domingo, 20 de março de 2011

Cresce movimento de retorno de Luteranos ao catolicismo

19.03.2011 - O movimento dos luteranos que atravessaram o Tibre [ndt.: que se tornaram católicos] foi uma das notícias religiosas mais subestimadas da década passada.
Richard John Neuhaus ex-luterano
 
O que primeiramente começou com luteranos proeminentes, como Richard John Neuhaus (1990) e Robert Wilken (1994), ingressando na Igreja Católica, tornou-se uma avalanche que poderá culminar num grande grupo de luteranos regressando coletivamente.

Em 2000, o ex-bispo luterano canadense Joseph Jacobson ingressou na Igreja.
Joseph Jacobson, ex-luterano
 
“Realmente nenhuma outra Igreja pode duplicar o que Jesus deu”, disse Jacobson ao Western Catholic Reporter em 2006.

Em 2003, Leonard Klein, um proeminente luterano e ex-editor do Lutheran Forum e da Forum Letter ingressou na Igreja. Hoje, tanto Jacobson quanto Klein são padres católicos.
Leonard Klein, ex-luterano
 
Ao longo dos últimos anos, um crescente número de teólogos luteranos se uniu à Igreja, alguns dos quais agora lecionam em faculdades e universidades católicas. Entre eles estão, não excluindo outros: Paul Quist (2005), Richard Ballard (2006), Paul Abbe (2006), Thomas McMichael, Mickey Mattox, David Fagerberg, Bruce Marshall, Reinhard Hutter, Philip Max Johnson, e mais recentemente, Dr. Michael Root (2010).
Dr. Michael Root, ex-luterano
 
“A Igreja Luterana tem sido meu lar espiritual e intelectual por quarenta anos”, escreveu o Dr. Root. “Mas nós não somos mestres de nossas convicções. Um risco do estudo ecumênico é que se pode considerar uma outra tradição tão convincente que se é levado a uma mudança de mente e de coração. Ao longo do último ano, tornou-se claro para mim, não sem resistência, que eu havia me tornado católico na mente e no coração de tal modo que não mais me era permitido apresentar-me como um teólogo luterano com honestidade e integridade. Esta mudança é menos uma matéria de decisão que de discernimento”.
Reinhard Hutter, ex-luterano
 
Diz-se que “ninguém se converte sozinho”, sugerindo que frequentemente o efeito de uma conversão ajuda a impulsionar outra. Isto é exemplificado pela história de Paul Quist. Ele descreve sua participação na conferência luterana “A Call to Faithfulness” no St. Olaf College em junho de 1990. Lá ele ouviu e conheceu Richard John Neuhaus, que havia comunicado sua própria conversão havia poucos meses.
Paul Quist, ex-luterano
 
“O que alguns luteranos estavam percebendo era que, sem as âncoras do Magistério da Igreja, o luteranismo iria desviar-se inapelavelmente de sua fonte confessional e bíblica”, escreveu Quist.

Muitos dos convertidos vieram da Sociedade da Santíssima Trindade, um mistério panluterano organizado em 1997 a fim de trabalhar para a renovação confessional e espiritual das igrejas luteranas.
David Fagerberg, ex-luterano
 
Agora, parece que um grupo luterano mais amplo se unirá à Igreja. O Padre Christopher Phillips, escrevendo no blogAnglo-Catholic, noticia que clérigos e leigos da Igreja Luterana Anglo-Católica (ALCC) ingressarão no Ordinariato americano a ser criado para aqueles anglicanos desejosos de entrar na Igreja.

         A Igreja Católica Anglo-luterana, (ALCC -- (em inglês) Anglo-Lutheran Catholic Church), anteriormente parte da Comunhão Luterana, é uma Igreja Católica Independente cuja origem e herança teológico-litúrgica remontam à Reforma Luterana e que busca a reunião com a Igreja Católica, através da Comunhão com a Sé de Pedro. A Igreja foi fundada em 1997 por antigos membros da Confissão Luterana de Missouri.
(A Igreja Luterana - Sínodo de Missouri, ILSM, (em inglês, Lutheran Church - Missouri Synod) é a segunda maior denominação luterana dos Estados Unidos.A Igreja contava, em 2004, com aproximadamente 2,6 milhões de membros batizados.) A organização da Igreja está baseada em Kansas City, Missouri.
Paróquias da ALCC
País Estado Cidade Paróquia Pároco
EUA Flórida Seffner Oratório de St. Wilfred Bispo Edward J. Steele
EUA Flórida Palm Harbor Capela de St. Philip Monsenhor Terence Belcher
EUA Geórgia Jonesboro Igreja Luterana Nossa Senhora de La Vang Bispo Tan Binh Phan Nguyen
EUA Geórgia Mableton Oratório de St. Paul Bispo Charles E. Klughart
EUA Geórgia Mableton Sociedade Sacerdotal do Bom Pastor (ALCC) Abade
EUA Indiana Indianápolis Capela de St. Andrew Pe. Rodger N. Middleton
EUA Iowa Pleasant Hills Igreja Luterana St. Paul Pe. Duku Ladu Gwongo
EUA Maryland Stevensville Pró-Catedral de Washington Arcebispo Jens Bargmann de Washington
EUA Michigan Garden City Capela St. Anthony Bispo David S. Moody
EUA Minnesota Burnsville Igreja Holy Trinity Monsenhor Thomas Stover O.S.A. e Pe. Paul Gustafson O.S.A.
EUA Minnesota Kasson Igreja St. Joseph Pe. Bernie L. Lattner III
EUA Missouri Kansas City Catedral St. Benedict of Africa Arcebispo Chaplen Luyimba Kweri, O.S.A de St. Benedict e toda África
EUA Missouri Kansas City Igreja St. Michael Arcebispo Metropolitano Irl A. Gladfelter
EUA Nova York Monticello Igreja Luterana Jesus Nosso Salvador Monsenhor Bernard A. Lopez
EUA Nova York Vernon Igreja Luterana St. Sophia Bispo Richard J. Stoecker, auxiliar de Middle Atlantic States and New England
EUA Carolina do Norte Newton Igreja St. Adrew Apostle Monsenhor Rick A. Reid
EUA Pensilvania Downingtown Capela Saint Ambrose at Ashbridge Bispo Raymond W. Copp
EUA Virgínia Marion Igreja Luterana St. Stephen Pe. Donald Seekens
Alemanha Berlim
Oratório de São Bonifácio Pe. Wanter Pehl 

Segundo o blog, a ALCC enviou uma carta ao Cardeal Walter Kasper, em 13 de maio de 2009, declarando que “deseja desfazer os erros do Padre Martinho Lutero e retornar à Una, Santa e Verdadeira Igreja Católica fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo através do Bem-Aventurado São Pedro”. A carta foi enviada à Congregação para a Doutrina da Fé.

