quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ex-protestante explica porque retornou ao Catolicismo


09.09.2012 - Testemunho de André Silva

Eu, que por muitos anos frequentei igrejas evangélicas de diversas denominações, e por muito tempo fui enganado e explorado pelos seus pastores, dedico este testemunho a todos aqueles que se declaram “ex-católicos”, sem nunca terem sido católicos de fato, mas sobem aos púlpitos protestantes “evangélicos”, que eles, por pura ignorância, chamam de “altar” – Se não há sacrifício não é e nem pode ser altar: só existe Altar na Igreja Católica - para induzirem ao erro seus irmãos mais ingênuos.
Não creio que um dia tenham sido católicos os que depõem seus falsos testemunhos dizendo que encontraram a salvação em alguma “igreja evangélica”, porque os verdadeiros católicos já encontraram Jesus e a Salvação na Igreja que Ele mesmo nos deu, e não podem abandonar a Comunhão com Deus, seu Criador e Salvador, a não ser que nunca tenham comungado, de fato, com o Senhor Jesus Cristo.
Enumero abaixo Algumas razões porque deixei o protestantismo e retornei à primeira e única Igreja de Jesus Cristo.

1) O princípio “só a Bíblia” (Sola Scriptura)

Nada mais falso do que esse princípio. Os cristãos do primeiro século não dispunham de Bíblia. E nem os cristãos dos séculos seguintes. Na verdade, os cristãos só puderam contar com a Bíblia para consulta, como hoje, muitos anos depois da invenção da imprensa, que só aconteceu no ano de 1455. Então, será que o Senhor Jesus esperaria mais de um século e meio para revelar sua verdadeira doutrina para o mundo? Se assim fosse, Ele teria mentido, pois disse antes de partir para o martírio que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo (conf. Mateus 28, 19-20).

Além disso, para que a Bíblia fosse a única fonte de revelação, seria no mínimo necessário que ela mesmo se proclamasse assim; e não é o caso, pelo contrário. ABíblia diz que a Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Tim 3, 15), e não as Escrituras. Nela, Jesus Cristo diz ainda: “Vocês examinam as Escrituras, buscando nelas a vida eterna. Pois elas testemunham de Mim, e vocês não querem vir a Mim, para que tenham a Vida!”(João 5, 39-40).

Sim, a Bíblia diz que as Escrituras são ÚTEIS para instruir, mas nunca diz, em versículo algum, que somenteas Escrituras instruem, ou que só o que as Escrituras dizem é que vale como base para a fé. Isso é uma invenção humana sem nenhum fundamento. E a Bíblia também diz que devemos guardar a Tradição (conf. 2 Tessalonicenses 2, 15 e 2 Tessalonicenses 3, 6, entre outros).
Contrariando a Bíblia, os “evangélicos” rejeitam a Tradição

2) O princípio “Só a fé salva”

A mesma Bíblia ensina que a fé sem obras é morta, na Epístola de Tiago (2, 14-26). A mesma Bíblia ensina que o cristão deve perseverar até o fim para ser salvo (Mt 24, 13). E ainda acrescenta que seremos julgados,todos, por nossas ações boas ou más.Existem várias passagens que dão conta de um julgamento futuro e, sendo assim, é falso que alguém aqui na terra já esteja salvo só porque “aceitou Jesus”. Não basta ir à frente de uma assembleia e dizer “Aceito Jesus como meu Senhor e Salvador” para ganhar o Céu. Não, não. É preciso muito mais do que isso. Conversão não é da boca para fora: é preciso que cada um tome a sua cruz e siga o Senhor, que, aliás, nunca prometeu prosperidade para quem o seguisse.
Portanto, é totalmente mentirosa a afirmação de que basta ter fé para ser salvo. Ora, os demônios também creem (Tiago 2, 19)

3) Lutero

Foi Martinho Lutero quem começou com as “igrejas” protestantes, que deram origem às “igrejas evangélicas” de hoje. Mas o que ele pensava é seguido apenas em parte pelos “evangélicos” de hoje. Eles seguem somente os princípios “Só a Bíblia” e “Só a Fé”. Embora Lutero seja o fundador de todas as igrejas evangélicas que existem hoje, por que não são todos luteranos? Na verdade, isso seria bem menos pior…

Por outro lado, se reconhecem que Lutero é um homem falível, como é possível a um “evangélico” ter tanta certeza de que os princípios que ele inventou sejam dignos de confiança absoluta? Mais do que o que ensina a única Igreja que tem 2.000 anos e foi instituída diretamente por Jesus Cristo?

