segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O que fazer quando um protestante bater a sua porta

Provavelmente isto já ocorreu com você. Alguém bate a porta, quando você abre, há uma pessoa simpática, com um grande sorriso, uma Bíblia aberta, e um arsenal de questões com o objetivo de atacar, sutilmente, a doutrina da Igreja Católica. Ou você, passando pelo centro de sua cidade, foi parado por alguém que lhe perguntou: "você está salvo?", ou ainda, ao sair da Missa, encontrou pessoas que distribuíam panfletos opondo crenças católicas e debatendo com as pessoas.


Se você entrar na discussão, parece que não vai a lugar algum. Você termina frustrado, parecendo que ninguém se convenceu do que você disse. As outras pessoas continuam andando, aparentemente com mais dúvidas sobre o catolicismo do que antes. Você sabe que não foi muito bem nesse episódio.

O importante é que saber como debater é tão importante como saber sobre o quê debater. Se não dispuser de alguma técnica especial, todo o conhecimento do mundo não adiantará nada no seu diálogo. Se você for um dicionário de teologia ambulante, mas se não souber como manejar uma boa discussão, você está perdendo o seu tempo. Também não é suficiente apenas ter uma boa conversa. Isto não disfarça a ignorância histórica ou doutrinal. Para ser um bom apologista, você precisa de dedicação e de conteúdo.

Escritura e oração

Conheça a Bíblia. Não importa o quanto você esteja bem preparado, não importa o quanto você acha que conhece as doutrinas da Igreja. Você precisa conhecer a Bíblia para enfrentar os fundamentalistas (claro, você tem necessidade da palavra de Deus não somente para debater com os protestantes).

Concentre-se no Novo Testamento, sem desconsiderar o Antigo. Não há necessidade de decorar vários versículos bíblicos como fazem os fundamentalistas, mas você precisa adquirir um conhecimento geral de toda a Bíblia. Você precisa se familiarizar, principalmente, com os Evangelhos ? se você não conhece a história de Jesus Cristo, você está em apuros. Frank Sheed diz o seguinte: "o apologista católico que não mergulha nos Evangelhos é a própria anomalia, e seu trabalho está condenado à aridez".

Os Evangelhos são curtos o suficiente para serem lidos em uma semana. Leia-os várias vezes antes de iniciar qualquer coisa ? e continue lendo-os regularmente. Não deixe de ler os demais livros da Bíblia (muitos fundamentalistas fazem isso, e perdem-se no contexto da Escritura), mas eles devem ser a base para as demais leituras.

Tenha, também, uma vida de oração. Uma boa forma de fazer isso é a leitura meditativa sobre a Bíblia. Leia devagar, sente-se, pense.

A oração é essencial na conquista de convertidos. Em seu coração, reze antes de um debate, durante e após ele. É importante saber o nome da pessoa com que se está debatendo, para que você possa orar por ele também. É natural para o homem medir o sucesso em uma discussão pelo quanto o outro mudou de idéia. Mas, na realidade, "as maiores coisas da terra são feitas dentro do coração de pessoas de fé" (São Luis de Montfort).

Técnica

Em debates, nunca tenha receio de reconhecer sua ignorância. Se você não souber como responder a algo, diga. Você sobreviverá, e também o seu ego. As respostas que você der sobre outros assuntos serão levadas mais a sério se as pessoas com quem você conversar virem que você não está tentando os enganar durante o debate (pena que muitos protestantes não saber perceber isso).

Entretanto, não deixe perguntas sem resposta. Diga à pessoa que esta questão é muito bem formulada, e que você estará lhe respondendo em uma semana. Então vá estudar e traga as respostas que você prometeu. Este método é mais eficaz que dar de ombros e dar qualquer resposta que nem a você convenceria.

Você tem de ser inteiramente honesto. Nunca torne as doutrinas maiores ou menores do que elas realmente são. Não evite casos difíceis, e não suavize doutrinas somente para agradar seus oponentes. Não há necessidade de reduzir a dificuldade de verdades difíceis. Fale sobre as doutrinas como elas verdadeiramente são. Se você somente consegue dar uma pequena explicação sobre a Real Presença, você não está preparado o suficiente para defendê-la. Admitir isso (ao menos para você mesmo), então faça seu trabalho. Um embaraço hoje pode ser o motivo para você se tornar um melhor apologista no futuro. Quando questionado sobre a história da Igreja, não deixe de conhecê-la. Não esconda fatos, não seja falso. Não há necessidade disto. Coloque as coisas todas no contexto, e relembre que a Bíblia ensina que, enquanto a Igreja jamais poderá ser derrotada pelo mal (Mt 16,18), seus membros incluem tanto santos quanto pecadores (At 20,29).

Cuidado com a língua

Sarcasmo nunca é bom. Evite-o, mesmo quando o seu oponente se baseia nele. Quando fazem isso, suas consciências lhes seguirão mais tarde (se a tiverem). Não lhes dê justificativa para tal por rebater sarcasmos com outros.

Lembrar que Deus resiste aos orgulhosos: "Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade" (2Tm 2,24-25).

Familiarize-se com literatura anti-católica. Leia quais são os principais tópicos: a Bíblia como única regra de fé, a justificação somente pela fé, a Missa, a oração à Maria e aos santos, e outros mais. Veja como os argumentos, sejam fracos como sejam, são manuseados. Você perceberá que os materiais anti-católicos não são acurados, mas se você não souber respondê-los, tome notas e estude.

Quando argumentar, seja modesto em suas expectativas. Não espero conversões imediatas; elas não são processos do dia para noite (ao menos as verdadeiras). Saiba de seu sucesso quando seu oponente reconhece que houve uma resposta católica plausível para cara ponto abordado (mesmo que ele não as aceite). Será uma vitória apenas em saber que um anti-católico repensou seus conceitos.

Evite termos técnicos. Mesmo católicos não entendem o que é a "transubstanciação", "imaculada conceição", "mediatrix" e "mérito". Por outro lado, não seja monossilábico. Simplificar é reduzir o valor de pontos importantes; o que é igualmente ruim. Tente falar sobre as doutrinas em linguagem compreensível aos seus oponentes. Mas não reduza a dificuldade nem o valor das doutrinas apenas para ser simpático ao oponente ou ao ouvinte/leitor.

Tente colocar uma doutrina e suas relações com outras. É importante ver a Igreja como um todo.

Evite citações de versos. Isto pouco ajuda. Você precisa possuir alguma perspectiva ? e também os seus oponentes. Comece o debate com um plano traçado, saiba quais serão os pontos principais e leve-os adiante.

O tópico mais importante para se debater é sobre a autoridade: porque você acredita, e porque eu acreditaria em você? Havendo milhares de denominações protestantes, todos proclamando-se a verdadeira representação do cristianismo e a total assistência do Espírito Santo, porque a sua igreja ou o seu pastor são diferentes?

Os fundamentalistas confiam em algumas passagens que acreditam derrubar o catolicismo. Tome a iniciativa. Não os deixe fazer todas as perguntas. Pergunte também, e aborde diretamente as fraquezas do protestantismo.

