sábado, 30 de outubro de 2010

Católico que votar na Dilma tem uma saída: trocar de Igreja e de Papa

29.10.2010 - Nota de  www.rainhamaria.com.br - por Dilson Kutscher
Peço aos Verdadeiros Católicos que divulguem este pequeno aviso.
Se você é um (suposto) católico, que votou ou votará em Dilma, mude para a Igreja do (falso) Bispo Edir Macedo, ele, assim como a candidata do PT, säo abortistas, favoráveis ao assassinato de crianças.
Para mim, como cristäo/católico, fiel as tradiçöes da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, em defesa dos valores cristäos, da vida e temente a DEUS, todo católico que foi devidamente alertado sobre a posiçäo de candidatos, que säo favoráveis ao aborto e, mesmo assim, der seu voto para ele, caso num futuro próximo, este candidato saindo-se vencedor, venha se transformar num Herodes do nosso tempo, decretando o assassinato em massa das nossas crianças inocentes, estes católicos que votaram nele, estaräo com certeza excomungados automaticamente. Sabiam dos riscos, foram avisados e principalmente  sabiam da posiçäo (da Santa Igreja) de Padres, Bispos e do Papa. Portanto, näo teräo justificativas e nem desculpas. Fica claro, que se rebelaram contra Deus. Nos Dez Mandamentos, encontramos um que diz: “Não matarás” (Ex 20,13). Apoiando posiçöes em prol do aborto, väo igualmente se transformarem em carrascos de inocentes e indefesos.

Fato Curioso acessado em http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI173713-17933,00-GAFES+ELEITORAIS.html




PREFERIU VER VÍDEO NO YOUTUBE
Dilma Rousseff faltou ao debate da emissora Rede Vida alegando ter outro "compromisso". Só que, enquanto o programa corria, ela postou a seguinte mensagem em seu Twitter: "Olha que interessante, o Pato Fu interpretando músicas de sucesso usando instrumentos de brinquedo". Pelo visto, era inadiável.

sábado, 23 de outubro de 2010

Qual o santo que mais possui milagres?

Everson de Oliveira em 22/10/2010
Qual o Santo que mais possui milagres reconhecidos pela Santa Igreja Católica? 

Certamente muitos milagres aconteceram ao longo da história pela intercessão da mãe de Jesus, Nossa Senhora.

Sobre esta questão dos Santos, acredito que seja oportuno fazer alguns esclarecimentos:

Para as Igrejas Católica, Ortodoxa, Copta e Anglicana, Santos são as pessoas que após a morte estão na Graça de Deus, embora não queira dizer que outras, que não são publicamente reconhecidas como tal não o estejam.  Acontece que algumas pessoas foram tão notáveis em sua passagem por aqui que mereceram as honras dos altares, mas todos os santos são iguais perante Deus. Essas pessoas são nossos modelos de vida. Ninguém pode ser santificado, sem entregar sua vida por Jesus e pelos irmãos. Honrar um santo significa reconhecer a força transformadora da Palavra de Deus, que santifica quem a aceita e a coloca em prática.

 Santos não tem poder, a não ser o poder da oração. Os santos são nossos intercessores junto a Jesus. Deus os concede pelos méritos de Jesus a conhecerem as nossas orações e estes oram sem cessar por nós, então é o poder da oração. O que move a graça é a nossa fé em saber que a intercessão é um dom maravilhoso que Deus nos dá, por isto quando intercedemos uns pelos outros esta oração se torna muito poderosa, é claro que com os santos que já estão na glória de Deus a oração se faz mais poderosa porque no céu todos veem a Deus o que torna o seu amor e a sua admiração e adoração muito maior.

O santo só intercede pelo milagre. Quem faz é Deus. Por isso quem é o mais poderoso é Deus, porque sem Ele não teríamos milagre algum.

 
Alguns irmãos em Cristo afirmam que a Bíblia diz que só há um Mediador entre Deus e os homens: JESUS CRISTO:
- 1 Timoteo 2:5 - Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Esse versículo nos mostra que JESUS É O NOSSO ÚNICO REDENTOR ABSOLUTO, porque sendo Deus, Ele teve méritos inifinitos, e sendo homem, assumiu nossas culpas e morreu por nós, apagando a culpa original. Porém mesmo sendo Deus e único Redentor Ele quis estabelecer intermediários entre Ele e nós:

Ele veio a nós por meio de Maria. Foi Ele quem santificou São João no seio de Santa Isabel, mas fez isso por meio da voz de Maria. Por isso, Se lê no Evangelho de Säo Lucas que Santa Isabel diz à Virgem Maria:

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. Donde a mim esta dita que a Mãe de meu Senhor venha a ter comigo? Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria em meu ventre” (Luc. I, 42 -43).

