alguns foram torturados, recusando aceitar ser libertados, para poder levantar-se novamente a uma vida melhor” (Hb 11,35). Nos protocanônicos do AT (que corresponderia ao AT Protestante), encontramos vários exemplos de mulheres recebendo a seus mortos mediante ressurreição. Encontraremos Elias ressuscitando o filho da viúva de Sarepta em 1 Reis 17, encontraremos seu sucessor Eliseu ressuscitando o filho da mulher sunamita em 2 Reis 4. Mas jamais encontraremos (desde Gênesis até Malaquias) algum exemplo de alguém sendo torturado e recusando aceitar ser liberto, por causa de uma melhor ressurreição. A história, cuja referência é feita em Hebreus, se encontra em um dos livros deuterocanônicos, a saber, em 2 Macabeus. Vejamos:

[durante a perseguição dos Macabeus] Também foram detidos sete irmãos, junto com sua mãe. O rei, flagelando-os com açoites e feixes de couro de boi, tratou de obrigá-los a comer carne de porco, proibida pela Lei. [...] Os outros irmãos e a mãe se animavam mutuamente a morrer com generosidade, dizendo: ‘o Senhor Deus está nos vendo e tem compaixão de nós...’ Uma vez que o primeiro morreu [...] levaram o suplicio ao segundo [...] também ele sofreu a mesma tortura que o primeiro. E quando estava por dar o último suspiro, disse: ‘Tu, malvado, nos privas da vida presente, mas o Rei do universo nos ressuscitará a uma vida eterna, se morrermos por fidelidade às suas leis’” (2 Mac 7,1.5-9)
Um após outro os filhos morrem, proclamando que serão recuperados na ressurreição. Vejamos ainda:
Incomparavelmente admirável e digna da mais gloriosa lembrança foi aquela mãe que, vendo morrer a seus sete filhos em um só dia, suportou tudo valorosamente, graças à esperança que tinha posto no Senhor. Exortava a cada um deles, [dizendo] ‘Eu não sei como vocês apareceram em minhas entranhas; não fui eu que lhes dei o espírito e a vida nem fui eu que ordenou harmoniosamente os membros de seu corpo. Por conseguinte, é o Criador do universo, o que formou o homem em seu nascimento e determinou a origem de todas as coisas, quem lhes devolverá misericordiosamente o espírito e a vida, já que vocês se esquecem agora de si mesmos por amor à suas leis’, dizendo ao último: ‘Não temas a este verdugo: mostra-te digno de seus irmãos e aceita a morte, para que eu volte a encontrá-lo com eles no tempo da misericórdia’” (2 Mac 7,20-23.29).
Perceba o leitor que em Hb 11,35, o escritor sagrado, ao ensinar um artigo de Fé refere-se a um exemplo de testemunho, que se encontra somente em um dos livros deuterocanônicos. Ora, se por isto o livro dos Macabeus contivesse alguma doutrina estranha à fé, com toda certeza o autor da Carta aos Hebreus, evitaria mencioná-lo em sua pregação.
Esta informação possui mais um detalhe muito importante: a Carta aos Hebreus foi escrita para os judeus da Palestina, demonstrando mais uma vez que a versão da Septuaginta foi também aceita por eles; caso contrário, não faria sentido o escritor sagrado fazer referência a uma história que não era conhecida por seus destinatários.
Também é importante saber que em alguns dos livros deuterocanônicos do AT, há revelações divinas confirmadas no NT. Por exemplo:
Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. Mas porque eras agradável ao Senhor, foi preciso que a tentação te provasse. Agora o Senhor enviou-me para curar-te e livrar do demônio Sara, mulher de teu filho. Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor” (Tobias 12,12-15) (grifos meus).
Em nenhum lugar nos livros protocanônicos do AT, há alguma revelação dos 7 anjos que assistem na presença do Senhor e que Lhe entregam as orações dos justos. Esta revelação é confirmada no livro do Apocalipse:
Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas. Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus. Depois disso, o anjo tomou o turíbulo, encheu-o de brasas do altar e lançou-o por terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremotos” (Ap 8,2-5) (grifos meus).
Um outro caso intressante está no livro da Sabedoria:
Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! Sua existência é uma censura às nossas idéias; basta sua vista para nos importunar. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes. Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte, porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir” (Sabedoria 2,13-21).
A profecia acima se refere ao escárnio promovido pelo Sinédrio contra o Senhor Jesus. Veja o testemunho do NT sobre o seu cumprimento:
A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus! [...] Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. [...] Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!” (Lc 23,35.37.39).
Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? [...] Alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer-lhe: Adivinha! Os servos igualmente davam-lhe bofetadas” (Mc 14,61.65)
Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. [...] Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar” (Mc 15,15.19-20).
salva-te a ti mesmo! Desce da cruz! Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam” (Mc 15,30-31).
É importante dizer que nos protocanônicos do AT, há registro de coisas muito reprováveis, como as filhas de Lot engravidaram dele, depois de o embebedar (Gn 19,30-36). O Rei Saul consultou uma espírita (I Reis 28,8), Abraão arrumou um filho fora de seu casamento (Gn 16), e o Patriarca Jacó vários (Gn 30,4-5.7.9-10.12). Davi planejou a morte de um de seus soldados para ficar com sua esposa (cf. 2 Sm 11). Alguém poderia dizer ainda que o Livro de Gênesis promove a poligamia (cf. Gn 29,28-30) e todos os cristãos sobre a terra ainda o consideram canônico apesar disso. Portanto, se não é o juízo subjetivo e pessoal que coloca ou retira livros no Cânon Bíblico, o que é? Qual foi o juízo adotado pelos primeiros cristãos para receber ou não um livro como canônico?
O critério deles foi o mesmo dos cristãos que viveram na era apostólica quando aceitaram que a Lei de Moisés não era necessária para alcançar a Justiça (cf. At 15): o discernimento da Única e Verdadeira Igreja de Cristo.