Explique o que puder

Não debata para vencer. Você pode "vencer", ainda que leve pessoas para fora da Igreja. Debata para explicar. Mostre aos fundamentalistas a doutrina católica como ela é, e não como eles pensam que é. Quer dizer, reorientá-los, dar uma nova chance de rever seus conceitos. Lembre que eles crêem firmemente retirar todas as suas doutrinas da Bíblia. Na verdade a Bíblia é usada para dar razão a doutrinas pré-formuladas. Possuem suas próprias "tradições", que é a interpretação bíblica do seu pastor ou fundador (para muitos fundamentalistas, seu pastor é o seu papa. Muitos, quando questionados sobre pontos difíceis, não recorrem à Bíblia para descobrir as respostas, mas dizem "vamos perguntar ao pastor").

Não importa quantos versos memorizam, os fundamentalistas tomam a Bíblia de forma seletiva. Conhecem pouco sobre história da Igreja, e poucos são doutos em teologia. Muitos não sabem o que é um catecismo (talvez nem saibam que isso existe). Você deve demonstrar uma visão ampla. Se o assunto é interpretação, tome um bom comentário e estude, mas também tome os Padres da Igreja e leia o que eles entenderam e ensinaram sobre o assunto.

Diga aos seus oponentes que você faz isto porque seria incoerente que as pessoas que escreveram quando a Igreja era jovem e as memórias de Cristo estavam ainda ressoando na memória, reportaram doutrinas erradas e heréticas. Se os primeiros cristãos garantiram que um sacerdócio ministerial foi estabelecido por Cristo (que na verdade fez), este fato é um argumento forte para o sacerdócio na nova aliança. Se os escritores de alguns anos após Cristo mencionaram a Real Presença (que na verdade fizeram), isto fala a favor da interpretação católica de João 6. E assim por diante.

Não confunda termos

Conheça os termos usados pelos fundamentalistas. Você pode perder muito tempo discutindo dois assuntos diferentes usando a mesma terminologia. Por exemplo, vejamos o termo fé. Para os católicos, o termo significa aceitar uma verdade revelada (doutrina) apenas pela Palavra de Deus. Isto significa fé teológica ou confessional. Mas para os fundamentalistas, fé é confiar nas promessas de Cristo. Esta é a fé ?fiducial?.

Tradição é um outro termo confuso, assim como inspiração e infalibilidade. Veja o que os fundamentalistas entendem sobre estes termos e compare-os com a definição católica. Se você não definir os termos, os protestantes não vão entender seus argumentos. Não vá pensando que tudo o que parece na verdade é. Descubra o que seus oponentes estão querendo dizer. Tenha paciência.

Os fundamentalistas costumam dizer: "iniciaremos o debate admitindo que a Bíblia é a única regra de fé do cristão". Na verdade significa dizer: "vamos admitir que a Igreja não possui autoridade alguma; todas as respostas para questões de fé são claramente encontradas na Bíblia". Não concorde com isso. Não é verdade. Em resposta, pergunte ao seu oponente: "onde a Bíblia diz que ela deve ser tomada como única regra de fé?". A Bíblia silencia quanto a isso. Na verdade ela nega esta doutrina (cf. 1 Cor. 11:2, 2 Ts. 2:15, 2 Tm. 2:2, 2 Pd. 1:20, 3:15-16), mas você deve conhecer os versos para citar sua prova.

Discuta sobre a história da Bíblia. É preciso deixar claro que foi a Igreja quem formou a Bíblia, não o contrário. A Bíblia não apareceu pronta. Note, também, que o Novo Testamento não é um catecismo. Não foi escrito para pessoas que já eram cristãs, por isso não se pode pretender ser considerada única fonte de ensino religioso. Nos tempos primitivos, o ensino era oral e protegido pela autoridade da Igreja, que também decidiu quais os livros que deveriam constar na Bíblia, e quais os que não deveriam.

Alguns erros

O bispo Fulton Sheen certa vez escreveu que poucas pessoas odeiam a Igreja Católica, mas milhões de pessoas odeiam o que eles acham ser a Igreja Católica. Você precisa mostrar aos fundamentalistas o que a Igreja de fato é.

Discuta um tópico por vez; devagar; aborde-o de vários ângulos, e não deixe a discussão desviar para outros assuntos, senão você se perderá na argumentação e seu esforço não adiantará nada. Não pense que os protestantes sabem o que você entende mesmo sobre pontos simples, como missa, alma e revelação. Se eles sabem, provavelmente não sabem o que a Igreja ensina sobre estes termos. Você deve falar com eles da forma como falaria sobre o catolicismo para um católico não evangelizado.

Lembrar que o conhecimento deles sobre a doutrina da Igreja é baseada principalmente no que ouvem nos cultos ou o que lêem em um livro ou dois, não-católicos. Debatem com boas intenções, mas são desinformados. Mas a culpa não é só deles. Eles confiam nas fontes que possuem, mas agora devem aprender que há mais a considerar.

Lembrar, também, que a fé é um dom. Muitos convertidos ao catolicismo dizem que a doutrina foi um fator importante para a conversão, mas também a evidência de ver católicos que vivem suas vidas de acordo com a fé que professam. "Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito" (1Pd 3,15).

Traduzido para o Veritatis Splendor por Rondinelly Ribeiro.

A guerra entre a Igreja e a Maçonaria em Pernambuco no séc. XIX – parte 1


Publicado em Artigos MontfortHistória
Iniciamos hoje a publicação do estudo de nosso amigo Gustavo V. de Andrade, a respeito da Questão Religiosa que opôs a Igreja à Maçonaria no Brasil Monárquico do século XIX, culminando com o sacrifício do heroico bispo pernambucano Dom Vital.

Prefácio

“Nihil novi sub sole” (Não há nada de novo sob o sol) Ec, 1:9

Todas as idéias e doutrinas possíveis resumem-se a duas: a obediência a Deus e a desobediência. Não há heresia que não diga “Não servirei”, assim como não há reto agir que não diga “Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra”. As revoluções e disputas intensas que tiveram lugar em Pernambuco no século XIX nada mais são que a velha revolta original com as novas roupas do tempo. Para bem entender como se chegou ao limite da disputa hoje chamada de “Questão Religiosa”, na qual o heróico bispo Dom Vital ousou enfrentar as forças maçônicas que se infiltravam na Igreja de Cristo, é preciso observar o movimento maior das ondas no mar revoltoso. Todas as revoluções não passaram de batalhas nesta guerra maior, ainda inconclusa, mas que para uma compreensão histórica restringiremos ao seu momento mais caudaloso. Começaremos, então, a narrativa dos fatos a partir de acontecimentos dos séculos antecedentes ao de nosso enfoque, para dar a perceber como se ocultou no tempo a semente da desobediência, a semente da escravidão ao pecado, e como dela brotaram os frutos da perdição.

Parte I

Da Missão ao Oratório

Chegavam a Portugal relatos da desolação resultante do período de ocupação holandesa no Brasil. Em Pernambuco, casa de civis assaltadas e depredadas, assassinato de inocentes, estupros na ordem do dia, jovens obrigados a frequentar as escolas sectárias protestantes, sacerdotes exilados para as regiões de colonização espanhola na América ou perseguidos até buscarem abrigo nos sertões desérticos, igrejas demolidas e profanadas, altares violados, imagens incineradas e toda sorte de objetos sacros destinados a uso profano. Num desses relatos conta-se que “os novos cristãos que fugindo para os sertões deixaram a fé e tornando às trevas da idolatria perseveravam na mesma cegueira; muitos portugueses que residiam na Capitania viviam mui esquecidos das obrigações de cristãos, entregues a todo o gênero de vícios e sem frequência de sacramentos. Faltavam párocos que catequizassem os índios e os trouxessem ao conhecimento do verdadeiro Deus; havia também grande falta de ministros evangélicos que pregassem nas Aldeias e lugares distantes; e finalmente era geral a ignorância da Doutrina Cristã especialmente nos meninos e gente mais rude, o que tudo cedia em grave dano da Cristandade”.