Jesus quis realizar seu primeiro milagre por meio de Maria, ao pedido de Maria, nas bodas de Caná (Jo. II, 3-5). Ele nos deixou Maria por Mãe ao morrer ano alto da Cruz, ao dizer a João “Filho, eis aí tua Mãe” (Jo.XIX, 27).
 
Também aos Apóstolos, dizendo a eles: “QUEM VOS OUVE, A MIM OUVE”.

E mais, disse aos Apóstolos:

“A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados, aqueles a quem retiverdes os pecados, ser-lhes-ão retidos” ( Jo. XX , 23).

Quando, a mulher da Fenícia pedia diretamente a Jesus que lhe curasse a filha, Jesus não a atendia. QUANDO OS APÓSTOLOS PEDIRAM POR ELA, Ele os atendeu, e, depois, atendeu a mulher fenícia.

Jesus é nosso único Redentor e é pois a escada que une a terra ao céu. A escada tem muitos degraus. Quem quiser subir ao céu por escada de um só degrau. Vai cair...

Deus gosta que se o invoque por meio de outros mais santos do que nós. Já no Antigo Testamento se lê que Coré, Datan e Abiron quiseram tratar diretamente com Deus RECUSANDO A INTERCESSÃO DE MOISÉS. Eles foram punidos por Deus por causa disso. Coré foi devorado por fogo que caiu do céu e Datan e Abiron foram engolidos pela terra como todos os seus familiares e bens. Também Deus disse aos amigos de Jó:

“Ide a meu servo Jó e oferecei um holocausto por vós; e o meu servo Jó orará por vós, e admitirei propício a sua intercessão” (Jó, XLII, 8).

Se Jesus não precisa de intercessores e nem de ajudantes, porque ele escolheu 12 apostolos?

Intercessão dos Santos: Tb 12,12; 2Mc 15,14; Ap 5,8; 8,4.

Até Pedro recorreu a João(o discípulo amado), ao invés de dirigir-se diretamente a Jesus na última Ceia: Jo 13,24

Milagres operados por intermédio de relíquias: At 5,15; 19,11-12.

Orar uns pelos outros: Jr 15,1; At 12,5; Rm 15,30; 2Cor 13,7; Ef 6,18; Cl 4,3; 1Ts 5,25; 2Ts 3,1; Hb 13,18; Tg 5,16.

Os Santos estão nos céus: 1Ts 3,13; Hb 11,40; 12,23; 1Pd 3,19; Ap 6,9.

Somos rodeados pelos Santos: Hb 12,1.

Ademais, pedir a intercessão de alguém - seja do céu ou da terra - é algo que pode ser dispensado; porquanto, poder-se-ia pedir diretamente ao Senhor. Pedir o auxílio das orações dos santos é, apenas, reconhecer que Deus Altíssimo - autor e sustentador da Comunhão dos Santos - alegra-se com a solidariedade que pode haver entre os seus filhos.

Portanto, é mais do que claro que meus pedidos podem chegar a Deus por meio de intermediários (estejam estes na terra ou não); muito embora, possam chegar até Deus, sem precisar de intermediários. [O pedido de intercessão - seja a um santo do céu, ou a um irmão da terra - apenas é o reconhecimento que Deus também pode ser compelido a agir de forma indireta; além, da forma direta - que sempre subsiste e que dispensa qualquer intermediário.]
 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Igreja e eleições

Everson
Minha pergunta de agora: como vc se posiciona em relação recente envolvimento de padres e bispos com as questões eleitorais? 

Eles não deveriam se envolver com estas questões, como recomenda o Papa. Essa tarefa cabe aos fiés leigos, porém as autoridades eclesiásticas podem orientar os cristãos para escolherem bons representantes. Entretanto, em casos de extrema necessidade, quando um princípio moral, religioso ou que vai contra o Evangelho, eles são forçados a denunciar o erro, como o caso do aborto e do casamento homossexual, pois são representantes de Cristo e Jesus não se calaria diante de práticas que contrariam a vontade de Deus.

Cito alguns documentos da Igreja para análise: 


 
Rezam os Cânones do Código de Direito Canônico
a) Canon 285 § 1 do CDC: “Os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém a seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular”.
b) Canon 285 § 3 do CDC: “Os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil”.