Mais: o próprio Lutero contestou o Papa e decretou que não se deve confiar num sacerdote. Mas ele mesmo era um ex-sacerdote católico. Então, se ele mesmo se descarta como pessoa confiável, quem é tolo o suficiente para dar crédito ao que ele disse ou escreveu?

4) Subjetivismo religioso I

Uma denominação evangélica não é igual a outra em matéria de fé. Isso é fato pois:
Umas batizam crianças, outras não;
Umas admitem o divórcio, outras o repudiam;
Umas aceitam mulheres como “pastoras”, outras não;
Umas praticam a “santa ceia”, outras não;
Umas ensinam que devemos guardar o sábado, outras não;
Algumas ensinam a teologia da prosperidade, outras a repudiam;
Por aí vai… Tem “bispo evangélico” por aí defendendo até o aborto, só porque a Igreja Católica é (claro) contra! É comum ouvirmos frases como estas: “Nesta ‘igreja’ está o verdadeiro caminho”, ou “Deus levantou este ministério” ou ainda “a tua vitória está aqui”. Mais comum ainda é os “pastores” dizerem que as igrejas deles são “ungidas”… Ora, se todas essas igrejas ditas “evangélicas” são tão diferentes entre si, e a Verdade é uma só, como é possível um “evangélico” ter certeza que está na caminho certo, ou que o seu “pastor” está pregando a “Verdade”, se existem tantos outros “pastores” (que também dizem seguir a Bíblia e afirmam que são “ungidos”) que discordam dele?

5) Subjetivismo religioso II

Cada “crente” pode interpretar a Bíblia do jeito que quiser, segundo a tese protestante de Lutero. Mas todos nós sabemos que um “crente” não concorda com outro em todas as coisas. Muitas vezes divergem entre si mais do que convergem. Se cada qual interpreta a Bíblia do seu jeito, e nem poderia ser diferente, então, como é possível um “evangélico” ter a certeza de que está certo na sua interpretação? E por quê, meu Deus, por quê apenas a interpretação da Igreja Católica é que está totalmente errada, em tudo? Essa é a mais cruel de todas as incoerências das “igrejas” ditas “evangélicas”: praticamente todas elas se reservam o direito de criticar umas às outras, mas todas são unânimes em criticar a Igreja Católica! O mais incrível é não percebem que, agindo assim, estão cumprindo as profecias bíblicas do próprio Senhor Jesus Cristo: “Sereis odiados de todos por causa do meu Nome” (Lucas 21, 17); “Bem aventurados sereis quando, mentindo, disserem toda espécie de mal contra vós, por amor ao meu Nome” (Mateus 5, 11-12)…

Os pastores se ajoelham e se prostram diante de réplicas da Arca da Antiga Aliança, mas eles não chamam esses pastores de “idólatras”. Só os católicos são chamados assim. Eles idolatram até lencinhos embebidos no suor de alguns pastores mas não acham que isso é idolatria… Em algumas denominações, acontece a distribuição de lembrancinhas, sabonetinhos para espantar “olho gordo”, vidrinhos de óleo “ungido”, “rosas consagradas”, etc, etc… Mas nada disso, para eles, é idolatria. Somente os católicos é que são idólatras.

6) Subjetivismo religioso III

A interpretação pessoal da Bíblia por cada “crente” e “pastor” afronta claramente a Bíblia. De acordo com a santa Palavra de Deus, interpretação alguma é de caráter individual. Examinar a Bíblia não é o mesmo que interpretá-la. Posso examinar uma pessoa e lhe informar que encontrei uma mancha na sua pele. Mas o diagnóstico deve ser feito pelo médico, e não por mim, que sou leigo.