http://www.veritatis.com.br/apologetica/106-biblia-tradicao-magisterio/1308-uma-breve-analise-sobre-os-deuterocanonicos-do-at

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Não houve falta de respeito dos Bispos alemães ao Papa, explica porta-voz Vaticano


11.10.2011 - Saindo ao encontro de algumas interpretações errôneas de um vídeo que circula na internet no qual se vê o Papa Bento XVI apresentando o seu séquito ao Presidente da Alemanha durante a viagem à sua terra natal em setembro, o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, explicou que não existiu falta de respeito dos bispos alemães ao Santo Padre.

No vídeo que pode ser visto no Youtube, o Papa apresenta um a um os membros de seu séquito com a mão estendida. Alguns viram nisso a intenção do Papa de cumprimentar os bispos que supostamente teriam ignorado o Papa ao não dar-lhe a mão.

Em declarações ao grupo ACI neste 11 de outubro, o Pe. Lombardi sublinhou que a interpretação do vídeo “segundo a qual (...) os bispos alemães faltaram com o respeito ao Papa é absolutamente infundada e ridícula".

De fato, prosseguiu o sacerdote, "o vídeo mostra evidentemente o momento em que o Papa apresenta seu séquito –e não os bispos alemães– ao Presidente alemão na residência do mandatário".

"A mão do Papa assinala um após o outro os membros do séquito, que saúdam o Presidente, enquanto que o Papa não espera que os membros do séquito, que viajam com ele, devam dar a mão nesta ocasião", acrescenta.

Para esclarecer ainda mais as coisas, o Pe. Lombardi disse ao grupo ACI que "de fato, o Cardeal Bertone, o substituto Dom Becciu, o Núncio, Dom Perriset, o Bispo Dom Clemens (por muitíssimo tempo secretário pessoal do Cardeal Ratzinger) e os ceremoniários pontifícios não dão a mão ao Papa; e certamente não têm intenção de ofendê-lo".