 SS. o Papa Bento XVI, aos 17 de Setembro de 2009 se dirigiu aos Bispos do Regional NE 2 nos seguintes termos:
 “Na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum se entende a identidade específica - dos fiéis ordenados e dos leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos.

Nessa perspectiva os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir nas realidades temporais, - inclusive através do empenho político - a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja.

Diversamente, os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis. Assim poderão ser uma referência para todos.

É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes, nos religiosos e nos fiéis leigos, - encorajando e vigiando - para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado”.


COMPÊNDIO
DA DOUTRINA SOCIAL
 DA IGREJA


III. A AUTORIDADE POLÍTICA


393 A Igreja tem se confrontado com diversas concepções de autoridade, tendo sempre o cuidado de defender e propor um modelo fundado na natureza social das pessoas: «Com efeito, Deus criou os homens sociais por natureza e, já que sociedade alguma pode “subsistir sem um chefe que, com o mesmo impulso eficaz, encaminhe todos para o fim comum, conclui-se que a comunidade humana tem necessidade de uma autoridade que a governe. Esta, assim como a sociedade, se origina da natureza, e por isso mesmo, vem de Deus”»[799]. A autoridade política é, portanto, necessária[800]em função das tarefas que lhe são atribuídas e deve ser uma componente positiva e insubstituível da convivência civil[801].

394 A autoridade política deve garantir a vida ordenada e reta da comunidade, sem tomar o lugar da livre atividade dos indivíduos e dos grupos, mas disciplinando-a e orientando-a, no respeito e na tutela da independência dos sujeitos individuais e sociais, para a realização do bem comum . A autoridade política é o instrumento de coordenação e direção mediante o qual os indivíduos e os corpos intermédios se devem orientar para uma ordem cujas relações, instituições e procedimentos estejam ao serviço do crescimento humano integral. O exercício da autoridade política, com efeito, «quer no interior da comunidade como tal, quer nos organismos que representam o Estado, deve desenrolar-se sempre dentro dos limites da ordem moral, em vistas do bem comum ― considerado dinamicamente ― segundo a ordem jurídica legitimamente instituída ou a instituir. Então, os cidadãos estão obrigados em consciência a obedecer»[802].

395 O sujeito da autoridade política é o povo considerado na sua totalidade como detentor da soberania. O povo, de modos diferentes, transfere o exercício da sua soberania para aqueles que elege livremente como seus representantes, mas conserva a faculdade de a fazer valer no controle da atuação dos governantes e também na sua substituição, caso não cumpram de modo satisfatório as suas funções. Se bem que este seja um direito válido em qualquer Estado e em qualquer regime político, o sistema da democracia, graças aos seus procedimentos de controle, consente e garante uma melhor realização do direito sobredito[803]. No entanto, o mero consenso popular não é suficiente para que as modalidades de exercício da autoridade política sejam consideradas justas.


396 A autoridade, pois, deve deixar-se guiar pela lei moral: toda a sua dignidade deriva do desenrolar-se no âmbito da ordem moral[804], «a qual tem a Deus como princípio e fim»[805]. Em razão da necessária referência à ordem moral, que a precede e funda, das suas finalidades e dos destinatários, a autoridade não pode ser entendida como uma força que encontra a sua norma em valores de caráter puramente sociológico e histórico: «Algumas, infelizmente, não reconhecem a existência da ordem moral: ordem transcendente, universal e absoluta, de igual valor para todos. Deste modo impossibilitam-se o contato e o entendimento pleno e confiado, à luz de uma mesma lei de justiça, por todos admitida e observada»[806]. Esta ordem «não pode existir sem Deus: separada dele, desintegra-se»[807]. É precisamente desta ordem que a autoridade obtém a virtude de obrigar[808] e a própria legitimidade moral[809]; não do arbítrio ou da vontade de poder[810], e está obrigada a traduzir tal ordem nas ações concretas para alcançar o bem comum[811].

397 A autoridade deve reconhecer, respeitar e promover os valores humanos e morais essenciais. Estes são inatos, «derivam da própria verdade do ser humano, e exprimem e tutelam a dignidade da pessoa: valores que nenhum indivíduo, nenhuma maioria e nenhum Estado poderá jamais criar, modificar ou destruir»[812]. Estes não encontram fundamento nas «maiorias» de opinião provisórias e mutáveis, mas devem ser simplesmente reconhecidos, respeitados e promovidos como elementos de uma lei moral objetiva, lei natural inscrita no coração do homem (cf. Rm 2,15), e ponto de referência normativo da mesma lei civil[813]. Quando por um trágico obscurecimento da consciência coletiva, o ceticismo chegasse a por em dúvida os princípios fundamentais da lei moral[814], o próprio ordenamento estatal e contrapostos seria abalado nos seus fundamentos, ficando reduzido a puro mecanismo de regulação pragmática dos diversos e contrapostos interesses[815].