No Natal do ano de 1659, depois de ordenados e tendo passado um período de recolhimento nos Açores, rezaram suas primeiras missas os padres João Duarte do Sacramento e João Roriz Victória, ambos discípulos do Pe. Bartolomeu de Quental, pregador da Capela Real Portuguesa. De tal modo conduzia o Pe. Quental à vida religiosa na corte portuguesa que em muito mais parecia um mosteiro que propriamente uma corte, tendo de fato várias damas seguido a vocação religiosa. Foi ao tomar conhecimento da triste realidade da colônia lusa, que há pouco bravamente tratava de expulsar os holandeses, que o Pe. Quental decidiu-se pela necessidade missionária dessas terras, chegando a cogitar ele mesmo ir a Pernambuco. Por circunstâncias diversas, depois de uma longa e profunda meditação, resolveu o pregador da Capela Real Portuguesa enviar alguns de seus discípulos a Pernambuco. O escolhido por chefe da expedição catequética foi o Pe. Sacramento, desde muito jovem credenciário da corte (na prática, algo como um estagiário de sacristão), de grandes virtudes e fama de santidade, a quem muito apreciava a Rainha D. Luiza de Gusmões.



Padre João Duarte do Sacramento

A missão inicialmente contava com quatro sacerdotes, mas o grande fervor apostólico dos missionários portugueses logo fez crescer o número de jovens e rapazes que desejavam seguir tão bela vocação em terras pernambucanas. Como à época o bispo mais próximo residia na Bahia se fazia muito difícil a ordenação daqueles brasileiros que se uniram aos quatro padres. Então, todos os que se decidiam por seguir aos missionários permaneciam como irmãos consagrados, seja ajudando aos padres em suas muitas e constantes viagens, seja residindo em aldeias e tribos como responsáveis pela formação e zelo das almas na ausência dos sacerdotes.

A fim de facilitar o trabalho missionário o Pe. Sacramento e seus companheiros passaram a dispor de um local de retiro, um convento, se assim o podemos chamar, extremamente miserável, cuja diminuta capelinha, de tão pequena, do chão se podia facilmente tocar o teto. Formularam estatutos os quais desejavam seguir e fazer aprovar. Eram absurdamente rigorosos esses estatutos, pois além das regras que deveriam guardar durante as missões eram ordenados ainda quando na casa a guardar perpétuo silêncio, andar sempre descalços, jejuar por todo o ano, passando a pão e água três vezes por semana, não ter nada em suas celas além de um banquinho, uma tábua pregada à parede, uma barra com uma esteira e uma manta, não podiam tomar dinheiro, ainda que das Missas, enfim um grande número de fardos para ombros humanos. Apesar disso nada obstou o cabido da Bahia aos estatutos, passando o pequeno grupo de religiosos a denominar-se os Padres da Recoleta de Santo Amaro.

O Pe. João Roriz Victória foi o encarregado de representar à pequena comunidade religiosa junto à Santa Sé no intuito de ter os estatutos aprovados pelo Papa. Ao passar por Lisboa foi também o Pe. Victória confiado como representante do Pe. Quental diante do Sumo Pontífice para que obtivesse a aprovação dos estatutos que se havia formulado para uma comunidade de sacerdotes em Lisboa (com rigores bem próximos daqueles formulados pelos padres missionários). Obviamente a Santa Sé recusou os estatutos como se apresentavam devido às exigências por demais escrupulosas. Desejando, no entanto, ambos os institutos viverem em comunidade sem proferirem os votos de obediência, castidade e pobreza, concedeu-lhes o Papa Clemente X, como regra a ser seguida, o regimento do Oratório de S. Filipe Néri de Roma.

Dificilmente se poderia transplantar uma regra diversa e mais branda sobre uma já existente e rigorosa sem empecilhos, essa obviedade foi percebida pelo Pe. Quental, superior do Oratório de Lisboa. Foi obtido então do Papa, para ambas as novas congregações do Oratório, regras mais adaptadas aos hábitos e costumes dos padres lusitanos. Os oratorianos brasileiros, no entanto, rejeitaram os novos estatutos, vendo tal ação como uma ingerência portuguesa, preferindo aceitar integralmente a regra apresentada pelo Santo Padre inicialmente, aquela do Oratório de Roma.

A fim de melhor viver a nova regra que lhes foi apresentada pela Santa Sé os Oratorianos iniciaram a construção de um grande convento (posteriormente utilizado como alfândega do porto e atualmente como shopping center), bem como uma igreja em Recife, ainda então comarca subordinada a Olinda. A escolha de localidade desde o início não foi vista com bons olhos pela nobiliarquia olindense, mas contavam os oratorianos com o favorecimento da monarquia portuguesa.

Igreja da Madre de Deus, construída pelos Oratorianos no Recife

Ocupado com as muitas funções que exercia a encargo do bispo, o Pe. Sacramento não pôde vigiar com grande zelo para evitar os problemas que o Pe. Quental já antevira. No Oratório fundado em Pernambuco não se tratou nem de seguir aos estatutos primeiros, aprovados pelo cabido da Bahia, nem aos estatutos do Oratório de Roma, seguindo-se uma miscelânea, favorecendo no que se pudesse à frouxidão dos costumes e da moral. Como solução pensou-se na união com o Oratório de Lisboa e a adoção de seus estatutos adaptados.

Após um longo trabalho de convencimento e tentativas frustradas de integração com o Oratório de Lisboa o Pe. Duarte do Sacramento veio a falecer pouco depois de escolhido como 2º bispo da diocese de Olinda. Seu sucessor no Oratório o Pe. Luiz Ribeiro obteve a adoção dos estatutos lisbonenses em Pernambuco. No entanto, um grupo de padres descontentes com a perda de alguns benefícios dos quais gozavam se insubordinaram realizando um verdadeiro cisma na comunidade. Os rebeldes foram auxiliados por frades franciscanos e carmelitas descalços que, além de abrigo, lhes prestaram ajuda jurídica numa batalha travada entre um monge beneditino, juiz canônico, e os bispos que se sucederam na diocese. O povo simples e ignorante acabou por apoiar as ações do monge desvairado que sentenciava excomunhões como se fossem cartões amarelos num jogo de futebol. A situação só foi revertida e pacificada em 1701 por um Motu Proprio do Papa dando razão ao bispo e aos oratorianos que desejavam a união com a casa de Lisboa.

Tristemente o vínculo formado entre os Oratórios foi a abertura para que as várias heresias que tomaram conta da corte portuguesa nos anos que se seguiram encontrassem o caminho rumo a Pernambuco e nesta capitania fossem fontes das várias revoluções do século XIX.

Fonte: Montfort

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

Posted: 20 Oct 2012 12:30 AM PDT

Nossa Senhora de Coromoto, imagem antes da restauração 

No transcurso do ano de 2009 foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauração, segundo informou na época a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro daquele ano.

A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país.

Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa

Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher.

A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.
A imagemzinha dentro do relicário. A lupa central permitia vê-la melhor. 

Entretanto, as tendências desregradas do cacique puxavam-no para voltar à vida selvagem.

Os instintos desordenados levavam-no a achar que perdera a liberdade.