Surpreendentemente, em outubro de 2010, a ALCC recebeu uma carta do secretário da CDF, informando-lhes que o arcebispo Dom Donald Wuerl havia sido nomeado delegado episcopal para auxiliar na implementação da Anglicanorum Coetibus. A ALCC respondeu que eles gostariam de ser incluídos na reunificação.

Veja as diferenças entre o catolicismo e Luteranismo.

A Igreja vem da reforma feita por Martinho Lutero no século XVI e tem sua doutrina firmada principalmente na Bíblia, se afastando da tradição católica original.

O luteranismo chegou em 1824 ao Brasil, trazido por imigrantes alemães para o Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e hoje conta com 410 paróquias dispersas por vários estados, divididas em duas correntes principais do luteranismo: a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

Calcula-se que no ano 2000 existam cerca de 1,2 milhão de membros, sendo quase 80% na região Sul do país.

O primeiro templo foi construído em 1829 em Campo Bom (RS), e pastores europeus chegaram depois de 1860.

A estrutura central da IECLB se constitui em: um Concílio – órgão máximo e soberano da Igreja - cuja tarefa é legislar e controlar; a Presidência e a Secretaria Geral. O Pastor Presidente é o guia espiritual da Igreja em nível nacional.

Acima de 15 mil líderes leigos participam oficialmente da vida das comunidades. Além desses, inúmeras pessoas atuam em comissões, grupos de trabalho e estudo, departamentos, instituições e setores.

A Igreja Luterana reconhece dois sacramentos: o batismo e a eucaristia. A Igreja Luterana manteve o batismo de crianças (e mantém um programa de acompanhamento da educação das crianças num modo de vida cristão), diferindo das Igrejas da reforma que adotaram o batismo só de adultos.

A visão luterana da eucaristia fica a meio caminho entre a visão católica e a dos outros protestantes, não aceita o fato de que o pão e vinho realmente se transformam no corpo e sangue de Jesus, mas também não aceita a visão de que são meramente simbólicos. Lutero afirmava que, embora sejam na realidade pão e vinho, o corpo e sangue de Jesus estão presentes neles, concedendo ao receptor o perdão dos pecados.

O serviço religioso luterano se aproxima muito do católico, inclusive na decoração das igrejas (exceto pela ausência de imagens de santos e de Maria), e tem como ponto principal a palavra de Deus, o sermão. Desde a reforma, Lutero se preocupou em tornar o serviço acessível a todos, na língua do povo, tanto o serviço como os cânticos. O calendário religioso também é bastante parecido com o católico, bem como a seqüência do serviço religioso.

A Igreja Luterana tem um ponto em que difere de todas as outras: empregam sacerdotes mulheres em vários países do mundo,desde 1920.

O ministro luterano não está para o leigo como seu correspondente católico. Considera-se que mediante o batismo e a fé, todo cristão se torna seu próprio sacerdote, não precisando de intermediários para seu contato com Deus. O clérigo ordenado tem por função pregar o evangelho e ministrar os sacramentos.

Fonte: National Catholic Register  e  http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

sábado, 19 de março de 2011

Corte européia decide que crucifixos permanecerão nas escolas públicas, na Itália.

19.03.2011 - A Corte Européia de Direitos humanos com sede em Estrasburgo decidiu hoje, em uma sentença inapelável, que os crucifixos podem permanecer nas escolas públicas.
 Esta sentença foi promulgada logo depois da posição favorável aos crucifixos na Itália e na Áustria, após sentenças da Corte Suprema de Cassação, no primeiro caso, e da Corte Constitucional, no segundo.
 Com a resolução de hoje a Corte Européia estabelece que “não existe violação do artigo 2 do protocolo N° 1 (direito à educação) da Convenção Européia de Direitos humanos”.

Este artigo se refere à obrigação do estado, “no exercício de suas funções em relação à educação, a respeitar o direito dos pais de educar os seus filhos de acordo às suas convicções religiosas e filosóficas”.

A sentença da Corte indica que “embora o crucifixo seja acima de tudo um símbolo religioso, não há evidencia para a Corte de que sua exposição em uma parede de uma sala de aula influencie os alunos”.
“Além disso -diz a resolução- embora se compreenda que a demandante tenha visto que esta exposição do crucifixo nas salas de aula à que assistiam suas filhas como uma falta de respeito do Estado a seu direito de educar conforme suas próprias convicções filosóficas, sua percepção subjetiva não foi suficiente para estabelecer uma violação do artigo 2 do protocolo 1″.

A sentença também recorda que o governo italiano explicou em sua apelação que “a presença dos crucifixos nas escolas públicas corresponde a uma tradição que consideram importante perpetuar”.
Do mesmo modo, as autoridades da Itália ressaltaram que o crucifixo não é apenas um símbolo religioso mas “representa os princípios e valores que formaram os alicerces da democracia e da civilização ocidental, e que sua presença nas classes é justificável a este respeito”.

A Corte Européia de Direitos humanos aceitou a apelação apresentada pelo governo da Itália no 28 de janeiro de 2010, logo depois de que em novembro de 2009 decidira que os crucifixos não deviam estar nas salas de aula das escolas.

A resolução de novembro de 2009 dava razão a uma mãe de família de duas alunas que alegava que os crucifixos “não correspondiam” à forma que suas filhas deveriam ser educadas.

Diante desta decisão, o governo da Itália defendeu a presença dos crucifixos nas salas de aula dos colégios públicos, como um símbolo que representa as raízes cristãs do país.