7) “Igreja não importa” e “igreja não salva”…

Todo “crente” diz em alto e bom som: “Igreja não salva ninguém”.Ora, se igreja não salva ninguém e cada um pode interpretar a Bíblia pessoalmente, para quê frequentar alguma denominação? Quando ocorre algum escândalo envolvendo algum “pastor”, o crente também diz: “Olha para Jesus e não para o pregador”. Mas se o pregador ensina tolices e princípios contrários ao verdadeiro cristianismo, por que eu deveria ouvir o que ele diz? Não é possível “olhar para Jesus” assim. Pelo contrário, isso só vai colocar em risco a minha alma! Se cada crente pode interpretar pessoalmente a Bíblia, se “igreja” não salva ninguém e o pastor não é confiável (ele é só um homem falível), então por que os “evangélicos” continuam dando tanto crédito aos pregadores?

8- Evangelização ou PROSELITISMO ?

E se cada um de fato pode interpretar a Bíblia a partir da sua leitura pessoal, que conta com a assistência do Espírito Santo, por que ao invés de pregar não se imprimem Bíblias e se distribui à população? Ora, se basta ter fé para ser salvo e se cada um pode ser o próprio intérprete da Bíblia, para que servem as denominações, os cultos, os “pastores”, as pregações, livros, CDs e DVDs? Ao invés dos milhões em dízimos e ofertas, que sustentam toda uma estrutura que é desnecessária (afinal todos os que crerem já estão salvos…), por que não reunir esses recursos e construir gráficas e mais gráficas para a impressão de Bíblias e distribuí-las para todos aqueles que não conhecem Jesus?

Eu digo porquê: porque os “pastores” se encarregam de passar a sua interpretação pessoal da Bíblia aos ingênuos que os seguem. E essa interpretação é deturpada e não tem nada a ver com a Mensagem original nos Evangelhos. Os “evangélicos” pensam que entendem a Bíblia, mas na verdade tudo o que eles conhecem é a interpretação pessoal deste ou daquele “pastor”.

Se nem o pregador é digno de confiança, razão pela qual o crente deve confrontar o seu entendimento pessoal da Palavra com a pregação do palestrante, por que razão alguém deveria dar crédito a um desconhecido que lhe vem falar como porta-voz de Jesus?

9) Interpretação bíblica

Agora, se cada um pode interpretar a Bíblia e se todas as interpretações estão corretas, mesmo que sejam todas diferentes entre si, por quê só a interpretação católica está errada? A Bíblia só pode ser interpretada se a pessoa está sob o rótulo de “evangélico”? Nesse caso, o que salva não é a fé, é o rótulo. E se for assim, ao contrário do que eles afirmam, a placa da igreja ou o rótulo de “evangélico” é que salva.

Pela visão protestante, milhares e milhares de denominações estão corretas nas suas interpretações bíblicas, mesmo que sejam diferentes entre si. Todas elas estão certas e apenas uma está errada, que seria a Igreja Católica. Justamente a primeira igreja que existiu é que não conta com a assistência do Espírito Santo. Nesse caso, Jesus mentiu quando disse que os portais do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mat 16, 18) pois o inferno teria triunfado contra a Igreja Católica, e também quando disse que estaria com a sua Igreja até o fim do mundo: ele só se faz presente para quem carrega o rótulo de “evangélico”…

10) O Pai Nosso

A oração é bíblica. Foi ensinada pelo Senhor Jesus. O “evangélico” a repudia. Por quê? Para não parecer católico!
O “crente” jura defender a Bíblia, mas é o primeiro a não obedecê-la…
Ele decidiu que não irá recitar o Pai Nosso e fim de papo. E pior. Quem o faz está errado, ainda que esteja obedecendo à Bíblia. O crente se acha melhor do que Jesus. Jesus fez a oração do Pai Nosso, mas o “evangélico” não tem que fazê-la…

11) Maria

Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo com a visita de Maria, chamou-a de “mãe do meu Senhor”.
O crente a chama de “mulher como outra qualquer”…
Isabel recebeu o Espírito Santo com a chegada de Maria, grávida de Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso. O “evangélico” fica cheio de ira quando se menciona o nome de Maria…
João Batista estremece no ventre de Isabel ao ouvir a voz de Maria. O crente se enfurece quando ouve o nome Maria…
A Bíblia diz que Maria será chamada de bem aventurada por toda as gerações. O crente a chama de mulher pecadora como qualquer outra.
O protestante rasga os Textos Sagrados. E jura defender a Bíblia. Seguem o que querem e desprezam o que não lhes interessa!