Concebeu, então, a idéia de fugir para a selva e afundar de novo nos vícios do paganismo.

Quando estava para cometer esse projeto desvairado, na alvorada do 8 de setembro de 1652, a Bela Senhora voltou a aparecer para ele e sua mulher, além da cunhada Isabel e um filho dela.

O cacique, cegado pela ilusão da barbárie, pediu-lhe que o deixasse em paz.

Disse-lhe que não iria mais obedecê-la.

Nossa Senhora, então, entrou na choça sorrindo para os índios.

O cacique furioso pegou arco e flechas para matar a Nossa Senhora. Mas, Ela foi se aproximando e a armas caíram das mãos do selvagem.

O cacique não desistiu. Pegou a luminosa Senhora pelo braço para puxá-la fora da choça. Nessa hora, deu-se o milagre.

A brilhante Senhora desapareceu deixando na mão do chefe da tribo sua diminuta imagem.

O cacique Coromoto ficou com o punho fechado, dizendo que a tinha pegado. Enorme foi seu espanto quando, por fim, abrindo a mão, encontrou uma imagenzinha de Nossa Senhora coroada segurando o Menino Jesus, tal como tinha aparecido.

Naquele instante começou uma grande história de favores e milagres, de devoção e expansão da fé na Venezuela. Em 1942 a Virgem de Coromoto foi proclamada Padroeira do país.
Os cientistas trabalhando na restauração 

Sua festa se comemora na mesma data da última aparição ao cacique: o 8 de setembro que é também dia da Natividade de Nossa Senhora.
A análise científica

A imagem é mínima: mede só 2,5 cm de altura por 2 cm de largura. Após 357 anos da aparição nunca foi objeto de nenhum análise nem restauração. Ela estava submetida a todos os fatores de deterioração e ação do tempo e o descuido ameaçavam-na.

A fundação venezuelana Maria Caminho a Jesus, com sede em Maracaíbo, promoveu a partir de 2002 uma campanha para restaurar a sagrada imagem.

O reitor do Santuário de Coromoto, monsenhor José Manuel Brito, aprovou o projeto e a equipe de especialistas que trabalhou no restauro.
A mídia venezuelana publicou os resultados 

Um laboratório foi montado especialmente perto do Santuário. Os restauradores Pablo Enrique González e Nancy Jiménez estiveram à testa de uma equipe de trabalho composta por 14 especialistas.

A supervisão foi de José Luis Matheus, diretor da Fundação Zuliana e monsenhor José Manuel Brito. Eles trabalharam de 9 a 15 de março de 2009.

Previa-se que o restauro duraria meses, pois a imagem estava colada na lupa instalada diante dela para vê-la melhor. Porém tudo correu mais rápido do imaginado e bem.

Ao longo do processo foram descobertos elementos desconhecidos.

A água empregada no tratamento saia sem bactérias e com um pH neutro, fato inexplicável para os cientistas.

A imagem, segundo Matheus, se mantém consistente, nítida e exibe suaves relevos. “A tinta se encontra por cima do algodão prensado e de textura rugosa” O trono da Virgem aparece claramente montado dentro de uma construção de taipa típica dos índios.

Foram detectados ainda outros símbolos que, segundo o antropólogo Nemesio Montiel, tem origem indígena como a própria coroa da Sagrada Imagem.

No microscópio foi possível identificar os olhos da Virgem. Eles medem aproximadamente 0,2 milímetros, porém pode se distinguir o desenho do iris. O fato desconcertou os especialistas, pois achavam que os olhos eram simples pontos.
A imagemzinha restaurada 

Ainda mais, estudando o olho esquerdo através do microscópio puderam discernir um olho com características humanas. Nele os especialistas diferenciaram com clareza a órbita ocular, o conduto lacrimal, o iris e um pequeno ponto de luz nele.

Mas, a surpresa estava começando. Maximizando o ponto de luz os especialistas julgaram detectar uma figura humana que se assemelha muito à de um indígena.

A imagem está feita de uma espécie de compensado de algodão, material que humanamente não se entende que se mantenha intato após mais de três séculos e meio de exposição.

Até neste aspecto sem explicação a imagem de Nossa Senhora de Coromoto se assemelha à de Nossa Senhora de Guadalupe.

Fonte:  Ciência confirma a Igreja l.dufaur@gmail.com

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pastora evangélica, eleita vice de Ibirité (MG) prometeu banir Igreja Católica do município

18.10.2012 -


Como reflexão dessa noticia quase inacreditável, segue alguns lembretes da Constituição brasileira que no seu artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

O inciso VII afirma ser assegurado, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.

O inciso VII do artigo 5º, estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

O artigo 19, I, veda aos Estados, Municípios, à União e ao Distrito Federal o estabelecimento de cultos religiosos ou igrejas, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

O artigo 150, VI, “b”, veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre templos de qualquer culto, salientando no parágrafo 4º do mesmo artigo que as vedações expressas no inciso VI, alíneas b e c, compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

O artigo 210 assevera que serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais, salientando no parágrafo 1º que o ensino religioso, de matéria facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

O artigo 213 dispõe que os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação e assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades. Salientando ainda no parágrafo 1º que os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.

E a Declaração Universal do Direitos Humanos:

A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pelos 58 estados membros conjunto das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, no Palais de Chaillot em Paris, (França), definia a liberdade de religião e de opinião no seu artigo 18:

Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Apoiada pela Leis Brasileiras TAMBÉM:

A Constituição brasileira de 1988, consagrou de forma inédita que os direitos e garantias expressos na Constituição “não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.” (art. 5°, § 2°). Assim, os direitos garantidos nos Tratados de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil integram a relação de direitos constitucionalmente protegidos.

Fonte: “PARA ESSES DIAS” e http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
fonte: Rainha Maria

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ex-protestante explica porque retornou ao Catolicismo


09.09.2012 - Testemunho de André Silva

Eu, que por muitos anos frequentei igrejas evangélicas de diversas denominações, e por muito tempo fui enganado e explorado pelos seus pastores, dedico este testemunho a todos aqueles que se declaram “ex-católicos”, sem nunca terem sido católicos de fato, mas sobem aos púlpitos protestantes “evangélicos”, que eles, por pura ignorância, chamam de “altar” – Se não há sacrifício não é e nem pode ser altar: só existe Altar na Igreja Católica - para induzirem ao erro seus irmãos mais ingênuos.
Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma “igreja evangélica”, porque os verdadeiros católicos já encontraram Jesus e a Salvação na Igreja que Ele mesmo nos deu, e não podem abandonar a Comunhão com Deus, seu Criador e Salvador, a não ser que nunca tenham comungado, de fato, com o Senhor Jesus Cristo.
Enumero abaixo Algumas razões porque deixei o protestantismo e retornei à primeira e única Igreja de Jesus Cristo.

1) O princípio “só a Bíblia” (Sola Scriptura)

Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria mais de um século e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (conf. Mateus 28, 19-20).

Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. ABíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!”(João 5, 39-40).

Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somenteas Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (conf. 2 Tessalonicenses 2, 15 e 2 Tessalonicenses 3, 6, entre outros).
Contrariando a Bíblia, os “evangélicos” rejeitam a Tradição

2) O princípio “Só a fé salva”

A mesma Bíblia ensina que a fé sem obras é morta, na Epístola de Tiago (2, 14-26). A mesma Bíblia ensina que o cristão deve perseverar até o fim para ser salvo (Mt 24, 13). E ainda acrescenta que seremos julgados,todos, por nossas ações boas ou más.Existem várias passagens que dão conta de um julgamento futuro e, sendo assim, é falso que alguém aqui na terra já esteja salvo só porque “aceitou Jesus”. Não basta ir à frente de uma assembleia e dizer “Aceito Jesus como meu Senhor e Salvador” para ganhar o Céu. Não, não. É preciso muito mais do que isso. Conversão não é da boca para fora: é preciso que cada um tome a sua cruz e siga o Senhor, que, aliás, nunca prometeu prosperidade para quem o seguisse.
Portanto, é totalmente mentirosa a afirmação de que basta ter fé para ser salvo. Ora, os demônios também creem (Tiago 2, 19)

3) Lutero

Foi Martinho Lutero quem começou com as “igrejas” protestantes, que deram origem às “igrejas evangélicas” de hoje. Mas o que ele pensava é seguido apenas em parte pelos “evangélicos” de hoje. Eles seguem somente os princípios “Só a Bíblia” e “Só a Fé”. Embora Lutero seja o fundador de todas as igrejas evangélicas que existem hoje, por que não são todos luteranos? Na verdade, isso seria bem menos pior…

Por outro lado, se reconhecem que Lutero é um homem falível, como é possível a um “evangélico” ter tanta certeza de que os princípios que ele inventou sejam dignos de confiança absoluta? Mais do que o que ensina a única Igreja que tem 2.000 anos e foi instituída diretamente por Jesus Cristo?

Mais: o próprio Lutero contestou o Papa e decretou que não se deve confiar num sacerdote. Mas ele mesmo era um ex-sacerdote católico. Então, se ele mesmo se descarta como pessoa confiável, quem é tolo o suficiente para dar crédito ao que ele disse ou escreveu?

4) Subjetivismo religioso I

Uma denominação evangélica não é igual a outra em matéria de fé. Isso é fato pois:
Umas batizam crianças, outras não;
Umas admitem o divórcio, outras o repudiam;
Umas aceitam mulheres como “pastoras”, outras não;
Umas praticam a “santa ceia”, outras não;
Umas ensinam que devemos guardar o sábado, outras não;
Algumas ensinam a teologia da prosperidade, outras a repudiam;
Por aí vai… Tem “bispo evangélico” por aí defendendo até o aborto, só porque a Igreja Católica é (claro) contra! É comum ouvirmos frases como estas: “Nesta ‘igreja’ está o verdadeiro caminho”, ou “Deus levantou este ministério” ou ainda “a tua vitória está aqui”. Mais comum ainda é os “pastores” dizerem que as igrejas deles são “ungidas”… Ora, se todas essas igrejas ditas “evangélicas” são tão diferentes entre si, e a Verdade é uma só, como é possível um “evangélico” ter certeza que está na caminho certo, ou que o seu “pastor” está pregando a “Verdade”, se existem tantos outros “pastores” (que também dizem seguir a Bíblia e afirmam que são “ungidos”) que discordam dele?

5) Subjetivismo religioso II

Cada “crente” pode interpretar a Bíblia do jeito que quiser, segundo a tese protestante de Lutero. Mas todos nós sabemos que um “crente” não concorda com outro em todas as coisas. Muitas vezes divergem entre si mais do que convergem. Se cada qual interpreta a Bíblia do seu jeito, e nem poderia ser diferente, então, como é possível um “evangélico” ter a certeza de que está certo na sua interpretação? E por quê, meu Deus, por quê apenas a interpretação da Igreja Católica é que está totalmente errada, em tudo? Essa é a mais cruel de todas as incoerências das “igrejas” ditas “evangélicas”: praticamente todas elas se reservam o direito de criticar umas às outras, mas todas são unânimes em criticar a Igreja Católica! O mais incrível é não percebem que, agindo assim, estão cumprindo as profecias bíblicas do próprio Senhor Jesus Cristo: “Sereis odiados de todos por causa do meu Nome” (Lucas 21, 17); “Bem aventurados sereis quando, mentindo, disserem toda espécie de mal contra vós, por amor ao meu Nome” (Mateus 5, 11-12)…

Os pastores se ajoelham e se prostram diante de réplicas da Arca da Antiga Aliança, mas eles não chamam esses pastores de “idólatras”. Só os católicos são chamados assim. Eles idolatram até lencinhos embebidos no suor de alguns pastores mas não acham que isso é idolatria… Em algumas denominações, acontece a distribuição de lembrancinhas, sabonetinhos para espantar “olho gordo”, vidrinhos de óleo “ungido”, “rosas consagradas”, etc, etc… Mas nada disso, para eles, é idolatria. Somente os católicos é que são idólatras.

6) Subjetivismo religioso III

A interpretação pessoal da Bíblia por cada “crente” e “pastor” afronta claramente a Bíblia. De acordo com a santa Palavra de Deus, interpretação alguma é de caráter individual. Examinar a Bíblia não é o mesmo que interpretá-la. Posso examinar uma pessoa e lhe informar que encontrei uma mancha na sua pele. Mas o diagnóstico deve ser feito pelo médico, e não por mim, que sou leigo.

7) “Igreja não importa” e “igreja não salva”…

Todo “crente” diz em alto e bom som: “Igreja não salva ninguém”.Ora, se igreja não salva ninguém e cada um pode interpretar a Bíblia pessoalmente, para quê frequentar alguma denominação? Quando ocorre algum escândalo envolvendo algum “pastor”, o crente também diz: “Olha para Jesus e não para o pregador”. Mas se o pregador ensina tolices e princípios contrários ao verdadeiro cristianismo, por que eu deveria ouvir o que ele diz? Não é possível “olhar para Jesus” assim. Pelo contrário, isso só vai colocar em risco a minha alma! Se cada crente pode interpretar pessoalmente a Bíblia, se “igreja” não salva ninguém e o pastor não é confiável (ele é só um homem falível), então por que os “evangélicos” continuam dando tanto crédito aos pregadores?

8- Evangelização ou PROSELITISMO ?

E se cada um de fato pode interpretar a Bíblia a partir da sua leitura pessoal, que conta com a assistência do Espírito Santo, por que ao invés de pregar não se imprimem Bíblias e se distribui à população? Ora, se basta ter fé para ser salvo e se cada um pode ser o próprio intérprete da Bíblia, para que servem as denominações, os cultos, os “pastores”, as pregações, livros, CDs e DVDs? Ao invés dos milhões em dízimos e ofertas, que sustentam toda uma estrutura que é desnecessária (afinal todos os que crerem já estão salvos…), por que não reunir esses recursos e construir gráficas e mais gráficas para a impressão de Bíblias e distribuí-las para todos aqueles que não conhecem Jesus?

Eu digo porquê: porque os “pastores” se encarregam de passar a sua interpretação pessoal da Bíblia aos ingênuos que os seguem. E essa interpretação é deturpada e não tem nada a ver com a Mensagem original nos Evangelhos. Os “evangélicos” pensam que entendem a Bíblia, mas na verdade tudo o que eles conhecem é a interpretação pessoal deste ou daquele “pastor”.

Se nem o pregador é digno de confiança, razão pela qual o crente deve confrontar o seu entendimento pessoal da Palavra com a pregação do palestrante, por que razão alguém deveria dar crédito a um desconhecido que lhe vem falar como porta-voz de Jesus?