Vaticano reage com satisfação a decisão.

O Vaticano acolheu com “satisfação” a sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que a presença de crucifixos nas escolas públicas italianas não viola o direito à educação nem a liberdade de pensamento e religião.
“A sentença do Tribunal Europeu é amparada com satisfação pela Santa Sé. Trata-se de uma sentença muito trabalhada e que faz história”, declarou o porta-voz vaticano, Federico Lombardi.

Lombardi acrescentou que o Grande Júri do Tribunal Europeu de Direitos Humanos “derrubou todos os perfis” da sentença de primeiro grau, recorrida pela Itália, com o apoio de vários estados europeus e muitas ONGs, “no que foi expressão do amplo sentir da população”.

O porta-voz da Santa Sé acrescentou que a sentença reconhece um alto nível jurídico e internacional que a cultura dos direitos do homem “não deve ser posta em contradição com os fundamentos religiosos da civilização europeia, à qual o Cristianismo deu uma contribuição essencial”.

“Reconhece-se que, seguindo o princípio de subsidiariedade, é necessário garantir a todos os países uma margem de atuação sobre o valor dos símbolos religiosos de suas próprias culturas e identidades nacionais, assim como o local de sua exposição”, acrescentou Lombardi.

O Tribunal diz que a exposição do crucifixo “não é um doutrinamento, mas a expressão da identidade cultural e religiosa dos países de tradição cristã”, ressaltou o porta-voz da Santa Sé.

“O Vaticano dá também as boas-vindas à sentença do Grande Júri porque contribui eficazmente para restabelecer a confiança no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para uma grande parte dos europeus”, acrescentou seu porta-voz.

O Vaticano sempre considerou que o crucifixo é um sinal “de oferecimento do amor de Deus e de união e amparo para toda a humanidade, e jamais um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade”, acrescentou.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

domingo, 13 de março de 2011

CURIOSIDADES SOBRE OS PAPAS


OS PAPAS - ALGUNS DADOS INTERESSANTES:

1. NACIONALIDADE  DOS  PAPAS                
Sírios    6
Alemães   6
Africanos   3
Espanhois  3
Dálmatas    2 (iuguslavos)
Português  1
Palestino    1
Ingles   1
Holandes 1
Polonês 1
Total  265

2. Duração dos Pontificados - Os mais longos              
Pio IX                 32 anos
Leão XIII             25 anos
Pio VI                  24
Adriano I             23
Pio VII                 23
Alexandre II         22
Clemente IX       21
 Urbano VIII         21
 S. Silvestre        21
 S. Leão I (Magno)  21
 S. Leão III              21
Pascoal II               19  
Pio XII                     19
Inocêncio II             18
João XXII                18
Bento XIV               18
Pio XI                     17

Os mais curtos
Estevão             3 dias
Bonifácio VI      10 
Urbano VII         15  
Marcelo II          20 
Teodoro II         20  
Celestino IV      20  
Dâmaso II        20 dias
Pio XIII              26  
Leão XI             26  
Adriano V         28 
João Paulo I      33  
Gregório VIII       57  
Inocêncio IX       62 
Vitor III               113
  
3. Número de papas por séculos
Século                         Número de papas
I                                               5
II                                              10
III                                             14
IV                                            10
V                                             12
VI                                            13
VII                                           20
VIII                                           13
IX                                             20
X                                             23
XI                                             21
XII                                            16
XIII                                           17
XIV                                          10
XV                                           11
XVI                                          17
XVII                                          11
XVIII                                         8
XIX                                           6
XX                                            8

4.    Papas que renunciaram
 - Ponciano, em 235
- Celestino V, em 1294
- Gregório XII, 1415 (havia sido deposto pelo Concílio de Pisa, depois renunciou    espontaneamente).

5.   Papas que foram depostos
- Silvério, em 537
- João X, em 928
- João XI, em 935
- João XII, em 963
 - Bento V, em 964
 - Leão VIII, em 964
 - Gregório XII, deposto ilegalmente pelo Concílio de Pisa em 1409, abdicou em 1415.
- Bento IX, deposto três vezes, em 1044, 1045 e em 1047.

 6. Papas irmãos
 S. Paulo I , sucedeu em 757 ao seu irmãoS. Estevão II (III).
 João XIX, secedeu em 1024 ao seu irmão Bento VIII.                   

7. Papas que reinaram várias vezes
- Bonifácio VII (antipapa), foi eleito a primeira vez em 974 e novamente eleito em 978.
- Bento IX (1032 - 1044), foi reeleito depois de ter sido deposto (1045), mais tarde foi novamente deposto e novamente reeleito (1047 - 1048).


CURIOSIDADES SOBRE OS PAPAS
Primeiro papa mártir e primeiro que a Igreja reconheceu como santo: apóstolo Pedro (+ c.64).

Primeiro de onze papas gregos: Evaristo (c. 100-109). O último dos papas gregos: Zacarias (741-752).

Primeiro papa a atuar como único bispo de Roma: Pio I (c. 142 - c. 155). (Antes de Pio I, a forma de governo na Igreja romana era colegial, não monoepiscopal).

Primeiro de seis papas sírios: Aniceto (c. 155- c. 166). O último dos papas sírios: Gregório III (731-741).

Primeiro de dois, talvez três, papas africanos: Vítor I (189-198); o terceiro (ou segundo) foi Gelásio I (492-496). (Melquíades, 311-314, talvez fosse africano). Vítor I foi também o primeiro papa a fazer valer sua autoridade além de sua diocese, ao exigir que determinadas igrejas seguissem a prática romana de celebrar a Páscoa no domingo depois da Páscoa judaica, em vez de no dia 14 de Nisan.

Primeiro papa a abdicar (depois de preso e deportado): Ponciano (230-235). Último papa a abdicar, ou renunciar, não foi Celestino V (1294), mas Gregório XII, em 1415. Outros papas que abdicaram, ou renunciaram, incluem Silvério em 537, João XVIII em 1009, e Bento IX em 1045 (reintegrado em 1047).

Primeiro papa a usar como residência papal o Palácio de Latrão (que lhe foi dado pelo imperador Constantino): Melquíades (311-314).