12) Confissão

A Bíblia é clara: aos Apóstolos foi dado o poder de reter e perdoar pecados (Lucas 20, 21-23). Como é possível reter ou perdoar se alguém não lhes confessa? Desnecessário falar mais a respeito.

13) Fundação de “igrejas”

A Bíblia não faz qualquer referência à milhares de “igrejas” diferentes e separadas, mundo afora. Mas para fundarem suas denominações, os “evangélicos” não fazem questão da tal da base bíblica de que tanto falam. A Bíblia diz que devemos ser um só corpo. Eles fazem o contrário. Dividem-se, subdividem-se, de novo e de novo. Se uma igreja não está agradando, procuram outra mais ao seu gosto, e os mais espertos fundam as suas próprias igrejas, do jeito que acham mais certo (ou do jeito que dá mais lucro, em muitos casos), segundo sua própria interpretação da Bíblia. E todos dizem que estão sendo guiados por Deus. Existe um Deus ou muitos deuses? Se é um só Deus, como tantas igrejas podem ensinar coisas diferentes, e todas estão certas, menos a católica?
Eles fragmentam o Corpo e pulverizam a mensagem do Evangelho.

Fazem o contrário do que o Senhor ordenou! Basta um crente discordar do outro, – e isso é a coisa mais fácil de acontecer, – que já surge uma nova denominação. Seus líderes podem ter “visões” para fundarem novas denominações. Mas somente as revelações católicas aprovadas pela Santa Igreja é que são refutadas…

O crente acredita no que deseja. E rejeita tudo que é católico. Sempre dois pesos e duas medidas.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
www.rainhamaria.com.br

domingo, 2 de setembro de 2012

Por que céus, um judeu como você, haveria de se tornar Católico? – Testemunho de um judeu convertido.