O sacerdote disse também que "entre os poucos que entretanto dão a mão ao Papa, embora não seja necessário, estão Dom Zollitsch, Presidente da Conferência Episcopal Alemã e Dom Woelki, o novo Arcebispo de Berlim, que são os únicos dois bispos alemães presentes no vídeo, que foram incluídos no séquito do Papa ao chegar a Berlim e que não viajaram no avião com o Papa!"

Finalmente o porta-voz do Vaticano indicou: "não tenho nada mais que acrescentar. A interpretação do vídeo que acusa os bispos alemães de faltar com o respeito ao Papa é demasiado insensata para acrescentar algo mais".

Para assistir o mencionado vídeo, visite:
http://www.youtube.com/watch?v=ygeG5WFzkV8  
Fonte:ACI

domingo, 2 de outubro de 2011

Bispos Alemães não cumprimentam o Papa Bento XVI

02.10.2011 - Nota de  www.rainhamaria.com.br    -    por Dilson Kurscher

Estimados visitantes e amigos, eu pensei no que escrever, sobre o vídeo que verão abaixo, mesmo sabendo das profecias de religiosos e principalmente das Palavras de Nossa Senhora dada aos confidentes, nas aparições de Maria pelo Mundo, que são inclusive reconhecidas pela Santa Sé, quando nos deparamos com a prova disto, com o fato consumado, ainda ficamos surpresos.

Há 14 anos estou na internet, cumprindo meu papel como cristão, fazendo a minha parte na evangelização. Confesso que já vi de tudo: Apostasia, blasfêmia, heresia, sarcasmo, desobediência, sacrilégio, enfim desrespeito as coisas SAGRADAS. Porém, isto que verão no vídeo abaixo, supera tudo que já vi e publiquei nos sites católicos que tive até chegar no atual Rainha Maria.

Mas porque superou a apostasia, blasfêmia, heresia, sarcasmo, desobediência e etc...?

Primeiramente pergunto: Quem é o Papa?

O Papa é o sucessor de São Pedro, o primeiro Papa. Cristo mudou o nome de Simão para Pedro (pedra), para mostrar que ele seria o fundamento visível de sua Igreja: "Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus" (Mt 16, 18-19a. )

Chaves: simbolizam o poder que Pedro tem de governar a Igreja. Como sucessor de Pedro, o Papa conduz a Igreja de Cristo, o Filho de Deus vivo (Mt 16, 16). Sua autoridade é expressão do amor e serviço da unidade.

O Papa é o Vigário de Cristo, a quem representa por sua função e ministério

O Papa é o sinal visível da unidade da Igreja. Sua presença expressa e significa a continuidade da Palavra de Cristo e da doutrina dos apóstolos na Igreja, a segurança da fé, da esperança e da caridade.

Muito bem, dito tudo isto, para confirmar quem é o Papa Bento XVI, vamos assistir o vídeo que mostra o seguinte, durante a visita do Papa a Alemanha. (22.09.2011)

Bispos não cumprimentaram o Papa , ou o Papa estava apenas apresentando os Bispos?

Disseram que não era para os Bispos apertarem a mão do Papa,  que alguns cumprimentaram por delicadeza, mas não era obrigatório, outros dizem o contrário.

Estranho notar que o Papa fica o tempo todo com a mäo sempre estendida para cada um dos Bispos,esperando sem dúvida, um caloroso aperto de mäo, um gesto de amizade fraterna, no caso deles, cito os Bispos, seria um gesto de respeito ao sucessor de Pedro, o Vigário de Cristo, sinal visível da unidade da Igreja, que alguns deles desprezaram, mostrando que não estão em unidade com a Igreja.
 