Primeiro papa não incluído entre os santos (sob pressão imperial, havia aprovado a excomunhão de S. Atanásio durante a controvérsia ariana): Libério (352-366).

Primeiro papa a publicar decretais no estilo de editos imperiais: Sirício (384-399).

Primeiro (e único) papa a suceder ao pai como papa: Inocêncio I (401-417). Seu pai foi Anastácio I (399-401). Ambos foram reconhecidos como santos. (Hormisdas [514-523]) também teve um filho que se tornou papa, mas não como seu sucessor imediato: Silvério [536-537]. Ambos são reverenciados como santos.)

Primeiro de dois papas a ser chamado "Magno" e também o primeiro papa a reivindicar com eficiência jurisdição sobre a Igreja universal, do Oriente e do Ocidente: Leão I (440-461). O outro papa chamado "Magno" foi Gregório I (590-604).

Primeiro papa a ser chamado vigário de Cristo: Gelásio I (492-496).

Primeiro papa a conceder o pálio (símbolo da autoridade pastoral) a um bispo fora da Itália: Símaco (498-514).

Primeiro papa a sair da Itália para ir ao Oriente (Constantinopla): João I (523-526).

Primeiro papa de origem germânica (embora nascido em Roma): Bonifácio II (530-532). Mais tarde haveria cinco papas naturais da Alemanha, sendo o primeiro Gregório V (996-999) e o último, Vítor II (1055-1057).

Primeiro papa a adotar um nome diferente ao ser eleito papa (seu nome original era o de um deus pagão, Mercúrio): João II (533-535). O último papa a adotar o próprio nome foi Marcelo II (1555).

Primeiro papa a ser excomungado (por um sínodo de bispos africanos, devido a sua indecisão quanto ao ensinamento do Concílio de Calcedônia [451]): Vigílio (537-555).

Primeiro papa a ser consagrado com a aprovação do imperador bizantino (exigida para validade, depois da conquista bizantina da Itália): Pelágio I (556-561). (Pelágio I foi também o primeiro e único papa a ser nomeado papa por ação imperial, sem eleição prévia). Gregório III (731-741) foi o último papa a buscar aprovação imperial para sua consagração.

Primeiro papa (entre vários) a ter sido monge: Gregório Magno (590-604).

Primeiro (e único) papa a ser excomungado por um concílio ecumênico (o Terceiro Concílio de Constantinopla em 680, por sua adesão involuntária à heresia do monotelismo): Honório I (625-638).

Último papa a ser reconhecido como mártir: Martinho I (649-654).

Primeiro (e único) papa a ratificar a condenação de um antecessor (Honório I [625-638] por um concílio ecumênico (Constantinopla III, em 680): Leão II (682-683).

Primeiro papa eleito cujo nome não consta da lista oficial de papas, porque morreu antes de ser consagrado bispo de Roma: Estevão II (752).

Primeiro papa a governar os Estados pontifícios: Estevão II (III) (752-757).

Primeiro papa a suceder ao irmão (Estevão II [III]): Paulo I (757-767). O outro foi João XIX (1024-1032), irmão mais novo de Bento VIII (1012-1024).

Primeiro papa assassinado: João VIII (872-882). Outros papas que morreram assassinados: talvez Adriano III (884-885), Estevão VI [VII] (896-897), Leão V (903), João X (914-928), talvez Sérgio IV (1009-1012), Bento VI (973-974), e talvez Urbano VI (1378-1389). Dois outros papas morreram depois de receber tratamento brutal na prisão: Estevão VIII [IX] 939-942) e João XIV (983-984).

Primeiro (e único) papa a prestar obediência a um imperador ocidental: Leão III (795-816).

Primeiro papa a ungir um imperador: Estevão IV (V) (816-817).

Primeiro bispo de outra diocese a ser eleito bispo de Roma e, portanto, papa - infringindo o cânon 15 do Primeiro Concílio de Nicéia (352): Marino I (882-884).

Primeiro (e único) papa cujo corpo foi exumado e julgado (o "Sínodo do Cadáver") por um de seus sucessores (Estevão VI [VII]) sob a alegação de diversas ofensas, inclusive Ter aceito a eleição para bispo de Roma, quando já era bispo de outra diocese: Folrmolso (891-896).

Primeiro (e único) papa eleito depois de ter sido despojado do subdiaconato e do sacerdócio por imoralidade: Bonifácio VI (896). (Morreu quinze dias após a eleição que, em primeiro lugar, foi duvidosa).

Primeiro papa a ser deposto sem ser por iniciativa imperial: Estevão VI (VII) (896-897), o papa que presidiu o chamado Sínodo do Cadáver, que julgou o falecido papa Formoso culpado de diversas ofensas. Primeiro papa a ser deposto por um sínodo romano (e depois reintegrado) foi João XII (963 e 964, respectivamente).

Primeiro (e único) papa que ordenou o assassinato do antecessor (Leão V): Sérgio III (904-911).

Primeiro (e único) filho ilegítimo de um papa a também ser eleito papa: João XI (931-935-936). Seu pai foi Sérgio III (904-911).

Primeiro (e único) papa eleito ainda adolescente: João XII (955-964), eleito aos 18 anos. Foi também o segundo papa a mudar o nome (Otaviano) ao ser eleito.

Primeiro leigo eleito papa (embora a legitimidade de sua eleição tenha sido assunto debate canônico): Leão VIII (963-965. Três leigos (cujas eleições não foram duvidosas) foram eleitos papa sucessivamente no século seguinte: Bento VIII (1012-1024), João XIX (1024-1032) e Bento IX (1032-1044; 1045; 1047-1048).

Primeiro de dois papas eleitos que se chamavam Pedro e, por respeito ao santo apóstolo, mudaram o nome papal: João XIV (983-984). O outro foi Sérgio IV (1009-1012).

Primeiro papa a canonizar formalmente um santo (Ulrico de Augsburgo, em 993): João XV (985-996).

Primeiro de cinco papas alemães: Gregório V (996-999). O último papa alemão foi Vítor II (1055-1057).