9) Interpretação bíblica

Agora, se cada um pode interpretar a Bíblia e se todas as interpretações estão corretas, mesmo que sejam todas diferentes entre si, por quê só a interpretação católica está errada? A Bíblia só pode ser interpretada se a pessoa está sob o rótulo de “evangélico”? Nesse caso, o que salva não é a fé, é o rótulo. E se for assim, ao contrário do que eles afirmam, a placa da igreja ou o rótulo de “evangélico” é que salva.

Pela visão protestante, milhares e milhares de denominações estão corretas nas suas interpretações bíblicas, mesmo que sejam diferentes entre si. Todas elas estão certas e apenas uma está errada, que seria a Igreja Católica. Justamente a primeira igreja que existiu é que não conta com a assistência do Espírito Santo. Nesse caso, Jesus mentiu quando disse que os portais do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mat 16, 18) pois o inferno teria triunfado contra a Igreja Católica, e também quando disse que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo: ele só se faz presente para quem carrega o rótulo de “evangélico”…

10) O Pai Nosso

A oração é bíblica. Foi ensinada pelo Senhor Jesus. O “evangélico” a repudia. Por quê? Para não parecer católico!
O “crente” jura defender a Bíblia, mas é o primeiro a não obedecê-la…
Ele decidiu que não irá recitar o Pai Nosso e fim de papo. E pior. Quem o faz está errado, ainda que esteja obedecendo à Bíblia. O crente se acha melhor do que Jesus. Jesus fez a oração do Pai Nosso, mas o “evangélico” não tem que fazê-la…

11) Maria

Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo com a visita de Maria, chamou-a de “mãe do meu Senhor”.
O crente a chama de “mulher como outra qualquer”…
Isabel recebeu o Espírito Santo com a chegada de Maria, grávida de Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso. O “evangélico” fica cheio de ira quando se menciona o nome de Maria…
João Batista estremece no ventre de Isabel ao ouvir a voz de Maria. O crente se enfurece quando ouve o nome Maria…
A Bíblia diz que Maria será chamada de bem aventurada por toda as gerações. O crente a chama de mulher pecadora como qualquer outra.
O protestante rasga os Textos Sagrados. E jura defender a Bíblia. Seguem o que querem e desprezam o que não lhes interessa!

12) Confissão

A Bíblia é clara: aos Apóstolos foi dado o poder de reter e perdoar pecados (Lucas 20, 21-23). Como é possível reter ou perdoar se alguém não lhes confessa? Desnecessário falar mais a respeito.

13) Fundação de “igrejas”

A Bíblia não faz qualquer referência à milhares de “igrejas” diferentes e separadas, mundo afora. Mas para fundarem suas denominações, os “evangélicos” não fazem questão da tal da base bíblica de que tanto falam. A Bíblia diz que devemos ser um só corpo. Eles fazem o contrário. Dividem-se, subdividem-se, de novo e de novo. Se uma igreja não está agradando, procuram outra mais ao seu gosto, e os mais espertos fundam as suas próprias igrejas, do jeito que acham mais certo (ou do jeito que dá mais lucro, em muitos casos), segundo sua própria interpretação da Bíblia. E todos dizem que estão sendo guiados por Deus. Existe um Deus ou muitos deuses? Se é um só Deus, como tantas igrejas podem ensinar coisas diferentes, e todas estão certas, menos a católica?
Eles fragmentam o Corpo e pulverizam a mensagem do Evangelho.

Fazem o contrário do que o Senhor ordenou! Basta um crente discordar do outro, – e isso é a coisa mais fácil de acontecer, – que já surge uma nova denominação. Seus líderes podem ter “visões” para fundarem novas denominações. Mas somente as revelações católicas aprovadas pela Santa Igreja é que são refutadas…

O crente acredita no que deseja. E rejeita tudo que é católico. Sempre dois pesos e duas medidas.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
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domingo, 2 de setembro de 2012

Por que céus, um judeu como você, haveria de se tornar Católico? – Testemunho de um judeu convertido.


