sábado, 26 de fevereiro de 2011

Universidade Harvard dá razão ao Papa na luta contra AIDS

26.02.2011 - Estudo realizado a partir do caso do Zimbábue
Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição de Bento XVI sobre a AIDS, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram fatores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbábue.

Quem explica, em sua última pesquisa, é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana, que, desde 1998, estuda as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.
A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de AIDS se deve "à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico".
O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.
"Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agências de combate à AIDS nos países em desenvolvimento", afirma o jornal L'Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.
Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbábue "recebeu o apoio de programas de prevenção na mídia e de projetos educativos patrocinados pelas igrejas".
Poucos anos atrás, Halperin se perguntava como é possível que as políticas de prevenção "mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas", ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário "ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade", apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afetada pela AIDS uma nova cultura.
Como disse Bento XVI, é necessário promover uma "humanização da sexualidade".
Fonte: www.zenit.org

Diaconisa excomungada em 2007 se retrata da ordenação




26.02.2011 -
Afirma que cometeu um erro e pede perdão
Uma mulher que pretendia ser diaconisa católica renunciou à sua "ordenação" e reafirmou sua fidelidade à doutrina da Igreja sobre a impossibilidade de ordenação de mulheres.
Norma Jean Coon, ex-membro da organização Roman Catholic Womenpriests, no dia 8 de fevereiro, colocou uma mensagem na Internet, na qual "afirma a autoridade do Santo Padre nestas questões de ordenação e reconhece que Cristo fundou a ordenação apenas para os homens".
Coon, casada há 47 anos e mãe de 5 filhos, participou de uma cerimônia em Santa Bárbara, em 22 de julho de 2007, na qual foi ordenada (de maneira inválida) e, com isso, incorreu em excomunhão latae sententiae.
A associação Roman Catholic Womenpriests foi criada na Europa e começou a exigir a ordenação de mulheres em 2006. No verão da cerimônia de Coon, houve acontecimentos similares em Portland, Nova York, Minneapolis e Toronto. Hoje, a organização reivindica a ordenação de 8 bispas e mais de 80 sacerdotisas e diaconisas, no mundo inteiro.
Coon disse que "deixou o programa duas semanas após a cerimônia", porque percebeu "que tinha cometido um erro estudando para o sacerdócio".
E acrescentou: "Eu reconheço a verdade da carta apostólica do Papa João Paulo II, Ordenatio Sacerdotalis".
Em sua declaração, Coon renuncia formalmente à sua relação com Roman Catholic Womenpriests e rejeita "publicamente a mencionada organização, pedindo desculpas àqueles que eu possa ter ofendido ou escandalizado com as minhas ações".
Sua declaração termina com uma oração: "Pai Santo, eu vos peço que abençoeis meu bispo, meu pastor e os padres de Roma que me ajudaram no processo de reintegração na Igreja Católica Romana".
"Perdoai-me, meus amados Jesus e Maria, por ter seguido minha própria vontade no assunto da minha ordenação. Pedimos mais sacerdotes para servir nossa Igreja e rezamos pelas vocações, para que enriqueçam a nossa Igreja nos Estados Unidos."
"Perdoai-nos por cair na desobediência e enriquecei-nos com vosso santo amor. Peço a intercessão de Jesus e Maria. Fiat."
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Declaração completa de Coon: http://normajeancoon.com
Fonte: www.zenit.org

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CÚPULA DA CNBB RECEBIDOS POR DILMA NO PLANALTO

Brasília, 18 fev (RV) - Os bispos da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), Dom Luis Soares Vieira (vice-presidente) e Dom Dimas Lara Barbosa (secretário-geral), foram recebidos em audiência, nesta quinta-feira, 17, pela presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A audiência começou por volta das 15h30 e durou pouco mais de 40 minutos.

A CNBB conversou com a presidente sobre trabalhos sociais de fronteiras como assistência aos aidéticos, aos dependentes químicos, pessoas com deficiência, filantropia. Outros temas que fizeram parte da pauta foram a erradicação da miséria e da fome, economia solidária e agricultura familiar.

A Presidência da CNBB discutiu também com a presidente Dilma a questão dos povos indígenas e quilombolas, água para a população do nordeste, reformas política e agrária e o Código Florestal.

Segundo o Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, a Presidente Dilma acolheu com muita atenção os assuntos apresentados pela CNBB. Ao final da audiência, a presidente pediu a Dom Geraldo que abençoasse a imagem de Nossa Senhora Aparecida que ela possui em sua mesa de trabalho.
(CM)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aumenta número de ordenações sacerdotais no mundo

16.02.2011 - Confirma o Anuário Estatístico da Igreja

CIDADE DO VATICANO - O número de sacerdotes ordenados no mundo aumentou, enquanto o dos que renunciaram ao exercício do sacerdócio caiu acentuadamente.

Isto foi revelado pelo L'Osservatore Romano, antecipando algumas informações do Annuarium Statisticum Ecclesiae 2009, elaborado a cada ano pelo Escritório Central de Estatística da Igreja e publicado pela Libreria Editrice Vaticana. O anuário será apresentado nos próximos dias no Vaticano.

As estatísticas oficiais mais recentes referem-se a 2009. O número total de sacerdotes nesse ano era de 410.593, dos quais 275.542 eram membros do clero diocesano e 135.051, do clero religioso. Em 1999, os números eram de 405.009 sacerdotes, 265.012 dos quais eram diocesanos e 139.997, religiosos.

A incidência do clero diocesano e do clero religioso não se alterou significativamente: 65% versus 35%, respectivamente, em 1999; 67% e 33%, respectivamente, em 2009.

O número total de sacerdotes no mundo em 2009, em comparação com 1999 - também informou L'Osservatore Romano -, experimentou um crescimento de 1,4%, resultante do aumento de 4% do clero diocesano e uma diminuição de 3,5% do clero religioso.

O percentual diminuiu na América do Norte (cerca de 7% para o clero diocesano e 21% para o clero religioso), na Europa (9%) e na Oceania (4,6%). Em contraste, os sacerdotes africanos aumentaram (38,5%), bem como os da Ásia (30,5%) e os diocesanos da América Central e do Sul.

Em contrapartida, na África e na Ásia, o clero religioso tem diminuído. A distribuição por continentes do clero em 2009 ainda se caracteriza por uma forte predominância de sacerdotes europeus (46,5%), que são cerca de 56% a mais que os americanos. O clero da Ásia é estimado em 13,5%; da África, em 8,9%; e da Oceania, em 1,2%.

Fonte: www.zenit.org