Primeiro de dezesseis papas franceses: Silvestre II (999-1003). O último dos papas franceses foi Gregório XI (1371-1378).

Apenas cinco dos 123 papas do segundo milênio foram canonizados. O primeiro foi Leão IX (1049-1054) e o último, Pio X (1903-1914). Os outros três foram: Gregório VII (1073-1085), Celestino V (1294) e Pio V (1566-1572).

Primeiro (e único) papa que serviu em três períodos distintos: Bento IX (1032-1044; 1045; 1047-1048).

Primeiro papa claramente legítimo a conservar a diocese anterior, como bispo de Roma: Clemente II (1046-1047), que conservou a diocese de Bamberg. Os três papas alemães que o sucederam fizeram o mesmo: Câmaso II (1048) reteve a sé de Brixen; Leão IX (1049-1054) reteve a sé de Toul; e Víto II (1055-1057) reteve a sé de Eichstätt. Assim também Nicolau II (1058-1061) continuou bispo de Florença. Estevão IX [X] (1057-1058) continuou abade de Monte Cassino depois de eleito papa. Urbano III (1185-1187) reteve a arquidiocese de Milão para impedir que as rendas passassem para os cofres imperiais, e Bento XIII (1724-1730) reteve a diocese de Benevento, tendo sido o último papa a ter duas dioceses simultaneamente - prática condenada, conhecido como pluralismo. (Silvestre III reteve a diocese de Sabina, em 1045, mas pode ter sido antipapa).

Primeiro papa a restringir a eleição papal ao Colégio de Cardeais: Nicolau II, em 1059. Em 1179, no Terceiro Concílio de Latrão, Alexandre III decretou que era necessária a maioria de dois terços para a eleição. (Em 1945, Pio XII alterou para dois terços mais um. Em 1996, João Paulo II voltou essa regra para dois terços e também decretou que só a maioria absoluta é necessária depois de 33 sufrágios inconclusivos). Gregório X (1272-1276) decretou que a eleição papal deve se realizar dentro de dez dias após a morte do papa, na cidade onde ele morreu e sem que os cardeais-eleitores tenham contato com o mundo exterior. Gregório XV (1621-1623) decretou que tais eleições devem se realizar por sufrágio secreto.

Primeiro papa a reivindicar autoridade temporal além da espiritual, sobre todo o mundo cristão, e também primeiro papa a exigir que os arcebispos metropolitanos fossem a Roma para receber o pálio: Gregório VII (1073-1085). Inocêncio III (1198-1216) foi o primeiro papa a proclamar essa autoridade sobre o mundo todo.

Primeiro papa a ser beatificado sem se canonizado subseqüentemente: Vítor III (1086-1987). O último até agora foi Inocêncio XI (1676-1689).

Papa que fundou a Cúria Romana (1089) e primeiro papa a formar uma cruzada para libertar Jerusalém dos muçulmanos: Urbano II (1088-1099).

Primeiro papa cisterciense: Eugênio III (1145-1153).

Primeiro (e único) papa inglês: Adriano IV (1154-1159).

Primeiro de muitos papas que eram advogados: Alexandre III (1159-1181).

Primeiro papa a estabelecer procedimentos para a Inquisição proceder à supressão e ao castigo de hereges: Lúcio III (1181-1185). Gregório IX (1227-1241) estabeleceu a Inquisição papal sob a direção dos dominicanos, e Paulo III (1534-1549) estabeleceu a Congregação da Inquisição Romana (Santo Ofício).

 Primeiro papa a ser eleito por um conclave formado por menos de dez cardeais: Celestino IV (1241). (Em 1261, quando Urbano IV foi eleito, restavam apenas oito cardeais no colégio).
Primeiro papa dominicano e primeiro papa a adotar a batina branca (O HÁBITO DOMINICANO) como indumentária papal usual: Inocêncio V (1276). O costume da batina papal branca foi adotado definitivamente depois do pontificado de outro dominicano, S. Pio V (1566-1576). (Quando foi eleito papa, em 1362, Urbano V conservou o hábito preto beneditino).

Primeiro (e único) papa português e único médico papa: João XXI (1276-1277).

Primeiro papa a residir no Palácio do Vaticano: Nicolau III (1277-1280).

Primeiro papa franciscano: Nicolau IV (1288-1292).

Primeiro (e único) ermita eleito papa: Celestino V (1294)

Primeiro papa a proclamar um Ano Santo (1300): Bonifácio VIII (1295-1303).

Primeiro dos papas de Avignon: Clemente V (1305-1314). O último foi Gregório XI (1371-1378).

Último papa eleito sem ser cardeal: Urbano VI (1378-1389).

Primeiro papa renascentista: Nicolau V (1447-1455).

Primeiro de dois papas espanhóis: Calisto III (1455-1458). O segundo foi o infame Alexandre VI (1492-1503).

O papa que construiu a capela Sistina e criou os arquivos do Vaticano: Sisto IV (1471-1484).

Primeiro papa a encomendar projetos para a reconstrução da Basílica de São Pedro : Júlio II (1503-1513).

Primeiro papa da Reforma, que excomungou Martinho Lutero em 1521: Leão X (1513-1521).

Primeiro (e único) holandês eleito papa e último papa não-italiano antes de João Paulo II, em 1978: Adriano VI (1522-1523).

Último papa a manter o nome de batismo depois de eleito: Marcelo II (1555).

Papa que criou o Índex de Livros Proibidos, em 1557: Paulo IV (1555-1559).

Papa que transformou o calendário juliano no calendário gregoriano: Gregório XIII (1572-1585).

Papa que consagrou a nova Basílica de São Pedro e o primeiro a usar o Castel Gandolfo como residência de verão: Urbano VIII (1623-1644).

Primeiro (e único) papa a suprimir uma importante ordem religiosa, a Companhia de Jesus, em 1773: Clemente XIV (1769-1774). (Os jesuítas foram reintegrados, em 1814, por Pio VII).

Primeiro (e único) monge camaldulense eleito papa e o último papa eleito que ainda não era bispo: Gregório XVI (1831-1846).

Primeiro papa a tentar reconciliar a Igreja com a cultura moderna: Leão XIII (1878-1903).