02.09.2012 - Extraído das cartas de Goldstein, por David Goldstein (um judeu convertido ao Catolicismo).
Caro Sr. Salomão,
As mentes dos homens têm sido retratadas, “como uma folha de papel, onde de fato  as impressões que recebem com mais freqüência, e mantém por mais tempo, são as mais obscuras.” Isso se aplica a você, meu caro senhor, bem como a outros judeus, que não conseguem ver a Igreja Católica como ela é, o cumprimento de tudo que é grande e glorioso no Judaísmo Antigo Testamento. Infelizmente, a impressão mental  ”obscura” deixada em você pela história da Inquisição espanhola, tal como interpretada anuvia a visão.
Sua pergunta apaixonada: – “Por que Céus,  um judeu como você,  haveria de se tornar Católico?” Poderia ser respondida em uma palavra: -O Messias, o judeu de judeus, Jesus Cristo, agora a reinar nos “Céus”. Essa terça resposta  à sua consulta incorpora tudo o que pode ser dito para justificar a graduação do judaísmo ao catolicismo. Mas eu não vou descartar a sua consulta de forma tão abrupta, considerando que eu vou publicar as razões para me tornar Católico no ‘The Pilot’. Assim, que minha resposta seja susceptível de ser lida não só por você, mas por outros judeus que também “vierem a ler o The Pilot agora e, em seguida, na Biblioteca Pública.”
Sua segunda consulta: – “Como pode um judeu se tornar um membro de uma Igreja que perseguia os judeus na Espanha?” Será tratada após a resposta à sua primeira consulta aparecer publicada. Basta dizer, neste momento, que os judeus se tornam os católicos de hoje, pelas mesmas razões que levaram os judeus a tornarem-se católicos por mais de 15 séculos antes da Inquisição espanhola.
A Igreja Católica, que poderia ser chamada de  Igreja Judaica Glorificada, é uma Igreja de convertidos, e dos descendentes dos convertidos. Primeiro veio Cristo, o judeu de judeus, depois vieram os apóstolos, todos os judeus e, depois, veio os milhares de primeiros membros da Igreja Católica, todos judeus, depois entraram os convertidos dentre os gentios ou pagãos. Na verdade, não teria havido uma Igreja Católica, se não fosse pelos judeus. Assim, ao me tornar  Católico, a  ser incorporado no Corpo Místico de Cristo, eu me tornei um membro da Sociedade Espiritual a qual originalmente pertenciam, em sua totalidade, aos filhos de Israel.
Por que me tornei CATÓLICO?
Porque eu acreditava em Deus, um Deus pessoal monoteísta, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob.
Porque eu acreditava no Antigo Testamento; firmemente convicto de que os princípios e as previsões de Moisés e os profetas aí contidos, são revelações de Deus, como fizeram os meus antepassados ​​judeus.
Porque eu acreditava que o Novo Testamento é um registro Divino aperfeiçoado, elevadas manifestações de princípios do Velho Testamento, um registro do cumprimento das profecias do Velho Testamento.
Porque eu acreditava que Deus, o Criador, fez Adão e Eva, os primeiros pais da raça humana, de quem o homem recebeu a sua natureza humana: Que Adão, pelo pecado, trouxe um sofrimento para si e seus descendentes, causados ​​a nascer com a mancha deste “Pecado Original” em suas almas: Que esse pecado de Adão fechou as portas do céu para o homem (Gen. 3).
Porque eu acreditava que o Deus todo-misericordioso prometeu enviar um Salvador, um Messias (Gen. 3:15), para reparar o pecado de Adão, portanto, para reabrir as portas do Céu que foram fechadas ao homem. Também que o Messias havia de nascer, de uma virgem (a Virgem Maria), no clã que está na família de um descendente do Rei Davi, na Cidade de Davi.
Porque eu acreditava que a existência do único Deus verdadeiro, significa a existência de uma só religião verdadeira, uma  Verdadeira Igreja de Deus.
Porque eu acreditava que essa religião, essa Igreja de Deus, foi a religião e a Igreja dos judeus. Ela veio de Deus, através de Moisés, aos filhos de Israel.
Porque eu acreditava que essa religião seria uma  religião  orgânica, visível, sacerdotal, de autoridade e sacrifício, como uma religião feita por Deus deve ser. Que seu sacerdócio era do sacerdócio de Deus; seu templo era o templo de Deus, que continha a um, e único altar sobre o qual os sacrifícios que Deus mandou (A Sagrada Eucaristia), registrado nos Livros de Moisés, foram e poderiam ser oferecidos ao Único e Verdadeiro Deus (Êxodo 20:24-26).
Porque eu acreditava que a autoridade da religião de Israel veio de Deus e foi centrada no sumo sacerdote (Dt 17:9-11), o único que é comissionado na Lei Mosaica para oferecer sacrifícios (Levit. capítulos 1-7, inc.). O primeiro sumo sacerdote foi Aarão, irmão de Moisés, ordenado por Moisés (Êxodo 28), que após a morte foi seguido por um descendente do clã e da família de Aarão. O sumo sacerdote era “a suprema autoridade da Igreja e representante-chefe de Israel diante de Deus”, como a Enciclopédia Judaica Vallentine diz (p. 284). Uma lista de 82 sucessivos sumos sacerdotes, de Aaron até a época da destruição do Templo, esta registrada na Enciclopédia Judaica (Vol. VI, p. 391). Phineas, filho de Samuel, foi o último sumo sacerdote judeu (67-70 aC). Ele é citado na Enciclopédia judaica como “um homem indigno” (Vol. 1, p. 381), porque, como a Enciclopédia do Conhecimento judaica diz que ele foi escolhido como o resultado de intrigas políticas. Ele não era da linhagem do sumo sacerdote, nem foi descrito de forma alguma como digno do cargo “(p. 428). (Isto é cumprido nos de 2000 anos de sucessão apostólica da RCC).
Porque eu acreditava que, com o fim do sacerdócio Aarônico, a destruição do Templo, que acabou com a oferta dos sacrifícios mosaica, o judaísmo do Antigo Testamento, do judaísmo de Deus, chegou ao fim. Por isso os judeus não tinham um mediador com Deus delegado divinamente, um juiz, um intérprete da lei divina, moral e religiosa, uma Igreja de Deus, como é chamada no livro de Deuteronômio (17:8-12), por cerca de dezenove séculos. Foi-se para sempre o judaísmo, que, como a Enciclopédia Judaica diz, permitiu aos judeus  verem “no santuário a manifestação da presença de Deus entre o Seu povo, e o sacerdote, o veículo da graça divina, o mediador, através do ministério do qual os pecados  tanto da comunidade como dos indivíduos, podiam ser expiados”(Vol. 4, p. 125). Daí porque ninguém no judaísmo atual atua com autoridade divina,  como os sacerdotes nos tempos pré-cristãos.
Porque eu não acredito que Deus deixou o homem sem um guia espiritual, um mediador divinamente autorizado, sem um intérprete de sua vontade, tão necessário para ajudar o homem na batalha da vida, para uma eternidade de felicidade.
Porque eu acreditava na vinda de um Messias pessoal, como acreditavam os santos em Israel, como o fazem os judeus ortodoxos de hoje que, infelizmente, são como pessoas esperando pelo barco no qual velejar, mas que já está a caminho de seu destino sem elas  a bordo. Eles não percebem que Ele veio na pessoa de Jesus, que Ele é “o próprio Deus:” Quem Isaías, mais expressivo profeta messiânico de Israel, disse que “virá vos salvar” (35:4).
Razões adicionais
Caro Sr. Salomão: Eis aqui outros motivos apresentados em resposta à sua consulta: – “Por que  Céus você, um judeu, havia de se tornar Católico?”
1- Porque eu acreditava que Jesus provou ser o Messias que afirmava ser, em resposta à demanda apaixonada do Sumo Sacerdote Caifás no julgamento perante o tribunal judaico, quando o sinistro fez com que fosse condenado por blasfêmia (St. Matt. 26:63 ).
2- Porque eu acreditava que Jesus provou ser o Messias por seus ensinamentos, obras, vida, morte, ressurreição e no cumprimento de suas profecias.
3- Porque eu acreditava que Jesus fosse o personagem como Isaías disse, que o Messias seria o “Emanuel, Deus conosco” (7:14): “Deus, o Poderoso, o Pai do mundo vindouro, o Príncipe da Paz” (cap. 9). O “preexistência da (breve) Messias antes da criação” e “depois da criação do mundo”, a Enciclopédia Judaica afirma ser ensinamentos judaicos (Vol. 10, p. 183).
4- Porque eu acreditava no “Deus conosco”, o Messias preexistente, que Maria, o Lírio de Israel, trouxe ao mundo, como o verdadeiro Deus, assim como verdadeiro homem, a segunda pessoa do Deus Uno e Trino. Isso significa para os Católicos, e, portanto, para mim, que Deus é uma substância em três Pessoas distintas: Pai, o Criador, o Redentor Filho e do Espírito Santo, o Santificador. Este conceito plural do Único e Verdadeiro Deus, eu acreditava ter estado na mente de Moisés, quando, no livro de Gênesis, ele registrou que “Deus disse deixe NOS (Elohim) fazer o homem à NOSSA imagem e semelhança.” Este nome plural de Deus aparece 2.570 vezes na Bíblia, enquanto que o singular (Eloah) é rara.
5- Porque eu acreditava nas seguintes passagens do Antigo Testamento, que devem ser aceitas como vindas de Deus para alguém ser um judeu no sentido religioso do termo. Elas são as “escrituras” das quais Jesus falou aos judeus de Jerusalém, dando “testemunho” que Ele é o Messias (João 5:39).
6- Porque eu acreditava na descrição de Velho Testamento sobre a vinda do Messias Jesus montado, e Ele só. Ele nasceu em Belém, a Cidade de Davi (Michaes 5:2), sob a estrela de Jacó (Nm 24:17); da família de David (Paril. 17]: 1-14), na tribo de Judá (Gênesis 49:10), no momento exato predisse a vinda do Ungido, no capítulo 9 de Daniel. Jesus estava para ser adorado por Reis, que viriam trazendo presentes (Sl 71:10), Ele foi saudado com hosanas ao montar em um jumento (Zach. 9:9); falsamente acusado (Sl 108:2-3) ; traído (Sl 40), flagelado e cuspido (Is. 50:6); fel e vinagre dado a beber (Sl 68:22); levado como ovelha para o abate (Sl 40:10); Suas mãos e os pés seriam perfurados (Sl 21:17); e crucificado (Sl 21:14-17). No entanto, seu túmulo foi glorioso, pois, como disse Isaías, Ele ressuscitou dentre os mortos (Isaías 11:10), como Ele fez.
7- “Por que Céus eu, um judeu, me tornei Católico?”: Deus é a resposta; Aquele que, falando através de Moisés, chamou a mim, a você, e a todos os outros israelitas em todo o mundo, para “escutarem o profeta da Nação (Israel), “que seria” semelhante a mim “(Dt 18:15). Esse profeta é Cristo, que provou ser mais semelhante a Moisés do que qualquer outra pessoa na história de Israel. Ambos expuseram princípios religiosos básicos, ambos foram os legisladores, ambos operaram milagres, ambos eram mediadores entre o homem e Deus, o Pai do Céu, ambos foram rejeitados pelo seu povo, e ambos terminaram suas vidas em aparente fracasso.
No entanto, Jesus era maior do que Moisés, em que muito ensinado por Moisés era de natureza temporária, sendo obrigatório apenas até o seu cumprimento pelo profeta vinda, Cristo. Moisés ensinou aos pobres os não farás; Cristo ensinou as bem-aventurancas, [um contraste que] pode ser chamado de negativos e positivos dos ensinamentos divinos. Moisés falou com Deus Pai em uma nuvem; Cristo viu O cara a cara. Moisés revelou a natureza de Deus, o “Eu Sou Quem Sou:” Considerando que Cristo reivindicou ser o “EU SOU”, e provou-o pelos ensinamentos de Sua vida e obra. Moisés declarou os terrores do pecado, Cristo salvou do pecado; Moisés pecou, Cristo não tinha pecado, Moisés ofereceu o sangue de animais para sacrifício, Cristo ofereceu seu próprio sangue para sacrifício; Moisés selecionou 12 espias (Nm 13); que Cristo selecionados 12 apóstolos, Moisés selecionou Josué como seu sucessor e  Cristo designou Pedro como seu Embaixador Plenipotenciário.
Moisés fez uma aliança com Deus obtida no Monte Sinai para os filhos de Israel, e que Cristo, o “Um só pastor” quem Ezequiel disse que viria para pastorear o rebanho de todas as partes da terra (34:23), instituiu a nova aliança anunciada por Jeremias, uma aliança universal (31) .
Esta nova aliança, que veio para suceder a aliança mosaica, encarna uma Igreja de caráter universal, que é a Igreja Católica que Cristo estabeleceu. Ele tomou o lugar da Igreja, de um povo exclusivo, os filhos de Israel. Cristo instituiu o sacerdócio para a Sua Igreja, o sacerdócio predito para estar de acordo com a Ordem de Melquisedec (Sl 109). Era para ser e é um sacerdócio, sem levar em conta a linhagem dos seus membros. Este sacerdócio foi substituiu por Cristo o sacerdócio genealógico de Arão, o poder e a autoridade do sacrifício, que terminou quando o véu azul, púrpura e escarlate, pendurado no Santo dos Santos, ou no lugar Santo, foi providencialmente rasgado de cima para baixo (Êx 26; St. Matt. 28:51).
Proponho, meu caro Sr. Salomão, que um estudo imparcial da longa resposta a sua consulta: “Por que Céus você, um judeu, haveria de se tornar Católico?” Deveria convencê-lo que é a crença no Antigo Testamento Judaísmo e não repúdio do judaísmo. É o amor da fé de Moisés e dos profetas, que é a base intelectual e moral para se formar na Sinagoga da Igreja. O assunto apresentado em anexo, tiradas em grande parte a partir de fontes judaicas da ordem mais elevada, deve convencê-lo de anomalia de restantes ovelhas perdidas de Israel, ao invés de serem incorporados ao redil místico, a Igreja Católica, em que tudo o que é grande e gloriosa no Antigo Testamento judaísmo, em princípio e de previsão, se manifesta em sua plenitude.
Traduzido por Helen Walker – Ecclesia Militans
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O milagre eucarístico de Lanciano segundo o cientista que comprovou sua autenticidade