PROFECIAS SE CUMPRINDO...
DISSE NOSSA SENHORA em La Salette, na França, no ano de 1846, á Melânia Calvat (aparição reconhecida pela Igreja)
“Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela vida ruim que levam, pelas suas irreverências e falta de piedade ao celebrarem os santos mistérios, pelo amor ao dinheiro, às honrarias e prazeres, transformaram-se em cloacas de impureza. Muitos abandonaram a fé, e grande será o número de padres e religiosos que apostatarão da religião verdadeira: entre eles haverá até bispos. Será o tempo das trevas. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus que, pelas suas infidelidades e má vida estão crucificando novamente ao meu Filho!
EM AKITA, NO JAPÄO:
As aparições da Virgem em Akita, no Japäo,  foi das poucas reconhecidas no século XX pela Igreja, mas seu conteúdo e aviso são similares à de Fátima.
Nossa Senhora disse:
"O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos. Serão desprezados os padres que me veneram e terão opositores em todos os lugares. Haverá vandalismo nas Igrejas e altares. A Igreja estará cercada de asseclas do demônio que conduzirá muitos padres a lhe consagrar a alma e abandonar o serviço do Senhor".
"O demônio especialmente dirigirá sua ira contra almas consagradas a Deus. O pensamento da perda de tantas almas é a causa de minha tristeza. Se os homens aumentarem ainda mais seus pecados em número e gravidade, já não haverá nenhum perdão para eles ".
Ana Catarina Emmerich (1774 -1824), freira alemã estigmatizada, O Papa João Paulo II, no ano 2004, declarou Bem-aventurada, teve a seguinte visão dos dias de hoje sobre a nossa Igreja Católica:
Vi o Papa em oração, rodeado de falsos amigos, que, com freqüência, faziam o contrário do que ele ordenava”. - “O mundo se converterá, quando houver respeito na casa de Deus, a Igreja”.
(Ou quando houver respeito ao sucessor de São Pedro (Mt 16, 18-19a. ) Pastor de toda a Igreja (Jo 21, 15-17) o Vigário de Cristo, a quem representa por sua função e ministério)

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/10896/Profecias-se-cumprindo-Bispos-Alemaes-nao-cumprimentam-o-Papa-Bento-XVI

Homem arranca próprios olhos durante missa na Itália

Roma, 2 out (EFE).- Um homem arrancou os próprios olhos neste domingo na localidade de Viareggio, no norte da Itália, durante uma missa que era realizada na catedral de San Andre, informaram à Agência Efe fontes da polícia.
 O homem, de 46 anos, nascido na Inglaterra e que vive há muitos anos nessa região da Toscana, assistia a missa e de repente "se levantou, começou a gritar, e arrancou os olhos com suas próprias mãos".

Segundo a polícia, o homem explicou aos funcionários do serviço de socorro que "uma voz" tinha lhe dito para "arrancar os olhos".
Apesar de ter sido levado imediatamente ao hospital Versilia, onde foi operado, os médicos não puderam fazer nada para evitar que ficasse cego.

A polícia informou que o homem, que não corre risco de morte, se encontra atualmente na unidade de psiquiatria do hospital, onde será submetido a um exame para comprovar seu estado mental.

O médico Gino Barbacci, responsável de urgências do hospital de Versilia, afirmou que para fazer uma coisa semelhante "é preciso uma força sobre-humana" e que em 26 anos de profissão nunca havia visto uma coisa igual, informou a imprensa italiana.

Barbacci acrescentou que o homem chegou consciente ao centro médico em uma ambulância e que "não se queixava, nem parecia sentir dor, apesar de que seu rosto era uma máscara ensanguentada".
A imprensa italiana apontou que o homem esteve em um tratamento por problemas psíquicos, mas decidiu não tomar mais os remédios que haviam sido receitados a ele. EFE

http://br.noticias.yahoo.com/homem-arranca-pr%C3%B3prios-olhos-durante-missa-it%C3%A1lia-162505687.html