Primeiro papa a usar o rádio para uma comunicação pastoral: Pio XI (1922-1939).

Primeiro papa a usar a televisão como meio de comunicação pastoral: Pio XII (1939-1958).

Primeiro papa a viajar de avião e visitar países distantes milhares de quilômetros de Roma: Paulo VI (1963-1978).

Primeiro papa a adotar nome duplo e, em mais de mil anos, abrir mão do rito da coroação: João Paulo I (1978).

Primeiro papa eslavo (polonês) e primeiro não-italiano desde Adriano VI (1522-1523): João Paulo II (1978-).

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Bento XVI enfrenta cinco questões disputadas em seu novo livro

Apresentação do cardeal Marc Ouellet

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 11 de março de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI, ao apresentar uma interpretação da Sagrada Escritura que harmoniza análise histórica e fé, em seu livro "Jesus de Nazaré, Da entrada em Jerusalém até à Ressurreição" (Principia Editora), esclarece cinco "questões disputadas" sobre a vida de Cristo que ainda hoje provocam intensos debates entre teólogos e a própria opinião pública.

Foi o que explicou na tarde dessa quinta-feira o cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos e relator do Sínodo sobre a Palavra de Deus (2008), ao apresentar a obra na Sala de Imprensa da Santa Sé.

O purpurado canadense reconheceu que, ao esclarecer essas questões disputadas, esta obra, que leva a firma de Joseph Ratzinger - Bento XVI, "terá um efeito libertador para estimular o amor pela Sagrada Escritura".

Fundamento histórico

A primeira questão é o fundamento histórico do cristianismo. "Dado que o cristianismo é a religião do Verbo encarnado na história, para a Igreja é indispensável ater-se aos fatos e aos acontecimentos reais, precisamente porque eles contêm 'mistérios' que a teologia deve aprofundar, utilizando chaves de interpretação que pertencem ao domínio da fé".

"Desta perspectiva, compreende-se o interesse do Papa pela exegese histórico-crítica, que ele conhece bem, e da qual tira o melhor, para aprofundar nos acontecimentos da Última Ceia, no significado da oração no Getsemani, na cronologia da paixão e, em particular, nas marcas históricas da Ressurreição".

Jesus, um revolucionário?

A segunda questão afeta o messianismo de Jesus. "Alguns exegetas modernos fizeram de Jesus um revolucionário, um professor de moral, um profeta escatológico, um rabino idealista, um louco de Deus, um messias em certo sentido à imagem de seu intérprete, influenciado pelas ideologias dominantes".

"A exposição de Bento XVI sobre este ponde está difundida e bem enraizada na tradição judaica", afirmou. "Jesus declara diante do Sinédrio que é o Messias, esclarecendo a natureza exclusivamente religiosa do próprio messianismo. Por esse motivo, é condenado por blasfemo, pois se identificou com o Filho do Homem que vem sobre as nuvens do céu".

O Papa sublinha que o objetivo do messianismo de Jesus é "instaurar o novo culto, a adoração em Espírito e Verdade, que envolve toda a existência pessoal e comunitária, como uma entrega de amor pela glorificação de Deus na carne", indicou o prefeito da Congregação para os Bispos.

Expiação dos pecados

O terceiro debate esclarecido pelo Santo Padre afeta a "redenção e o lugar que nela deve ocupar a expiação dos pecados. O Papa enfrenta as objeções modernas a esta doutrina tradicional. Um Deus que exige um expiação infinita não é acaso um Deus cruel, cuja imagem é incompatível com nossa concepção de um Deus misericordioso?"

Para responder a essa pergunta, Ratzinger "demonstra como a misericórdia e a justiça se dão as mãos no contexto da Aliança querida por Deus. Um Deus que perdoa tudo sem se preocupar com a resposta que sua criatura tem de dar estaria tomando a sério a Aliança e sobretudo o horrível mal que envenena a história do mundo?"

Essas perguntas convidam "à reflexão e em primeiro lugar à conversão". "Não é possível ter uma visão clara destas questões últimas permanecendo neutros ou se mantendo à distância. É necessário implicar a própria liberdade para descobrir o sentido profundo da Aliança, que justamente implica o compromisso da liberdade de cada pessoa".

A conclusão de Bento XVI é que "o mistério da expiação não deve ser sacrificado por nenhum racionalismo prepotente".

Sacerdócio de Cristo

Outra questão candente é a do sacerdócio de Cristo. "Segundo as categorias eclesiais de hoje, Jesus era um leigo revestido de uma vocação profética. Não pertencia à aristocracia do Templo e vivia à margem desta instituição fundamental para o povo de Israel. Este fato levou muitos a considerar a figura de Cristo como totalmente alheia e sem nenhuma relação com o sacerdócio. Bento XVI corrige esta interpretação, apoiando-se firmemente na Carta aos Hebreus, que fala amplamente do sacerdócio de Cristo".

"O Papa responde às objeções históricas e críticas mostrando a coerência do sacerdócio novo de Jesus com o culto novo que veio a estabelecer na terra, obedecendo a vontade do Pai. O comentário da oração sacerdotal de Jesus é de uma grande profundidade e leva o leitor a horizontes que nunca pudera imaginar. A instituição da Eucaristia aparece neste contexto, com uma beleza luminosa que se reflete na vida da Igreja como seu fundamento e manancial perene de paz e alegria".

Ressurreição

A última questão mencionada pelo cardeal Ouellet é a ressurreição. Bento XVI afirma que "a fé cristã tem sentido ou desfalece em virtude da verdade do testemunho segundo o qual Cristo ressuscitou dentre os mortos".

"O Papa lança-se contra elucubrações exegéticas que declaram como compatíveis o anúncio da ressurreição de Cristo e a permanência de seu cadáver no sepulcro - explica Oullet -. Exclui estas absurdas teorias observando que o sepulcro vazio, se bem que não seja uma prova da ressurreição, da qual ninguém foi testemunha, fica como um sinal, um pressuposto, uma marca deixada na história por um acontecimento transcendente".

A importância histórica da ressurreição se manifesta no testemunho das primeiras comunidades, que deram vida à tradição do domingo como sinal de identificação e pertença ao Senhor.