O doutor Edoardo Linoli afirma que portou em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco, ao analisar anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.

O fato miraculoso se remonta ao século VIII. 

Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies após a consagração. 

Nesse momento, o sacerdote viu como a sagrada hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou. 

Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico. 

O Dr. Edoardo Linoli, autor das análises
O Dr. Edoardo Linoli, autor das análises
Em novembro de 1970, por iniciativa do arcebispo de Lanciano, Dom Pacífico Perantoni, e do ministro provincial dos Conventuais de Abruzzo, contando com a autorização de Roma, os Franciscanos de Lanciano decidiram submeter a exame científico as relíquias. 

Encomendou-se a tarefa ao professor Linoli, ajudado pelo professor Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena. 

Com a maior atenção, o professor Linoli extraiu partes das relíquias e submeteu a análise os restos de “carne e sangue milagrosos”. 

Em 4 de março de 1971 a equipe apresentou os resultados. 

Estes evidenciam que a carne e o sangue são com certeza de natureza humana. A carne é inequivocamente tecido cardíaco, e o sangue é verdadeiramente de homem pertencendo ao grupo AB. 

Consultado pela agência Zenit, o professor Linoli explicou que, “no que diz respeito à carne, encontrei que a carne que tinha na minha mão provinha do endocárdio. Portanto não há dúvida alguma de que se trata de tecido cardíaco”. 

Trabalho do Dr. Linoli  publicado pelo diário vaticano "L'Osservatore Romano"
Trabalho do Dr. Linoli
publicado pelo diário vaticano "L'Osservatore Romano"
Quanto ao sangue, o cientista sublinhou que “o grupo sanguíneo é o mesmo do homem do Santo Sudário de Turim, e é singular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio”. 

“O grupo sanguíneo AB, de fato, se encontra numa porcentagem pequena que vai de 0,5 a 1%, enquanto que na Palestina e nas regiões do Oriente Médio é de 14-15%”, apontou.
Prof. Ruggero Bertelli aprova trabalho do Dr. Linoli
Prof. Ruggero Bertelli aprova trabalho do Dr. Linoli
A análise do professor Linoli revelou também que não havia na relíquia substâncias conservantes e que o sangue não podia ter sido extraído de um cadáver, porque se teria alterado rapidamente. 

O informe do professor Linoli foi publicado em “Quaderni Sclavo di diagnostica clinica e di laboratório” (1971, fasc 3, Grafiche Meini, Siena). 

Em 1973, o conselho superior da Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano. 

Os trabalhos se prolongaram por 15 meses, com um total de quinhentos exames.

As conclusões de todas as investigações confirmaram o que havia sido declarado e publicado na Itália. 

O extrato dos trabalhos científicos da comissão médica da OMS foi publicado em dezembro de 1976, em Nova York e em Genebra, confirmando a impossibilidade da ciência de dar uma explicação a este fenômeno.

O professor Linoli falou novamente no Congresso sobre os milagres eucarísticos organizado pelo Master em Ciência e Fé do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (Roma), em colaboração com o Instituto São Clemente I Papa e Mártir, por ocasião do Ano Eucarístico de 2005. 
Lanciano: relíquias expostas
Lanciano: relíquias expostas

“Os milagres eucarísticos são fenômenos extraordinários de diferente tipo”, explicou o diretor do Congresso, padre Rafael Pascual LC, em “Rádio Vaticano”: “Por exemplo, há a transformação das espécies do pão e do vinho em carne e sangue, a preservação milagrosa das Hóstias consagradas, ou algumas hóstias que vertem sangue”.

“Na Itália, há vários lugares onde ocorreram esses milagres eucarísticos – declarou – mas também os encontramos na França, Alemanha, Holanda, Espanha” e alguns “na América do Norte”.




Fonte: Ciência confirma a Igreja l.dufaur@gmail.com