398 A autoridade deve exarar leis justas, isto é, em conformidade com a dignidade da pessoa humana e com os ditames da reta razão: «A lei humana é tem valor de lei enquanto é conforme com a reta razão, e isso põe de manifesto que deriva da lei eterna. Quando, pelo contrário, uma lei se afasta da razão, se diz lei iníqua; neste caso, deixa de ser lei e se torna bem mais um ato de violência»[816]. A autoridade que comanda segundo razão coloca o cidadão em relação, não tanto de sujeição a um outro homem, mas antes de obediência à ordem moral e, portanto, a Deus mesmo que é a sua fonte última[817]. Quem nega obediência à autoridade que age segundo a ordem moral «opõe-se à ordem estabelecida por Deus» (Rm 13, 1-2)[818]. Analogamente a autoridade pública, que tem o seu fundamento na natureza humana e pertence à ordem preestabelecida por Deus[819], caso não se esforce por realizar o bem comum, desatende o seu fim próprio e por isso mesmo se deslegitima.


399 O cidadão não está obrigado em consciência a seguir as prescrições das autoridades civis se forem contrárias às exigências da ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho[820]. As leis injustas põem os homens moralmente retos frente a dramáticos problemas de consciência: quanto são chamados a colaborar em ações moralmente más, têm a obrigação de recusar-se[821]. Além de ser um dever moral, esta recusa é também um direito humano basilar que, precisamente porque tal, a própria lei civil deve reconhecer e proteger: « Quem recorre à objeção de consciência deve ser salvaguardado não apenas de sanções penais, mas ainda de qualquer dano no plano legal, disciplinar, econômico e profissional»[822].
É um grave dever de consciência não prestar colaboração, nem mesmo formal, àquelas práticas que, embora admitidas pela legislação civil, contrastam com a lei de Deus. Tal colaboração, com efeito, nunca pode ser justificada, nem invocando o respeito da liberdade alheia, nem se apoiando no fato de que a lei civil a prevê e exige. À responsabilidade moral pelos atos efetuados ninguém poderá jamais subtrair-se e sobre esta responsabilidade cada qual será julgado pelo próprio Deus (Rm 2, 6; 14, 12).


400 Reconhecer que o direito natural funda e limita o direito positivo significa admitir que é legítimo resistir à autoridade caso esta viole grave e repetidamente os princípios do direito natural. Santo Tomás de Aquino escreve que «se deve obedecer (...) na medida em que a ordem da justiça assim o exija»[823]. Portanto, o fundamento do direito de resistência é direito de natureza.
Diversas podem ser as manifestações concretas que a realização de tal direito pode assumir. Vários podem ser também os fins perseguidos. A resistência à autoridade visa reafirmar a validade de uma diferente visão das coisas, quer quando se procura obter uma mudança parcial, modificando por exemplo algumas leis, quer quando se pugna por uma mudança radical da situação.

401 A doutrina social indica os critérios para o exercício da resistência: «A resistência à opressão do poder político não recorrerá legitimamente às armas, salvo quando se ocorrerem conjuntamente as seguintes condições: 1. em caso de violações certas, graves e prolongadas dos direitos fundamentais; 2. depois de ter esgotado todos os outros recursos; 3. sem provocar desordens piores; 4. que haja uma esperança fundada de êxito; 5. se for impossível prever razoavelmente soluções melhores»[824]. A luta armada é contemplada como extremo remédio para pôr fim a uma «tirania evidente e prolongada que ofendesse gravemente os direitos fundamentais da pessoa humana e prejudicasse o bem comum do país»[825]. A gravidade dos perigos que o recurso à violência hoje comporta leva a considerar preferível o caminho da resistência passiva, «mais conforme aos princípios morais e não menos prometedor do êxito»[826].

sábado, 16 de outubro de 2010

Perguntas do amigo Everson 2

Everson de Oliveira em 15/10/2010
 
Crendo fidedignamente que as aparições de Nossa Senhora realmente aconteceram e os milagres existiram, tenho dúvidas porque elas não acontecem a algum tempo? 
Resposta:
A questão das aparições merece uma explicação mais profunda:
(Transcrevo trechos de artigo de Sidney Gozzani nesta primeira abordagem.)
 