"Se se considera a importância que o sábado tem na tradição veterotestamentária, baseada no relato da criação e no Decálogo, torna-se evidente que só um acontecimento com uma força surpreendente poderia evocar a renúncia do sábado e sua substituição pelo primeiro dia da semana", escreve o Papa.

Por isso, faz esta confissão: "Para mim, a celebração do Dia do Senhor, que distingue a comunidade cristã desde o início, é uma das provas mais fortes de que aconteceu uma coisa extraordinária nesse dia: a descoberta do sepulcro vazio e o encontro com o Senhor ressuscitado".
 
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Papa Bento XVI: Lutar contra o pecado e salvar o pecador

13.03.2011 - Perante o mal moral, a atitude de Deus é aquela de opor-se ao pecado e salvar o pecador.

Falando antes da oração mariana do Angelus deste Domingo com os milhares de pessoas congregadas na Praça de S. Pedro, Bento XVI dedicou a sua reflexão ao pecado, que representa a escravidão mais grave e mais profunda, embora a seu ver o sentido do pecado se adquira somente redescobrindo o sentido de Deus.
Perante as perguntas, porque a Quaresma? Porque a cruz? Disse o Papa: a resposta em termos radicais é esta: porque existe o mal, ou melhor o pecado, que segundo as Escrituras é a causa mais profunda de todo o mal.

Bento XVI recordou depois que a palavra pecado não é aceite por muitos, porque pressupõe uma visão religiosa do mundo e do homem. Se se elimina Deus do horizonte do mundo – acrescentou o Papa - não se pode falar de pecado. Como quando se esconde o sol, desaparecem as sombras; a sombra aparece somente se há sol; assim a eclipse de Deus tem como consequência necessariamente a eclipse do pecado.

Portanto o sentido do pecado – que é algo diferente do sentimento de culpa, como o entende a psicologia - adquire-se redescobrindo o sentido de Deus.

Prosseguindo a sua reflexão, Bento XVI recordou que perante o mal moral, a atitude de Deus é aquela de opor-se ao pecado e salvar o pecador.

“Deus não tolera o mal, porque é Amor, Justiça, Fidelidade; e precisamente por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva”

Segundo o Papa, Deus está determinado a libertar os seus filhos da escravidão, para os conduzir á liberdade. E a escravidão mais grave e mais profunda é precisamente aquela do pecado. Por isso Deus enviou o Seu Filho ao mundo: para libertar os homens do domínio de Satanás, origem e causa de todos os pecados.

E também para entrar no tempo litúrgico da Quaresma, disse o Papa aos milhares de pessoas congregadas na Parca de S. Pedro não obstante a chuva, significa cada vez colocar-se com Cristo contra o pecado, enfrentar - singularmente e como Igreja – o combate espiritual contra o espírito do mal.

-Depois da recitação do Angelus o Papa referiu-se ás imagens do trágico terramoto e do consequente tsunami no Japão que, disse, nos deixaram fortemente impressionados.

Desejo renovar a minha proximidade espiritual ás queridas populações daquele país que, com dignidade e coragem estão a enfrentar as consequências de tais calamidades.

Rezo pelas vitimas e pelos seus familiares, e por todos aqueles que sofrem por causa destes tremendos eventos. Encorajo todos aqueles que com louvável prontidão, se estão a empenhar para levar ajuda.
Permaneçamos unidos na oração. O Senhor está ao nosso lado!

A concluir o Papa pediu uma recordação especial na oração para si e para os seus colaboradores da Cúria Romana que esta tarde iniciarão a semana de Exercícios Espirituais.

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que são as seitas protestantes?

O protestantismo negando tanto a Tradição quanto o Magistério sofre desde os seus primórdios uma desintegração doutrinária assombrosa. Onde Cristo fundou a Igreja Católica sobre a Rocha, Lutero e Cia fundaram a igreja Evangélica sobre a areia movediça da sola scriptura e do livre exame. E logo nas primeiras ventanias, pôs-se a casa dos reformadores a desabar fragorosamente: tábuas lançadas aqui e ali, telha lá e acolá, junturas e cacos em todas as direções.

Vejamos como no princípio deste século, o Reverendíssimo Pe. Leonel Franca já chamava a atenção para este fato, descrevendo lucidamente o processo de desagregação doutrinária do protestantismo, baseado no método da sola scriptura e do livre exame: "Na nova seita (protestantismo) não há autoridade, não há unidade, não há magistério de fé. Cada sectário recebe um livro que o livreiro lhe diz ser inspirado e ele devotamente o crê sem o poder demonstrar; lê-o, entende-o como pode, enuncia um símbolo, formula uma moral e a toda esta mais ou menos indigesta elaboração individual chama cristianismo evangélico. O vizinho repete na mesma ordem as mesmas operações e chega a conclusões dogmáticas e morais diametralmente opostas. Não importa; são irmãos, são protestantes evangélicos, são cristãos, partiram ambos da Bíblia, ambos forjaram com o mesmo esforço o seu cristianismo" ( In I.R.C. Pg. 212 , 7ª ed.).

Vejamos alguns exemplos práticos: um fiel evangélico quer mudar de seita? Precisa-se rebatizar? Umas igrejas dizem sim, outras não. Umas admitem o batismo de crianças, outras só de adultos, umas admitem a aspersão, infusão e imersão. Aquela outra só imersão, e mesmo há grupelho que só admite batismo em água corrente e sem cloro! Aqui e ali as fórmulas de batismo são tão variadas como as cores do arco-íris. Quer o sincero evangélico participar da Santa Ceia? Há seitas que consideram o pão apenas pão (pentecostais) outras que o pão é realmente o corpo de Cristo (Luteranos, Episcopais e outros). Uns a praticam com pão ázimo, outras com pão comum, aqui com vinho, lá com vinho e água, acolá com suco de uva. A Santa Ceia pode ser praticada diariamente, mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou não ser praticada nunca. Trata-se de ministérios ordenados? Esta seita constitui Bispos, presbíteros e diáconos. Àquela só presbíteros e pastores, alí pastores e anciãos, lá Bispos e anciãos, acolá presbíteros e diáconos, outras não admitem ministro nenhum. Umas igrejas ordenam mulheres, outras não. E por aí, atiram os evangélicos em todas as solfas quando o assunto é ministério ordenado.