02.09.2012 - Extraído das cartas de Goldstein, por David Goldstein (um judeu convertido ao Catolicismo).
Caro Sr. Salomão,
As mentes dos homens têm sido retratadas, “como uma folha de papel, onde de fato  as impressões que recebem com mais freqüência, e mantém por mais tempo, são as mais obscuras.” Isso se aplica a você, meu caro senhor, bem como a outros judeus, que não conseguem ver a Igreja Católica como ela é, o cumprimento de tudo que é grande e glorioso no Judaísmo Antigo Testamento. Infelizmente, a impressão mental  ”obscura” deixada em você pela história da Inquisição espanhola, tal como interpretada anuvia a visão.
Sua pergunta apaixonada: – “Por que Céus,  um judeu como você,  haveria de se tornar Católico?” Poderia ser respondida em uma palavra: -O Messias, o judeu de judeus, Jesus Cristo, agora a reinar nos “Céus”. Essa terça resposta  à sua consulta incorpora tudo o que pode ser dito para justificar a graduação do judaísmo ao catolicismo. Mas eu não vou descartar a sua consulta de forma tão abrupta, considerando que eu vou publicar as razões para me tornar Católico no ‘The Pilot’. Assim, que minha resposta seja susceptível de ser lida não só por você, mas por outros judeus que também “vierem a ler o The Pilot agora e, em seguida, na Biblioteca Pública.”
Sua segunda consulta: – “Como pode um judeu se tornar um membro de uma Igreja que perseguia os judeus na Espanha?” Será tratada após a resposta à sua primeira consulta aparecer publicada. Basta dizer, neste momento, que os judeus se tornam os católicos de hoje, pelas mesmas razões que levaram os judeus a tornarem-se católicos por mais de 15 séculos antes da Inquisição espanhola.
A Igreja Católica, que poderia ser chamada de  Igreja Judaica Glorificada, é uma Igreja de convertidos, e dos descendentes dos convertidos. Primeiro veio Cristo, o judeu de judeus, depois vieram os apóstolos, todos os judeus e, depois, veio os milhares de primeiros membros da Igreja Católica, todos judeus, depois entraram os convertidos dentre os gentios ou pagãos. Na verdade, não teria havido uma Igreja Católica, se não fosse pelos judeus. Assim, ao me tornar  Católico, a  ser incorporado no Corpo Místico de Cristo, eu me tornei um membro da Sociedade Espiritual a qual originalmente pertenciam, em sua totalidade, aos filhos de Israel.
Por que me tornei CATÓLICO?
Porque eu acreditava em Deus, um Deus pessoal monoteísta, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob.
Porque eu acreditava no Antigo Testamento; firmemente convicto de que os princípios e as previsões de Moisés e os profetas aí contidos, são revelações de Deus, como fizeram os meus antepassados ​​judeus.
Porque eu acreditava que o Novo Testamento é um registro Divino aperfeiçoado, elevadas manifestações de princípios do Velho Testamento, um registro do cumprimento das profecias do Velho Testamento.
Porque eu acreditava que Deus, o Criador, fez Adão e Eva, os primeiros pais da raça humana, de quem o homem recebeu a sua natureza humana: Que Adão, pelo pecado, trouxe um sofrimento para si e seus descendentes, causados ​​a nascer com a mancha deste “Pecado Original” em suas almas: Que esse pecado de Adão fechou as portas do céu para o homem (Gen. 3).
Porque eu acreditava que o Deus todo-misericordioso prometeu enviar um Salvador, um Messias (Gen. 3:15), para reparar o pecado de Adão, portanto, para reabrir as portas do Céu que foram fechadas ao homem. Também que o Messias havia de nascer, de uma virgem (a Virgem Maria), no clã que está na família de um descendente do Rei Davi, na Cidade de Davi.
Porque eu acreditava que a existência do único Deus verdadeiro, significa a existência de uma só religião verdadeira, uma  Verdadeira Igreja de Deus.
Porque eu acreditava que essa religião, essa Igreja de Deus, foi a religião e a Igreja dos judeus. Ela veio de Deus, através de Moisés, aos filhos de Israel.
Porque eu acreditava que essa religião seria uma  religião  orgânica, visível, sacerdotal, de autoridade e sacrifício, como uma religião feita por Deus deve ser. Que seu sacerdócio era do sacerdócio de Deus; seu templo era o templo de Deus, que continha a um, e único altar sobre o qual os sacrifícios que Deus mandou (A Sagrada Eucaristia), registrado nos Livros de Moisés, foram e poderiam ser oferecidos ao Único e Verdadeiro Deus (Êxodo 20:24-26).