A Igreja não exige fé divina em nenhuma revelação particular, ou aparições, que não aquelas contidas na Revelação, expressa pela Tradição e pelas Escrituras. Explico:
 
- Revelação Pública é a revelação sobrenatural que tem em vista o bem de todo o gênero humano, e que cessou com a morte do último apóstolo. A Revelação pública está contida na Bíblia e no depósito da Tradição Apostólica, e exige fé divina. A recusa ou negação de uma verdade revelada constitui heresia.
 
- Revelação Particular é a revelação sobrenatural destinada a um indivíduo ou a um grupo de pessoas em um determinado tempo e lugar, e não exige fé divina, mas somente humana. No entanto a Igreja aprova e recomenda a aceitação pelos fiéis das muitas aparições de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem, e dos Santos durante a história, como as aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria (1647-1690), de Nossa Senhora em Lourdes em 1858 e em Fátima em 1917, por exemplo. Muitas dessas aparições foram seguidas de milagres espetaculares.
 
Os católicos devem admitir a possibilidade de revelações particulares, mas não são obrigados a aceitar o fato de uma determinada revelação particular.

Deus opera milagres para que as pessoas creiam. Mas você vê que mesmo com um milagre espetacular como o de Fátima, há ainda os que o negam. Lembre-se da parábola do pobre Lázaro e do rico em Lc 16;20.  Para uma pessoa que foi batizada e recebe as graças provenientes do batismo, o pecado de não corresponder a essas graças é ainda maior do que negar o caráter sobrenatural do milagre de Fátima. E Deus não cessa de nos dá-las.

Como por exemplo os milagres de Nossa Senhora de Lourdes, que conta com uma comissão médica permanente há mais de um século atestando os milagres, que totalizam até hoje aproximadamente 7000 curas inexplicáveis pela medicina. 
Com o advento do novo milênio, muitas são as pessoas que dizem ter sido agraciadas com aparições de Santos, Anjos e especialmente da Virgem Maria.
        Os "videntes", portadores dessas mensagens, trazem aos demais fiéis católicos, mensagens de conversão, exortações à oração e algumas vezes, revelações particulares que não podem ser disseminadas ao público em geral...

      Diante de tais circunstâncias, o fiel católico pergunta: qual a posição da Igreja perante estas inúmeras aparições? Como devem se comportar os fiéis Católicos diante destas "revelações"?

Ressalve-se que, antes de endossar este culto, a Igreja observa os seguintes critérios:
 
      1. se a mensagem recebida está em harmonia com as verdades de fé, o credo e a moral católica;

     2. se os videntes gozam de boa saúde física ou mental;

     3. se há honestidade, humildade e amor cristão nos videntes e naqueles que propagam suas mensagens;

     4. quais são os benefícios que tais visões trazem ao meio católico, como conversões e curas. Pode ocorrer também que após vasta averiguação, a Igreja conclua que a manifestação de uma aparição e suas conseqüências sejam contrárias à doutrina e moral católica; neste caso a Igreja rejeita a manifestação da mesma e exorta seus fiéis a não propagar o acontecimento, como em Garabandel na Espanha, onde os bispos declararam espúrias as aparições de N. Senhora.

 Resumindo:
As aparições  continuam ocorrendo em todo o mundo, inclusive no Brasil, porém a Igreja, muito precavida, primeiro estuda todas as possibilidades para poder declará-las verdadeiras. E esse trabalho dura anos e anos de estudo.
Os milagres nunca pararam de acontecer.


Exemplo de notícia:


Vaticano investigará supostas aparições de Virgem Maria na Bósnia



Publicação: 18/03/2010 07:44 Atualização: 18/03/2010 08:00

  BBC Brasil.com
O Vaticano anunciou que enviará uma comissão para investigar alegações sobre aparições constantes da Virgem Maria na cidade de Medjugorje, na Bósnia-Herzegóvina.

A primeira aparição foi relatada por seis crianças, em junho de 1981. Desde então, tem havido relatos diários sobre supostas aparições da Virgem Maria, em alguma ocasiões usando roupa cinza com véu e, em outras, vestindo trajes dourados, coroada com estrelas e flutuando em uma nuvem.

Os moradores afirmam que ela fala croata, pronunciando as frases: "Eu vim porque há muitos devotos verdadeiros aqui. Eu desejo estar com vocês para converter e reconciliar o mundo todo."