Após a morte, o que espera o cristão? Pode um crente questionar seu pastor sobre isto? E as respostas colhidas entre as denominações seria tão rica e variada quanto a fauna e a flora. Há Pastor que prega que todos estarão inconscientes até a vinda de Cristo quando serão julgados; outros pregam o "arrebatamento" sem julgamento; outros, uma vida bem-aventurada aqui mesmo na terra; aqueles lá doutrinam que após a morte já vem o céu e o inferno; no outro quarteirão, se ensina que o inferno é temporário; opinam alguns que ele não existe; e tantas são as doutrinas sobre os novíssimos quanto os pastores que as pregam. Está cansado o fiel da esposa da sua juventude? Não tem importância, sempre encontrará uma seita a lhe abrir risonhamente as portas para um novo matrimônio. E de vez em quando não aparece um maluco aqui e ali aprovando a poligamia?

Lutero mesmo admitiu tal possibilidade: "Confesso, que não posso proibir tenha alguém muitas esposas; não repugna às Escrituras; não quisera porém ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cristãos" ( Luthers M.., Briefe, Sendschreiben (...) De Wette, Berlin, 1825-1828, II. 259 ). Não há uma pesquisa nos Estados Unidos que demonstra que entre os critérios para um evangélico escolher sua nova igreja está o tamanho do estacionamento? Eis o que é hoje o protestantismo.

Vejamos neste passo a afirmação de Krogh Tonning famoso teólogo protestante norueguês, convertido ao catolicismo, que no século passado já afirmava: "Quem trará à nossa presença uma comunidade protestante que está de acordo sobre um corpo de doutrina bem determinado ? Portanto uma confusão (é a regra ) mesmo dentre as matérias mais essenciais" ( Le protest. Contemp., Ruine constitutionalle, p. 43 In I.R.C., Franca, L., pg 255. 7ª ed, 1953)

Mas o próprio Lutero que saiu-se no mundo com esta novidade da sola scriptura viveu o suficiente para testemunhar e confessar os malefícios que estas doutrinas iriam causar pelos séculos afora: "Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças" (Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l ). Um outro trecho selecionado, prova que o Patriarca da Reforma tinha também de quando em quando uns momentos de bom senso: "Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm" ( Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289).

http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/983-o-que-sao-as-seitas-protestantes

DECISÃO EUROPEIA SOBRE O CRUCIFIXO

Roma, 11 mar (RV) - Está programada para 18 de março a decisão final sobre o chamado “caso Lautsi” contra a presença de crucifixos nas salas de aula italianas. A questão – refere a agência Sir - foi levantada pela Sra. Lautsi, uma cidadã italiana de origem finlandesa, que em 2006 apresentou uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo.

Na primeira sentença, emitida em 3 de novembro de 2009, a presença do crucifixo foi considerada prejudicial à liberdade de educação e de religião. O processo foi então devolvido no último dia 28 de janeiro de 2010 ao Supremo Tribunal para um novo exame, a pedido do Governo italiano.

Em 30 de junho do ano passado os juízes do Supremo Tribunal ouviram as partes interessadas e receberam os depoimentos apresentados por “partes terceiras” (cerca de dez governos nacionais, um grupo de euro-deputados, algumas associações e ONG). A decisão de 18 de março, será definitiva e irrecorrível. Sobre a sua implementação será responsável o Comitê de Ministros, máximo órgão do Conselho da Europa. (SP)

ANGLICANOS NA IGREJA CATÓLICA

Londres, 11 mar (RV) - Cerca 600 fiéis anglicanos acompanhados de 20 pastores iniciaram na última quarta-feira de Cinzas seu caminho rumo à plena comunhão com a Igreja através do Ordinariato Católico Nossa Senhora de Walsingham estabelecido pelo Papa Bento XVI na Inglaterra. Este grupo se une aos cinco ex-bispos anglicanos que já fazem parte do ordinariato.

Fontes locais informaram que um dos 20 sacerdotes que faz parte do grupo é David Lashbrook, na sua homilia de despedida na St. Marychurch em Torquay no sudeste da Inglaterra, assinalou que o sínodo geral anglicano “está buscando fazer com que a igreja se conforme à cultura em vez de ser fiel à nova vida em Jesus Cristo”.

Por sua vez, Mary Huntington, do setor de imprensa da diocese católica de Brentwood na área leste de Londres, assinalou que 241 adultos e crianças, incluindo sete sacerdotes, ingressarão na plena comunhão nesta diocese.

Do mesmo modo, Simon Chinery, um sacerdote anglicano encarregado de duas igrejas em Plymouth, comentou que experimenta “uma sensação de paz, uma sensação de emoção e um pouco de nervosismo” enquanto se prepara para entrar na Igreja Católica.

Na sua opinião, o Papa Bento XVI tem facilitado o processo para os anglicanos que assim desejam, de se converterem ao catolicismo. Antes, considerou, a porta “estava aberta pela metade” mas agora está “de par em par e nos estenderam um tapete de boas-vindas”.

Os convertidos não receberão a comunhão até o dia da sua Confirmação pouco antes da Páscoa, enquanto os sacerdotes anglicanos serão ordenados sacerdotes católicos na festa de Pentecostes e logo depois de completar a formação teológica apropriada.

A comunhão anglicana sofreu uma importante ruptura interna depois que algumas de suas comunidades aprovaram a ordenação de bispos homossexuais e mulheres "bispos".

Em novembro de 2009, o Papa Bento XVI publicou a constituição apostólica Anglicanorum coetibus, que estabelece o modo no qual os anglicanos que assim o desejem, possam ingressar na comunhão plena da Igreja Católica.

Em 15 de janeiro de 2011, a Santa Sé anunciou a criação oficial do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora do Walsingham, como “uma estrutura canônica que permite uma reunião corporativa de tal modo que os ex-anglicanos possam ingressar na plena comunhão com a Igreja Católica preservando elementos de seu patrimônio anglicano”. (SP)