Porque eu acreditava que a autoridade da religião de Israel veio de Deus e foi centrada no sumo sacerdote (Dt 17:9-11), o único que é comissionado na Lei Mosaica para oferecer sacrifícios (Levit. capítulos 1-7, inc.). O primeiro sumo sacerdote foi Aarão, irmão de Moisés, ordenado por Moisés (Êxodo 28), que após a morte foi seguido por um descendente do clã e da família de Aarão. O sumo sacerdote era “a suprema autoridade da Igreja e representante-chefe de Israel diante de Deus”, como a Enciclopédia Judaica Vallentine diz (p. 284). Uma lista de 82 sucessivos sumos sacerdotes, de Aaron até a época da destruição do Templo, esta registrada na Enciclopédia Judaica (Vol. VI, p. 391). Phineas, filho de Samuel, foi o último sumo sacerdote judeu (67-70 aC). Ele é citado na Enciclopédia judaica como “um homem indigno” (Vol. 1, p. 381), porque, como a Enciclopédia do Conhecimento judaica diz que ele foi escolhido como o resultado de intrigas políticas. Ele não era da linhagem do sumo sacerdote, nem foi descrito de forma alguma como digno do cargo “(p. 428). (Isto é cumprido nos de 2000 anos de sucessão apostólica da RCC).
Porque eu acreditava que, com o fim do sacerdócio Aarônico, a destruição do Templo, que acabou com a oferta dos sacrifícios mosaica, o judaísmo do Antigo Testamento, do judaísmo de Deus, chegou ao fim. Por isso os judeus não tinham um mediador com Deus delegado divinamente, um juiz, um intérprete da lei divina, moral e religiosa, uma Igreja de Deus, como é chamada no livro de Deuteronômio (17:8-12), por cerca de dezenove séculos. Foi-se para sempre o judaísmo, que, como a Enciclopédia Judaica diz, permitiu aos judeus  verem “no santuário a manifestação da presença de Deus entre o Seu povo, e o sacerdote, o veículo da graça divina, o mediador, através do ministério do qual os pecados  tanto da comunidade como dos indivíduos, podiam ser expiados”(Vol. 4, p. 125). Daí porque ninguém no judaísmo atual atua com autoridade divina,  como os sacerdotes nos tempos pré-cristãos.
Porque eu não acredito que Deus deixou o homem sem um guia espiritual, um mediador divinamente autorizado, sem um intérprete de sua vontade, tão necessário para ajudar o homem na batalha da vida, para uma eternidade de felicidade.
Porque eu acreditava na vinda de um Messias pessoal, como acreditavam os santos em Israel, como o fazem os judeus ortodoxos de hoje que, infelizmente, são como pessoas esperando pelo barco no qual velejar, mas que já está a caminho de seu destino sem elas  a bordo. Eles não percebem que Ele veio na pessoa de Jesus, que Ele é “o próprio Deus:” Quem Isaías, mais expressivo profeta messiânico de Israel, disse que “virá vos salvar” (35:4).
Razões adicionais
Caro Sr. Salomão: Eis aqui outros motivos apresentados em resposta à sua consulta: – “Por que  Céus você, um judeu, havia de se tornar Católico?”
1- Porque eu acreditava que Jesus provou ser o Messias que afirmava ser, em resposta à demanda apaixonada do Sumo Sacerdote Caifás no julgamento perante o tribunal judaico, quando o sinistro fez com que fosse condenado por blasfêmia (St. Matt. 26:63 ).
2- Porque eu acreditava que Jesus provou ser o Messias por seus ensinamentos, obras, vida, morte, ressurreição e no cumprimento de suas profecias.
3- Porque eu acreditava que Jesus fosse o personagem como Isaías disse, que o Messias seria o “Emanuel, Deus conosco” (7:14): “Deus, o Poderoso, o Pai do mundo vindouro, o Príncipe da Paz” (cap. 9). O “preexistência da (breve) Messias antes da criação” e “depois da criação do mundo”, a Enciclopédia Judaica afirma ser ensinamentos judaicos (Vol. 10, p. 183).
4- Porque eu acreditava no “Deus conosco”, o Messias preexistente, que Maria, o Lírio de Israel, trouxe ao mundo, como o verdadeiro Deus, assim como verdadeiro homem, a segunda pessoa do Deus Uno e Trino. Isso significa para os Católicos, e, portanto, para mim, que Deus é uma substância em três Pessoas distintas: Pai, o Criador, o Redentor Filho e do Espírito Santo, o Santificador. Este conceito plural do Único e Verdadeiro Deus, eu acreditava ter estado na mente de Moisés, quando, no livro de Gênesis, ele registrou que “Deus disse deixe NOS (Elohim) fazer o homem à NOSSA imagem e semelhança.” Este nome plural de Deus aparece 2.570 vezes na Bíblia, enquanto que o singular (Eloah) é rara.
5- Porque eu acreditava nas seguintes passagens do Antigo Testamento, que devem ser aceitas como vindas de Deus para alguém ser um judeu no sentido religioso do termo. Elas são as “escrituras” das quais Jesus falou aos judeus de Jerusalém, dando “testemunho” que Ele é o Messias (João 5:39).