Também foi dito que três raios de luz precedem suas aparições, durante as quais supostamente as vozes das pessoas que testemunham o evento não são ouvidas.

A Igreja Católica, no entanto, há muito questiona a credibilidade das aparições. A comissão irá se reportar à Congregação pela Doutrina da Fé, o principal corpo doutrinário do Vaticano.

Enquanto isso, a pequena cidade continua atraindo peregrinos. Estima-se que cerca de 30 milhões de pessoas visitaram a cidade desde a primeira suposta aparição do que os moradores normalmente chamam de "Nossa Senhora". 

sábado, 9 de outubro de 2010

Perguntas do amigo Everson

Everson de Oliveira em 07/10/2010
1º Qual seria a religião mais próxima e mais distante da Igreja Católica? Quero dizer a mais semelhante e a menos? 

2º Existe salvação fora do Cristianismo? 

3º É correto dizer que a volta de Jesus está próxima? O quanto?
 
Respostas:


Podemos dizer que a religião mais próxima é a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, pois apesar de estarem separadas desde o Grande Cisma do Oriente, em 1054, a Igreja Católica Apostólica Romana reconhece a validade de seus ministros, pois esses possuem sucessão apostólica, assim como os católicos romanos (além de possuirem muitas crenças em comum. As excomunhões foram retiradas pelas duas Igrejas em 1966. Somente recentemente o diálogo entre elas foi efetivamente retomado, a fim de tentar sanar o cisma.). Não tendo sido ordenados por verdadeiros ministros não se considera que existe ministério e que não há uma igreja verdadeira. Assim os protestantes não são reconhecidos como sucessores dos apóstolos.

A mais distante é toda aquela que não reconhece a Deus como Senhor e presta culto de idolatria, isto é, quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro, etc. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, imcompatível com a comunhão divina.
Objetivamente falando, as religiões não são equivalentes entre si; não são igualmente verídicas, nem são igualmente boas. Os católicos, a bom título, dizem que só há uma religião revelada por Deus: a que culmina em Jesus Cristo e se prolonga através dos séculos no Corpo de Cristo que é a Igreja confiada por Jesus a Pedro e seus sucessores.
É o que o Concílio do Vaticano II professa na Constituição Lumen Gentium número- 8, lê-se:

`Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos una, santa, católica e apostólica (12), e que o nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse (Jo 21, 17), encarregando-o, assim como aos demais Apóstolos, de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28, 18s), levantando-a para sempre como `coluna e esteio da verdade` (1 Tm 3, 15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de santificação e de verdade, elementos que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica`.
 
É fato que nem todos os homens chegam ao conhecimento do Evangelho tal como Jesus Cristo o pregou e continua a pregar na sua Igreja; não tem culpa disto. Todavia tem coração reto e sincero ao seguir uma filosofia religiosa diferente do Catolicismo: não duvidam de que estão professando a verdade e a ela devem obedecer, mesmo praticando a poligamia ou crendo que a reencarnação divide os homens em castas diferentes, que tem que sofrer (uns) ou ser inclementes (outros). A tais pessoas Deus não pedirá contas do que não tiver revelado ou do que tiverem ignorado sem culpa própria. Poderão salvar-se não pelo falso Credo que professam, mas pela boa fé ou sinceridade cândida com que o professam. E o que declara a Constituição Lumen Gentium nº 16:

`Aqueles que ignoram sem culpa o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus na sinceridade do coração, e se esforçam, sob a ação da graça, por cumprir na vida a sua vontade, conhecida através dos ditames da consciência, também esses podem alcançar a salvação eterna. Nem a Divina Providência nega os meios necessários para a salvação aqueles que, sem culpa, ainda não chegaram ao conhecimento explícito de Deus, mas procuram com a graça divina viver retamente. De fato, tudo o que neles há de bom e de verdadeiro, considera-o a Igreja como preparação evangélica e dom daquele que ilumina todo homem para que afinal venha a ter vida`.

Deve-se acrescentar que quem se salva fora da Igreja visível, salva-se por Cristo e pela Igreja Católica, mesmo que não conheça Cristo e a Igreja. Não há outro caminho de salvação senão Jesus Cristo e seu Corpo Místico.
Jesus nos disse que viria só para julgar os vivos e os mortos no juízo final, que ninguém sabe quando será. Devemos estar em constante expectativa e vigília Mt 25, 13, pois todos passarão pelo mesmo julgamento e a grande chance de salvação é passar pelas provações desta vida.