sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Como podemos tratar a "tara" dos pastores evangélicos pelo dinheiro (dízimo) dos seus fiéis?

Everson de Oliveira em 12/11/2010

É claro que Deus nos recompensa por todo o bem que fazemos. Mas o que pensam alguns protestantes, que Deus recompensa nossas esmolas e dízimo com riquezas, é falso. 

Quem desse esmolas para ficar rico, não teria dado nada: estaria praticando um negócio. 

Lembro-lhe a frase de Cristo descrevendo o fariseu que se orgulhava dizendo a Deus: "Pago o dízimo de tudo o que tenho" (Luc XVIII, 12). 
 
Alguns países conservam ainda hoje o costume de doar um décimo do salário para a Igreja.

O mandamento diz para pagar segundo o costume, porque a Igreja, como mãe, se preocupa com a miséria do povo. 
  
O mandamento da Igreja nos manda "pagar o dízimo segundo o costume". Ora, no Brasil, o costume sempre foi -- e com a permissão da Igreja -- cada um pagar o que pode, quando pode, como pode. 

Nunca foi obrigatório, pela lei da Igreja no Brasil, pagar a décima parte do que se ganha. A Igreja permitiu que isso fosse assim no Brasil, considerando a pobreza do povo católico. 

Cristo disse que veio apefeiçar a lei e não mudá-la (Mt V,) Ele disse exatamente isto: que mantendo a essência da lei, vinha não mudá-la, mas sim aprofundar, aperfeiçoar a mesma lei. 

Cristo não tratou diretamente do dízimo, mas apenas declarou que o operário é digno de sua paga. Por isso, o sacerdote também, como disse São Paulo, pode viver do altar. 

A lei do dízimo foi feita pela Igreja aplicando esses princípios enunciados por Cristo e por São Paulo, e já estabelecidos no Antigo Testamento. Dízimo quer dizer décima parte. A Igreja, porém, considerando maternalmente as dificuldades do povo, estabeleceu no seu quinto mandamento que se deve pagar o dízimo "segundo o costume".

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