6- Porque eu acreditava na descrição de Velho Testamento sobre a vinda do Messias Jesus montado, e Ele só. Ele nasceu em Belém, a Cidade de Davi (Michaes 5:2), sob a estrela de Jacó (Nm 24:17); da família de David (Paril. 17]: 1-14), na tribo de Judá (Gênesis 49:10), no momento exato predisse a vinda do Ungido, no capítulo 9 de Daniel. Jesus estava para ser adorado por Reis, que viriam trazendo presentes (Sl 71:10), Ele foi saudado com hosanas ao montar em um jumento (Zach. 9:9); falsamente acusado (Sl 108:2-3) ; traído (Sl 40), flagelado e cuspido (Is. 50:6); fel e vinagre dado a beber (Sl 68:22); levado como ovelha para o abate (Sl 40:10); Suas mãos e os pés seriam perfurados (Sl 21:17); e crucificado (Sl 21:14-17). No entanto, seu túmulo foi glorioso, pois, como disse Isaías, Ele ressuscitou dentre os mortos (Isaías 11:10), como Ele fez.
7- “Por que Céus eu, um judeu, me tornei Católico?”: Deus é a resposta; Aquele que, falando através de Moisés, chamou a mim, a você, e a todos os outros israelitas em todo o mundo, para “escutarem o profeta da Nação (Israel), “que seria” semelhante a mim “(Dt 18:15). Esse profeta é Cristo, que provou ser mais semelhante a Moisés do que qualquer outra pessoa na história de Israel. Ambos expuseram princípios religiosos básicos, ambos foram os legisladores, ambos operaram milagres, ambos eram mediadores entre o homem e Deus, o Pai do Céu, ambos foram rejeitados pelo seu povo, e ambos terminaram suas vidas em aparente fracasso.
No entanto, Jesus era maior do que Moisés, em que muito ensinado por Moisés era de natureza temporária, sendo obrigatório apenas até o seu cumprimento pelo profeta vinda, Cristo. Moisés ensinou aos pobres os não farás; Cristo ensinou as bem-aventurancas, [um contraste que] pode ser chamado de negativos e positivos dos ensinamentos divinos. Moisés falou com Deus Pai em uma nuvem; Cristo viu O cara a cara. Moisés revelou a natureza de Deus, o “Eu Sou Quem Sou:” Considerando que Cristo reivindicou ser o “EU SOU”, e provou-o pelos ensinamentos de Sua vida e obra. Moisés declarou os terrores do pecado, Cristo salvou do pecado; Moisés pecou, Cristo não tinha pecado, Moisés ofereceu o sangue de animais para sacrifício, Cristo ofereceu seu próprio sangue para sacrifício; Moisés selecionou 12 espias (Nm 13); que Cristo selecionados 12 apóstolos, Moisés selecionou Josué como seu sucessor e  Cristo designou Pedro como seu Embaixador Plenipotenciário.
Moisés fez uma aliança com Deus obtida no Monte Sinai para os filhos de Israel, e que Cristo, o “Um só pastor” quem Ezequiel disse que viria para pastorear o rebanho de todas as partes da terra (34:23), instituiu a nova aliança anunciada por Jeremias, uma aliança universal (31) .
Esta nova aliança, que veio para suceder a aliança mosaica, encarna uma Igreja de caráter universal, que é a Igreja Católica que Cristo estabeleceu. Ele tomou o lugar da Igreja, de um povo exclusivo, os filhos de Israel. Cristo instituiu o sacerdócio para a Sua Igreja, o sacerdócio predito para estar de acordo com a Ordem de Melquisedec (Sl 109). Era para ser e é um sacerdócio, sem levar em conta a linhagem dos seus membros. Este sacerdócio foi substituiu por Cristo o sacerdócio genealógico de Arão, o poder e a autoridade do sacrifício, que terminou quando o véu azul, púrpura e escarlate, pendurado no Santo dos Santos, ou no lugar Santo, foi providencialmente rasgado de cima para baixo (Êx 26; St. Matt. 28:51).
Proponho, meu caro Sr. Salomão, que um estudo imparcial da longa resposta a sua consulta: “Por que Céus você, um judeu, haveria de se tornar Católico?” Deveria convencê-lo que é a crença no Antigo Testamento Judaísmo e não repúdio do judaísmo. É o amor da fé de Moisés e dos profetas, que é a base intelectual e moral para se formar na Sinagoga da Igreja. O assunto apresentado em anexo, tiradas em grande parte a partir de fontes judaicas da ordem mais elevada, deve convencê-lo de anomalia de restantes ovelhas perdidas de Israel, ao invés de serem incorporados ao redil místico, a Igreja Católica, em que tudo o que é grande e gloriosa no Antigo Testamento judaísmo, em princípio e de previsão, se manifesta em sua plenitude.
Traduzido por Helen Walker – Ecclesia Militans
Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio
www.rainhamaria.com.br