sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Papa confirmou o que eu já sabia, diz professora que recebeu milagre


29.06.2012 - Curada há 17 anos de um problema congênito no coração, que provocava uma hipertensão pulmonar, a professora aposentada Ana Lúcia Leite, de Caxambu (MG), não se cabe em alegria. Na manhã desta quinta-feira (28), o Papa Bento XVI assinou o decreto reconhecendo que a cura não tem explicação científica e que ela se deu por intercessão de Nhá Chica. A notícia veio no dia do aniversário de 67 anos da professora que motivou o estudo da igreja.
"É uma alegria justo no dia do meu aniversário. É um presente de Deus, dos Ceús, da minha Santa. Hoje o Vaticano só veio confirmar aquilo que eu já carregava no coração, que foi a santa responsável pela minha cura", disse por telefone ao G1 a professora.
Desacreditada pelos médicos, Ana Lúcia protelou a cirurgia a que seria submetida. Depois de seis meses, veio a notícia de que ela estava curada.
"Os médicos diziam que provavelmente eu não resistiria à cirurgia. Eu fui adiando, adiando e me agarrei com minha santa. Depois de meses fiz novo exame que já mostrava que meu coração estava bom, que o sangue estava correndo pelos caminhos certos, que eu estava curada", disse ela emocionada.
Durante todo o dia, fiéis lotaram o Santuário de Conceição, que começou a ser erguido por Nhá Chica, para rezar e agradecer a notícia. O processo de beatificação começou em 1993 baseado em outros relatos de fiéis. O milagre reconhecido nesta quinta-feira pelo Vaticano só veio a acontecer dois anos depois, em 1995. Segundo a relações públicas do processo de beatificação, Yolanda Aparecida Fernandes, o anúncio só vem confirmar o que os fiéis já esperavam
"Há 117 anos os fíeis vêm até esta igreja para rezar por Nhá Chica. Em vida, ela já era chamada de santa. Hoje é um dia muito importante para todos", disse ela.
Apesar da assinatura do Papa Bento XVI, o processo de beatificação ainda não foi concluído. Segundo a Cúria Diocesana de Campanha, que cuida do caso, a Venerável Nhá Chica só poderá ser considerada beata depois que o bispo Dom Diamantino Prata de Carvalho realizar a celebração, ainda sem data marcada, em Baependi. A partir desta quinta-feira, serão três dias de missas e novenas. Nhá Chica será a primeira beata do Sul de Minas.
Nhá Chica
Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, era negra e filha de escrava. Nasceu em São João Del Rei (MG) em 1810 e morreu em 14 de junho de 1895 em Baependi, onde dedicou a vida às obras da igreja e também a ajudar os necessitados. Como era analfabeta, as pessoas liam para ela as escrituras sagradas. Nhá Chica foi enterrada no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição, que ela mesma ajudou a erguer. Os restos mortais estão em uma urna no mesmo santuário.
Em 1992, quase 100 anos após a morte de Nhá Chica, começou o processo de beatificação da mulher, que apesar de ligada à igreja, não pertencia a nenhuma ordem religiosa. No entanto, era preciso um milagre documentado para que ela postulasse o título da igreja católica. Três anos depois, os responsáveis pelo processo conseguiram o feito, através do caso da professora aposentada Ana Lúcia Leite. A documentação foi enviada para Roma e após médicos e autoridades do Vaticano estudarem o caso, a igreja concluiu que realmente a cura foi um milagre.
Nhá Chica foi reconhecida oficialmente como "Serva de Deus" e depois "Venerável". Agora foi a vez do Papa Bento XVI reconhecer o milagre, através da assinatura do decreto de beatificação. A fama de Nhá Chica leva milhares de romeiros todos os anos ao santuário da cidade. A casa onde ela viveu também é visitada pelos fiéis, assim como o memorial dedicado a ela.
Fonte: G1

Índia: curas inexplicáveis fazem católicos crescerem de forma absolutamente surpreendente


28.06.2012 - Sucessivos casos de curas inexplicáveis, consideradas sobrenaturais, parecem ser a principal causa do crescimento maciço de fiéis católicos em uma remota região da Índia.
Dom John Kattrukudiyil de Itangar, bispo da região de Arunachal Pradesh, nordeste do país, considera o fenômeno da cura a única razão para o crescimento de uma igreja da sua diocese, que, praticamente sem católicos há 35 anos, agora acolhe 40% da população.
Durante visita à sede da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) em Königstein, na Alemanha, o bispo descreveu a situação na diocese: “Muitas vezes, as pessoas me contam histórias de curas que acontecem em lugares diversos. E o que eles me contam me deixa assombrado”.
O prelado, cuja região faz fronteira com a China, o Butão e a Birmânia, acrescentou: “Eu tenho uma base sólida nos meus estudos teológicos, e é fácil ser cético sobre esse tipo de coisa. Mas as pessoas estão absolutamente convencidas de que elas foram curadas”.
O bispo contou o caso de um homem que, depois de um passado de perseguição contra a Igreja, se converteu depois de se casar com uma moça católica. “Ele tinha sido convidado a rezar por um homem paralítico. Ele não queria, mas foi assim mesmo e rezou. No dia seguinte, o paralítico se levantou e caminhou até a igreja. Ele ficou tão impressionado com aquela experiência milagrosa que começou a ir à igreja e é agora um dos membros mais ativo da paróquia”.
O bispo admite que esses episódios são tratados com ceticismo na maior parte das vezes em que os narra a terceiros, embora já sejam muitas as experiências diretas: “Quando eu falei sobre essas coisas na Europa, e em outros lugares, muita gente me perguntou se eu não estava contando histórias de pescador”.
Essas histórias, no entanto, destaca dom Kattrukudiyil, significaram “um aprofundamento da vida espiritual para o povo”. “Há muitas histórias de curas que me relatam e que eu não posso ignorar. É a experiência de uma igreja muito jovem, que está experimentando a mesma graça da Igreja dos tempos apostólicos”.
“O fato de muitas pessoas terem experimentado a cura rezando para Jesus atraiu muita gente para a Igreja nos primeiros tempos. Elas atingiram uma espécie de paz de espírito, que as levou a pertencer a essa Igreja. De acordo com os relatos que eu recebo, pessoas que foram visitar doentes e rezaram por eles acabaram vendo aquelas pessoas serem curadas”.
O bispo explica que a região esteve interditada para o acesso de missionários cristãos por causa de leis que só foram revogadas em 1990. “A situação mudou definitivamente quando os jovens de Arunachal Pradesh foram educados em escolas católicas perto de Assam”, disse ele.
“Os alunos dessas escolas pediram o batismo, e, com a permissão dos pais, receberam o sacramento antes de retornar para as aldeias, onde a fé se desenvolveu logo depois. Alguns desses jovens acabaram sendo eleitos para cargos importantes do governo. Isso ajudou a mudar a situação”.
Inicialmente, os novos católicos sofreram sérias dificuldades em muitos lugares, incluindo espancamentos, casas incendiadas, morte de animais domésticos, expulsão do trabalho e da escola. Gradualmente, porém, as coisas melhoraram e não houve mais episódios de perseguição nos últimos vinte anos.
“Hoje, a Igreja não é apenas tolerada, mas admirada pelo seu trabalho na educação e na saúde, tanto que os políticos aproveitam qualquer ocasião para solicitar as atividades filantrópicas da Igreja”.
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/